Cultura

São Tomé Ponto de Partida

É o títulsao-tome-ponto-de-partida.jpgo de uma obra literária de investigação histórica, produzida pelo Instituto Marquês de Valle Flôr. A cultura de café e cacau, as  grandes roças que produziram riqueza para São Tomé e Príncipe e para Portugal pelas mãos do Marquês de Valle Flôr, dominam o livro que segundo o Ministro da Educação e Cultura, Jorge Bom Jesus, é um alimento do saber que vai ser consumido não só por curiosos mas também por professores e estudantes são-tomenses.Com uma cópia no Museu de São Tomé e Príncipe, o livro “São Tomé Ponto de Partida”, é um convite para a descoberta da história do país, com destaque para o período que vai dos finais do século XIX ao princípio do século XX.

Período de introdução das culturas de cacau e café. Período em que a exploração de tais riquezas em São Tomé, lançou o Marquês de Valle Flor na fortuna, com grande impacto na economia de Portugal. «Nesse aspecto o Marquês de Valle Flor teve o seu contributo. As roças, as sociedades agrícolas de Valle Flor como Bela Vista, Rio do Ouro (actual Agostinho Neto) e Diogo Vaz, eram fundamentais neste processo de produção do café e cacau», precisou o historiador Carlos Neves, que também escreveu alguns capítulos do livro.

Segundo Carlos Neves(na foto), o título do livro tem um significado particular. Foi a partir da fortuna conquistada em São Tomé, que a força do Mar  carlos-neves.jpgquês de Valle Flôr, se fez sentir noutras antigas colónias portuguesas. «O instituto foi criado nos anos 50, mas a partir dos anos 80 começou a desenvolver alguns projectos de natureza social em São Tomé, nomeadamente na área da saúde e daí estendeu-se a outros territórios do antigo ultramar português, daí a ideia deste titulo», frisou, Carlos Neves.

Um país que tem a sua história virada para o meio rural, sobretudo as roças. «É uma forma de conhecer um capítulo importante da história de São Tomé e Príncipe, num momento particular, finais do século XIX princípios do século XX, em que café e cacau tiveram uma pujança enorme, e a sua leitura pode contribuir para um conhecimento mais aprofundado daquilo que foi a história económica e social destas ilhas do equador», esclareceu o historiador Carlos Neves.

No acto de lançamento do livro o instituto Marquês de Valle Flôr e o Governo através do Ministério da Educação e Cultura, exibiram o protocolo de cooperação que abre as portas para maior intervenção da ONG portuguesa nas acções de promoçãojorge-bom-jesus.jpg da cultura são-tomense. «Este projecto cultural pode servir de exemplo. Porque falar da cultura é falar dos homens, é falar da perenidade e daquilo que pode estruturar todo o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe», declarou o  Ministro Jorge Bom Jesus, para depois acrescentar que «Nós da educação temos a responsabilidade de levar os nossos alunos ao museu nacional, para transforma-lo num espaço vivo de cultura. Este livro vai servir para os nossos professores, estudiosos e outros curiosos destas ilhas», assegurou o Ministro.

O secretário de estado da cooperação de Portugal João Cravinho, que tomou parte na cerimónia de lançamento do livro na última quarta-feira, também enalteceu o papel desempenhado pelo Marquês de Valle Flôr no crescimento da economia de Portugal, fruto da exploração por ele das riquezas de cacau e café em São Tomé e Príncipe.

Abel Veiga

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