Cultura

Projecto Cacau transforma antiga oficina das obras públicas em casa das artes, criação, ambiente e utopias

O projecto que pretende ser um fórum nacional permanente da juventude, é uma iniciativa do artista plástico, João Carlos Silva(na foto), em parceria com um grupo de cidadãos holandeses. O projecto que promove a educação, conta com espaços para microempresas juvenis, ateliers de arte, cine clube, museu, rádio privada e outras valências fundamentais para criação de uma nova mentalidade para o progresso de São Tomé e Príncipe.

O projecto cacau será inaugurado em Setembro próximo. A apresentação foi feita na última semana. A antiga oficina das obras públicas, que o Centro Internacional de Arte e Cultura, de João Carlos Silva, recuperou para albergar a última edição da bienal internacional de cultura de São Tomé e Príncipe, está a ser transformado no espaço multiuso para dar vida ao projecto Cacau. «Cacau é um projecto transversal que toca a educação, toca a criação de espaços para incubadora de microempresas para jovens, e vários ateliês das artes. Vamos ter aqui associações parceiras que vão trabalhar connosco, vamos ter várias empresas são-tomenses que vão ter os seus pontos aqui dentro, vamos ter um cine clube, vamos ter uma parte do museu da Cacau e vamos ter uma rádio privada que vai tratar de temas ligados a cidadania e a cultura», explicou João Carlos Silva.

O objectivo principal do projecto é promover a arte e a cultura como ferramentas na luta contra a pobreza em São Tomé e Príncipe. «Vamos ter várias oficinas, sobre cidadania activa, educação patrimonial, para de uma forma alargada trabalharmos no espaço e que vai dignificar as artes e a cultura de STP. Uma forma de construir, uma nova mentalidade e fazer uma aposta forte em relação a juventude. Será um fórum nacional permanente da juventude cá dentro», precisou o mentor do projecto.

Informação e animação turística são outros serviços importantes que vão ser potencializado pela Cacau. «Vamos facilitar processos quer de aprendizagem, mas também de produção, e vai ser um espaço também de informação e animação turística», sublinhou.

Segundo João Carlos Silva, o projecto conta com a parceria estratégica de um grupo de cidadãos holandeses. O grupo holandês vai também apoiar a Cacau na criação da primeira livraria do país. «Este grupo está a adquirir documentos valiosos sobre São Tomé e Príncipe, através da Internet e vai traze-los para cá. Aqui vamos contar também com uma livraria, deverá ser a primeira livraria de São Tomé e Príncipe», frisou.

Na difícil missão de promover a cidadania activa, o projecto vai andar sobre rodas pelas localidades do país, a fim de sensibilizar as comunidades sobre a educação patrimonial, a saúde, e o ambiente. João Carlos Silva, anunciou para breve a recepção de viaturas apetrechadas com ferramentas para apoiar o trabalho de promoção da cidadania activa.

No espaço multiuso, vão funcionar também dependências de bancos comerciais, e um restaurante-bar designado Oficina de Sabores. Nesta oficina de sabores o artista plástico, escultor, e cozinheiro João Carlos Silva acompanhado por Yves Peladeau outro cozinheiro que já deu provas na praça francesa e que actualmente reside em São Tomé, vão ser os mestres das iguarias da culinária contemporânea, que vão fazer as delícias do público.

Comunicação social, é um dos pontos fortes do projecto Cacau, que lançou no mesmo dia a revista,  STPnewsmagazine. Katya Aragão jovem jornalista formada em Portugal, é directora da revista que segundo João Carlos Silva, visa criar uma massa crítica corajosa em São Tomé e Príncipe«A revista tem o objectivo de ser de todos e para todos são-tomenses. Despertar as pessoas e criar opinião. Temos que ter uma massa crítica em São Tomé e Príncipe, corajosa, e essa massa crítica deve ser construída através da comunicação social», concluiu João Carlos Silva, numa apresentação que contou com a presença do Primeiro Ministro e Chefe do Governo Joaquim rafael Branco.

Abel Veiga

    18 comentários

18 comentários

  1. manuel fernandes da trindade

    4 de Julho de 2010 as 23:05

    Boa João Carlos, que não fique na euforia das palavras

    • Cacau

      5 de Julho de 2010 as 23:34

      Oh Joao, porque nao pegas no Rafael, leva-o ao tacho, seja na roça ou cidade, para ver se coze bem, talvez assim o branco passe a ser de transparencia?????????? Mas Nao o deixe queimar, porque se R. Branco é o que é agora, imagina então Rafael Preto?????????? Aproveita e ponha um pouco de Malagueta. Obrigado.

  2. Moreno

    5 de Julho de 2010 as 9:24

    Caro Joao Carlos oxala o projecto se materialize, parabens.

  3. Maguita glandji

    5 de Julho de 2010 as 9:46

    O nome da revista é STPnewsmagazine.

  4. HM

    5 de Julho de 2010 as 12:03

    o João é um icone de S.Tomé e Príncipe

  5. lambuco

    5 de Julho de 2010 as 14:30

    Boa, senhor João Carlos Silva, não sei como mas estarei disposto para ajudar caso haja necessidade,

  6. "Nós por cá e a nossa Maneira"

    5 de Julho de 2010 as 15:15

    …..boa sorte João Carlos……

  7. Manuel Jorge

    5 de Julho de 2010 as 18:01

    O nosso país precisa de homens como o senhor, pessoas capaz de criar. Parabens e mta sorte.

  8. Pleto

    5 de Julho de 2010 as 22:32

    Este senhor é o verdadeiro embaixador do nosso País porque tem ideias, é trabalhador, versátil, comunicador etc… é orgulho de todos Santomenses ter alguém na terra como ele projectando o nosso País. Ao contrário de mal intensionados que sentam na assembleia e nos governam.

  9. buta uê

    6 de Julho de 2010 as 9:29

    João Carlos, fico feliz por fazeres algo para estimular o empreendedorismo e as microempresas dentro do “tecido empresarial” da nossa terra.Vá em frente e boa sorte.

  10. tagarela

    6 de Julho de 2010 as 10:17

    Eis que aparece e se reafirma alguém que se preocupa, empreende, busca parcerias extra governamental para que a cultura e história Santomense se solidifique e massifique a todas as camadas da nossa sociedade e da aldeia global onde nos inserimos.
    É um exemplo de que o governo não tem que fazer tudo. Os cidadãos podem e devem “fazer e acontecer” em STP. No entanto, se faz necessário que o Estado apoie-os e estimule-os de modo a que iniciativas como estas e outras que sirvam para o despertar da consciência cultural, histórica de todos nós seja uma realidade constante. Viva STP!!!

  11. Miguel Teixeira

    8 de Julho de 2010 as 16:11

    Parabens, João, meus e da Luisa

  12. Marcelo Amaro

    22 de Julho de 2010 as 18:56

    Olá Sr.João Carlos, minha irmã esteve no seu País e adorou o Projeto CACAU. Quem sabe consigamos fazer um intercâmbio de cultura afro-descendentes. Seria um prazer enorme. Fiquei louco para conhecer a cultura local, desde que assisti à uma reportagem sobre ervas medicinais e da história de um menino que se perdeu e viveu algum tempo sobre os cuidados dos animais.
    Muito Axé S.T.P!!!

  13. Marcelo Amaro

    22 de Julho de 2010 as 18:59

    Meu Blog, dê uma lida quando possível forte abraço!!!

  14. Adriano Málé Bobo

    23 de Julho de 2010 as 16:54

    so acredito as coisas aqui em s.tomé, depois de estar materializado, obrigado
    fui

  15. paiva

    27 de Julho de 2010 as 16:14

    Mais uma vez criativo, e preocupado com o bem estar social.
    Forca e seja persistente.
    Regard

  16. Domorte

    28 de Julho de 2010 as 18:16

    VC só sabe invetar J de pois agora que rafa congratolou cam tua iniciativa, agora é que vc vai safar mesmo, sempre pidir e ir boleia, depois coisa dessas que Governo gosta de apoiar, com uma data de coisa para se pecoupar e fazer não!

  17. Bili Uê

    30 de Julho de 2010 as 23:00

    Muito Bom.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Recentemente

Topo