Cultura

Histórias da ilha do Príncipe um livro que deve ser Património Nacional

Augusto Nascimento(na foto), quadro português que trabalhou em São Tomé e Príncipe durante a década de 80 como expatriado, é o autor do livro de mais de 400 páginas que conta a história da ilha do Príncipe nos últimos 200 anos. Uma obra que o Governo Regional do Príncipe considera como património nacional.

A obra que foi lançada na passada sexta – feira, conta a história de gentes que nos últimos 200 anos fizeram a história da ilha do Príncipe. «São sobretudo histórias de pessoas que vieram, trabalharam, morreram, sofreram na ilha do Príncipe, sobretudo nos últimos 200 anos», afirmou o autor do livro.

Augusto Nascimento que foi professor de algumas figuras que foram e são governantes de São Tomé e Príncipe, escolheu o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Carlos Tiny, para apresentar a obra literária. «Vejo no livro um verdadeiro caleidoscópio do Príncipe com as suas gentes, suas vidas, o seu ontem o seu hoje. E é muito importante o que se nota mais a frente. Antes de o livro fechar, o livro não fecha o Príncipe na sua história, o livro abre as portas ao futuro», salientou Carlos Tiny.

Com mais de 400 páginas, a publicação do livro “Histórias da Ilha do Príncipe”, foi assegurada pelo município português de Oeiras. Isaltino Morais residente da autarquia portuguesa, esteve presente no lançamento da obra. «Acho que é um livro extraordinário, e incontornável para o Príncipe e para o país», sublinhou Isaltino Morais.

Para o sector da cultura de São Tomé e Príncipe, a obra do antigo quadro expatriado, vem enriquecer o conhecimento e reforçar os valores da identidade são-tomense. O Ministro Jorge Bom Jesus, diz que a história contida no livro deve ser contada «as gerações vindouras, de forma que nós possamos melhor preparar o presente e o futuro. Até porque essas duas ilhas funcionam como dois pratos da mesma balança», referiu o ministro.

O Governo da Região Autónoma do Príncipe, na pessoa do Presidente José Cassandra, considera que o país está diante de um património nacional. «Porque as histórias da ilha do príncipe com as histórias da ilha de São Tomé, fazem o conjunto das histórias do nosso país», declarou, para depois acrescentar que o património literário deve ser preservado. «Todos devemos preservar, e a partir de agora contamos com um património onde qualquer um de nós pode a qualquer buscar uma informação, um conhecimento sobre aquilo que é a nossa história», concluiu José Cassandra.

História da Ilha do Príncipe, é uma obra que permite aos são-tomenses e não só revisitarem parte da história das ilhas verdes.

Abel Veiga

    8 comentários

8 comentários

  1. Manuel Jorge

    6 de Julho de 2010 as 17:40

    Temos que dar um abraço a este homen e agradecê-lo. infelizmente tinha que ser um estrangeiro a escrever a nossa história. O nosso país é rico em historia, mas não sabemos nada ou quase nada da nossa história desde 1470 até 2010. Quais são os nossos símbolos pátrios, a nossa árvore nacional, porquê essas e não outras, muito de nós não sabemos responder essas perguntas, portanto é necessario que os historiadores comencem a pensar no assunto. Que tão interessantes são as histórias das descubertas das nossas ilhas, do nosso REI Amador, do nosso massacre de Batepa (Ha muita coisa por descubrir nesse massacre, ha muitas versões).

  2. Chicodesperto

    7 de Julho de 2010 as 0:46

    É de louvar a iniciativa do investigador contudo devo dizer ao Manuel Jorge de que os personagens heróicas pós independência (Rei Amador Yon Gato Paulo Ferreira Giovani) não têm gerado consenso na sociedade saotomense razao pela qual deveria motivar nos saotomeses um debate profundo e sem complexos ideológicos sobre que papel desempenhou Paulo Ferreira e Giovani para serem considerados heróis nacionais. Se é que ainda são considerados heróis nacionais. Não tenho essa informação muito menos certeza. Estamos na segunda republica e pelo que sei são heróis invocados na primeira republica.
    E também seria bom saber se de facto existiu ou se há prova de existência do Rei Amador e Yon Gato.

  3. YOAVI LADY DOS SANTOS

    7 de Julho de 2010 as 14:26

    boa, obrigado já que não temos o gosto pelo o que é a nossa historia, espero que não seja mas um para arrumar na prateleira.espero que leiam.

  4. RAMOS DE ASSUNÇÃO

    9 de Julho de 2010 as 11:20

    AINDA NÃO LI O LIVRO CONFEÇO QUE INFELISMENTE NÃO SOU UM GRANDE LEITOR MAS FAZ TANTA FALTA COMO NOSSO PÃO DE CADA DIA .POR ISSO QUANDO APARECE ESTAS OBRAS RARAS, QUE DESPERTA O NOSSO INTERESSE DIRECTAMENTE É MUITO BOM VOU LER O LIVRO ASSIM QUE O ENCONTRAR SERIA BOM QUE HOUVESSE MAIS GENTE A ESCREVER SOBRE NOSSO PAIS
    DEVE TER
    MUITA COISA PARA CONTAR QUEM SABE ASSIM VOU ADQUIRINDO GOSTO PELA LEITURA.

    FUI ACONSELHADO POR UM VELHO AMIGO
    PARA LER 5 MINUTOS POR DIA NÃO FIZ. HOJE TEM DEIXADO MUITA FALTA.VIVA QUEM ESCREVE E QUEM LÊ. ESTE COMENTÁRIO É APENAS UMA DESCARGA DE CONSCIÊNVIA PERDÃO PELOS ERROS ISTO É APENAS O FRUTO DE POUCA LEITURA

    SUCESSO PARA ESCRITOR
    MUITO OBRIGADO

  5. Ramos de Assunção

    9 de Julho de 2010 as 21:05

    Reavaliação do testo de comentário do ASSUNTO:
    dia 09-07-2010 as 11:20 Ramos de Assunção diz:
    Antes de mais peço desculpas pela falta de pontuação que tira assim qualquer sentido ao texto. Na verdade queria dizer seguinte: Ainda não li o livro, confesso que infelizmente não sou um grande leitor mas isto faz falta como o nosso pão de cada dia. Por isso quando aparece estas obras raras que nos toca directamente desperta o nosso interesse. Vou ler o livro,
    Assim que o encontrar, seria bom que houvesse mais gente a escrever sobre o nosso País, porque por ali deve haver muita coisa para contar, quem sabe, assim vou adquirindo o gosto pela leitura. Fui aconselhado por um velho amigo, (QIUNTERO BARROS AGUIAR) tinha eu 20 e poucos anos, para ler 5 minutos por dia não fiz. Hoje tem deixado muita falta, isto é só para dizer, viva quem escreve, e viva quem lê. Este comentário é apenas uma descarga de consciência, perdão pelos erros. Viva A LIBERDADE NI TELANON.

  6. Alexandra

    14 de Julho de 2010 as 12:01

    Gostaria de saber como posso adquirir o livro. Moro no Brasil, mas poderia comprá-lo em Portugal. Em quais livrarias em Lisboa o livro está sendo vendido?

  7. MINO IÊ

    14 de Julho de 2010 as 22:33

    ….. fico muito satisfeito em saber que a história da minha ilha está redigida e para memória futura , tenho a certesa que de geração em geração será preservada a nossa história, aplaudo a iniciativa, faço votos que venham mais.

  8. rita ribeiro

    29 de Março de 2012 as 14:25

    Como posso adquirir este livro em lisboa?
    obrigada

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