Prémio Gibela de Jornalismo adiado para 30 de Setembro

O prémio instituído pelo grupo empresarial Gibela, para distinguir os melhores profissionais da comunicação social, era atribuído no dia internacional dos jornalistas, 8 de Setembro. Mas este ano foi adiado para 30 de Setembro, dia da reforma agrária. Tudo para chamar a atenção do país para a seca que este ano ameaça a agricultura nacional.

Instituído em 2008, o galardão do Prémio Gibela de Jornalismo, e foi sempre atribuído no dia internacional dos jornalistas, 8 de Setembro. Mas ontem não houve gala. O Presidente do Juri, o jornalista Juvenal Rodrigues(na foto), chamou a imprensa para anunciar o adiamento do dia da festa. «Excepcionalmente, e tendo em conta todo o contexto que o país está a viver com as mudanças climáticas, a seca, uma gravana prolongada, chegou-se ao entendimento de fazer coincidir a gala com o dia da reforma agrária 30 de Setembro», explicou o Presidente do Júri do prémio Gibela.

A organização da gala, pretende envolver a classe dos jornalistas na preocupação dos pequenos agricultores face as dificuldades que começam a surgir marcadas pelo aumento dos preços dos agrícolas no mercado. «É uma forma de chamar a atenção para esta problemática», referiu Juvenal Rodrigues.

Para a terceira edição do prémio, o corpo de jurados, registou 18 candidaturas. 4 foram chumbadas por não cumprir com o regulamento. «O júri está na fase final de avaliação dos trabalhos dos concorrentes», declarou.

Ao contrário do que aconteceu nas últimas duas edições, em que a participação dos jornalistas foi muito fraca, o Presidente do Juri, garante que a luta pela conquista do prémio Gibela de Jornalismo avaliado em 80 milhões de dobras, vai ser mais renhida este ano. «Nesta edição a luta vai ser muito mais renhida tendo em conta a qualidade dos trabalhos apresentados», concluiu.

Abel Veiga

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    Fernando Responder

    Acho que a problemática da seca em São Tomé e Príncipe decorrente da gravana prolongada e da míngua da chuva que se vem notando nestes últimos anos, com maior acutilância neste, é como se sabe consequência da mudança climática global. Enfim, noutros países chuvas à mais e a nós coube outra face da catástrofe, ou seja, seca.
    Este fenómeno não só afecta os pequenos agricultores do nosso país. Vejamos só os riachos e rios secos, as movimentações de populares em busca deste precioso líquido. A natureza acastanhada…
    Agora, a quem de direito de despertar e delinear acções concertadas para atenuar, equilibrar ou em certas ocasiões resolver esta situação de maneira sustentada. Não deixemos que a situação piore para que logo comecemos a gritar “aqui d’el Rei”, nem deixem que até cegos “possam ver” a seca proliferar por este belo país. Criem instâncias que se devem ocupar deste assunto, ao nível ministerial, Infraestrutura, Saúde, Defesa, Negócios Estrangeiros, Plano e Desenvolvimento, Obras Publicas e Recursos Naturais, Comunicação Social e organismos dele dependentes, cooperação multilateral e bilateral onde seriam bosquejados cenários e respostas possíveis. Agora, silêncio, não…Senão não só vamos suspender a gala Gibela, mas a vida social desta terra de nome santo. A ver vamos.

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    Dedé Responder

    Praticamente a comissao esta a dar entender que quem vai ganhar este premio é o jornalista com texto sobre AGRICULTURA OU ALTERAÇÃO DO CLIMA OU RELACIONADO COM A DATA, que pena se for assim é grande falha, seria por em causa o galardao.
    dede

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      jojó Responder

      é verdade, só poderia anunciar alteraçao da data e nao dar entender que os objetivos deste premio p este ano.
      eles sao malandros, alis GIBELA, nao paga salarios a funcionarios hÁ 2 MESES, NAO HÁ GRANA Para premios

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    Madalena Responder

    Alteração da data por si só não tira o mérito aos trabalhos ja apresentados e em fase de avaliação. Apenas ouvimos o parecer do Presidente do Juri. Por isso não podemos tirar as ilações de que problemas financeiros ou de anunciar vencedores antecipados seja um facto.
    Um Concurso desta envergadura tem naturalmente vários parceiros. Vamos louvar as iniciativas deste genero para o bem do nosso jornalismo.

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    João Vicente Responder

    Ainda estamos na gravana. Normalmente a Gravana começa em meados de Junho e termina em meados de Setembro.
    Os factores que originam a chuva em STP são: A orografia, convecção e principalmente a convergência intertropical (FIT). A Convergência intertropical é devido a convergência de Ventos aliseos de SE e NE na Região intertropical.
    A FIT desloca para Norte durante os meses de Janeiro à Agosto e desloca para o Sul durante os meses de Agosto à Janeiro.
    Quando esta mais ao Norte, STP estará na época da gravana e quando esta mais para o Sul, STP estará no Gravanito.
    A Oscilação do FIT, não tem uma data precisa. Por isso pode criar atraso na entrada e saída da Gravana, entrada e saída da Chuva, assim como o periódo da demora da Gravana ou Chuva.
    Neste momento, já se nota mudanças nalguns elementos meteorológicos ( aumento da temperatura, mudanças no rumo de Vento e algumas nuvens cumuliformes que nos dá o sentimento da deslocação do FIT(Frente Intertropical de Convergência) para o SUL, trazendo chuvas e trovoadas para a nossa região.
    A atmosféra não tem fronteira. Por isso, não é só STP que espera a deslocação do FIT para Sul. Também todas as regiões da África Central( Gabão, Guiné- Equatorial, República Centro Africano,etc.
    Neste momento o FIT se encontra mais a Norte produzindo chuvas nas regiões de Cabo verde, Senegal, Guiné-Bissau, etc.
    João Vicente- Meteorologista

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      Fernando Responder

      A sua explicação me parece dalguém que tem conhecimentos académicos bastante esclarecedores sobre os FIT, aliseos e coisas semelhantes. Portanto, como leigo na matéria, não poderei rivalizar consigo. Quero sim, uma resposta a presente situação de escassez e de penúria e saber como devemos estar preparados para uma eventualidade pior. Aliás, tivemos em 1983, uma triste situação de má memória para os habitantes destas paragens.
      Obrigado amigo por me ter ensinado e recordado terminologias que aprendera no liceu já faz muitas décadas.

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    Digno de Respeito Responder

    Pela justificação do “Juju” faz algum sentido para um país insolar em os decisores parecem despreocupados com a alteração climática global. O tema já é falado e tratado por vários médias internacionais. E, ão os fazedores da comunicação que têm mais o papel de dispertar e de sensibilizar para a situação. Logo, se se antevê uma situação que parece ameaçador, faz todo sentido promover a lógica. E sugiro que não basta fazer o enquadramento do evento com a data e a causa em questão mas sim, ir ao encontro de vozes activas do País para dar a conhecer á sociedade o plano em caso de emergencia no País. Essa é uma matéria para de interesse para a opinião publica.
    A essencia do prémio sim mas também um dispertar para assuntos de interesse comunitário é muito mais valioso. Acho que os jornalistas santomenses têm muita matéria para trazer ao público. Basta sair da capital e viajarem pelo país dentro ao encontro de assuntos que não faltam para uma boa reportagem. Como exemplo, olhemos para trabalhos publicados por jornalistas que vão de férias para STP. Não está em causa apenas serem mal ou bem pagos. Certo que meios de transporte para se deslocar ao interior é fundamental mas, unidos consigiremos certamente alcançar a vontade e profissionalismo. Um bem haja a todos e aos possiveis candidatos ao prémio.

    NB: Não fiquem olhos postos apenas no prémio mas tb vosso brilho profissional junto a massa social.

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    Madalena Responder

    Mudanças do clima, como dizem os Brasileiros sempre ocorreram no nosso país. Pode ser que agora as coisas estejam a ser mais evidentes. Ja ouve uma crise alimentar, digamos assim, mas os rios e e linhas de agua permaneceram com agua.
    Se calhar esta seca va introduzir um factor de desenvolvimento no paìs. Aquele sâotomense que investir em sistema de rega, vai ter grandes resultados e não custa muito. Basta uma motobomba de 2,5 polegada e tubos, logo construir um reservatorio de 50/60 m3, está rico. Deixem d olhar para o céu e vejam para a terra. O homem da minha zona fica a espera de mamão para cair ao invés de pegar numa vara e tirar o mamão. A nossa mente.

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    Carla Santos Responder

    Uma boa iniciativa esta de distinguir os profissionais desta área… espero um dia estar lá! =)

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