Cultura

René Tavares e Olavo Amado expõem as “Lavadeiras”

Os dois artistas plásticos são-tomenses decidiram implementar a iniciativa de levar a arte ao público. O Café e Companhia no centro da cidade de São Tomé é palco da exposição de quadros que reflectem um dos aspectos da identidade cultural são-tomense, o dia-a-dia das mulheres na lavagem da roupa no rio.

Movimento e ritmo do dia-a-dia das mulheres são-tomenses no rio Água Grande, que atravessa a cidade capital, é faz parte da exposição “As Lavadeiras”, aberta no Café e Companhia. Uma iniciativa de dois artistas plásticos que pretendem dar uma nova dinâmica a expressão artística, levando a arte ao público, evitando a concentração apenas nas galerias. «São cores e cantares que as mulheres utilizam muito no momento da lavagem das roupas. É um tema que assimila vários outros elementos», afirmou René Tavares.

As lavadeiras dos rios de São Tomé e Príncipe, acabam por ser uma das referências da identidade nacional. «É uma forma de ajudar a manter a tradição. As artes plásticas têm esse objectivo que é gravar momentos, acontecimentos que acontecem a nível da cultura», pontuou René Tavares.

No seu curso até a baía de Ana Chaves o rio Água Grande irrigou muitas sementes que germinaram a nação são-tomense. Muitos dos homens que hoje administram São Tomé e Príncipe, cresceram no rio. Passavam dia inteiro com as suas mães na lavagem da roupa. Momento que servia para tomar banho na água que era límpida, para apanhar xarroco e outros peixes que abundavam nos rios. «Incluindo eu. Recordo que quando mais novo ia constantemente com a minha mãe ao rio Água Grande e no decorrer da lavagem da roupa, eu passava o tempo a apanhar camarão. São momentos inesquecíveis e que acabamos por transpor para a tela de forma a mostrar um pouco aquilo que somos, de onde viemos e para onde queremos ir», desabafou o pintor Olavo Amado.

O rio e as suas lavadeiras já tinham inspirado a malograda poetisa Alda do Espírito Santo, a escreveu “Lá no Água Grande”. Agora é a vez dos artistas plásticos. Na corrente dos rios de São Tomé e Príncipe, está depositado parte a cultura e identidade são-tomense.

Abel Veiga

    8 comentários

8 comentários

  1. ze cabra

    12 de Setembro de 2010 as 22:16

    belos tempos quando elas lavavam roupas dos militares portugueses e nasceram varios mulatinhos agora esta mesmo mau acabou-se

  2. SADAN

    15 de Setembro de 2010 as 9:32

    e verdade mas toda gente era feliz e nao havia tanha miséria

  3. mariana salvaterra

    16 de Setembro de 2010 as 18:14

    Deus deu-nos o domínio sobre a terra,para domar criar,e desenvolver…a lavagem de roupa no rio,o pisar o milho no pilau já devia encontra-se no museu,pois além de roubar mt.tempo para o desenvolvimento é doentio e caduco o reumatismo e a poluicao da agua é um facto.Resta-nos fazer uma pesquisa os nossos licenciados devem fazer como a europa ultrapassou este periodo e libertou a mulher europeia devemos seguir este exemplo nada de glorificar esta vida primitiva do subdesenvolvimento.Este nao é um fenómeno caracterisco S.tomense,mais sim do subsenvolvimento.

  4. hernane ferreira

    24 de Setembro de 2010 as 18:42

    meus caros amigo e colegas e compatriotas, so tenho a dizer, foi simplismente excepicional, glorioso, faz-nos lembrar com eramos amsi felizes, como era alegre a vida, na ligue a este a aquele comentario porque todo eles serve de motivaçao, contiuem a divular a cultara de santome ..espero do funda de coraçao que oces tenham coneguido passar esta informaçao,.

  5. isabel

    25 de Setembro de 2010 as 15:57

    seguido os comentarios do senhor ze cabra segundo as historias contadas pela minha avo eram tempos de felicidades hoje o que resta é miseria e desespero solidao e exploraçao

  6. mariana salvaterra

    23 de Outubro de 2010 as 12:48

    the spectre of colonialism must be broken!..um povo esclarecido é um povo prevenido…um povo educado é mais difícil de ser manipulado…de que alegria estao falando?lavar no rio?toda sociedade primitiva lavava no rio. a fadista portuguesa amália r. tinha uma música a lavadeira no rio. na india até hoje morrem as lavadeiras atacadas pelo crocodilos.parabéns, para o progresso de águas potáveis no mézoche e lavandarias…espero que daqui a dez anos com o ingresso do petróleo podemos enfim substituir por lavandarias apetrechadas de máquinas de lavar,como na europa e libertar a mulher africana!..educacao educacao educacao viva o progresso na africa…

  7. adilma gabriel

    18 de Novembro de 2010 as 8:49

    E sempre bom jovens com esta iniciativas,
    isso gaz parte da nossa cultura,
    eu conheço-os e seu que são boas pessoas;
    continua a devulgar a nossa cultura.beijinhosssssssssssssssssssssss

  8. adilma gabriel

    18 de Novembro de 2010 as 8:55

    Sei que são boins artistas posso até dizer que são excelente .
    O Adilson Castro,René Tavares, Olavo Amado entre outros voces são excelente.

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