Aromas de Cajamanga apresentação em Lisboa no próximo dia 7 de Janeiro

A Escrituras Editora, dentro da Coleção Ponte Velha, edição apoiada pelo Ministério da Cultura de Portugal e pela Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB/Portugal), publica Aromas de Cajamanga, antologia poética de Olinda Beja(na foto), uma das mais destacadas poetas de São Tomé e Príncipe. A organização e prólogo da obra são de Floriano Martins e ilustrações de Sérgio Lucena.

Em Aromas de Cajamanga, o público finalmente passa a ter acesso à voz dessa notável poeta e seu canto, sempre impregnado pela doçura cadenciada que a terra crioula lhe doou ao coração. Olinda Beja leva uma vida “sem receios”, uma bonita lição colhida na arvore ancestral de seu povo, a África de São Tomé e Príncipe entranhada nas festas populares, no teatro mágico que a todo instante reanima as origens.

Como destaca Floriano Martins, no prólogo da obra, trata-se de “uma orgia de sons que são o batuque frenético de sentidos que nos escapam, as entranhas de uma África que hoje parece perdida, violentada ou torpemente folclorizada (…) O caldo em que banha ritos e mitos, o enlace com que multiplica a inquietude, como vai buscar os vultos da infância, o encanto dos trovadores, as vestes da tradição, o relicário do desejo, afinidades com outras fontes líticas, tudo isto resplende como invenção incansável nessas páginas (..) De riqueza inigualável a envolvente melodia de sua imaginação”.

Segundo Nuno Rebocho, “Olinda Beja é uma referência na literatura de São Tomé e Príncipe, onde avultam nomes como Caetano da Costa Alegre, Francisco José Tenreiro e Alda Espírito Santo. Olinda que partiu criança da sua ilha até os longes de outras paragens, não rompeu as raízes que continuam a prendê-la ao chão original cantando ‘palavras de gengibre repartido por bocas onde escorre abacaxi selvagem’. Os poemas de Olinda Beja são uma encruzilhada de culturas, são os segredos que sibilam nas muralhas, segredos dos avós escravos-livres de rotas e caminhos, são o grito da diáspora numa Santomensidão que lhe lateja nas veias com a força do danço-congo e a fogacidade do kilelê.”

Sobre a autora:
Olinda Beja (São Tomé e Príncipe, 1946). Poeta e narradora, com vários livros publicados, dentre os quais Bô Tendê? (poemas), 15 dias de regresso (romance) e Pé-de-perfume (contos).

A Coleção Ponte Velha foi criada por Carlos Nejar (Brasil), poeta, ficcionista e crítico, membro da Academia Brasileira de Letras e pelo poeta António Osório (Portugal). Conheça todos os títulos da Coleção em www.escrituras.com.br/colecoes.php

NB – texto da responsabilidade da editora ESCRITURAS, que difundimos com a devida dénia.

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    Mário AlVES Responder

    Exmºs Srs

    Como sabem, receberam ontem por email informação sobre a sessão de apresentação da obra da escritora Olinda Beja, que levaremos a efeito em Lisboa no próximo dia 7 do corrente.
    Verificámos hoje que reproduziram no TELA NON a nota de imprensa sobre a obra que ia anexada ao nosso mail mas que não fizeram qualquer referência ao evento que estamos a promover,
    Não podendo deuar de estranbar tal facto, solicitamos assim a gentileza de, logo que possível, divulgarem a sessão de apresentação deste livro, na qual – como vos informámos – estará presente a autora.
    Atenciosamente,
    Mário Alves
    Centro Interculturacidade

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    São Lima Responder

    Parabéns à Maria Olinda e à literatura são-tomense. Conheço do livro um poema muito lindo, dedicado a Alda Espírito Santo e incluído na edição especial da Revista Batê-Mon, em homenagem à nossa ida matriarca.
    Saúde, mais livros e mais poesia, Maria Olinda, em 2011 e sempre.
    Abraço
    São Lima

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      Dr. Mário Martins Responder

      Paravém à Nossa querida compatriota! Muita força e vida longa para que haja mais emais acerca da nossa identidade. Não se esqueça que esperamos por sua obra em Angola. Beijinhos!

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    Digno de Respeito Responder

    Cara Olinda,

    Que 2011 seja o de muito sucesso para e e os teus mais queridos.
    Felicito-lhe pela força e a dedicação para o bom nome da nossa literatura. Embora longe de STP e distante de Lisboa, tem feito tudo ao seu alcance para dignificar a cultura. Espeo que todos nós santomenses sejemos mais participativos naquilo que nos diz respeito. Lá estarei.

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    Ramos Neto Responder

    A Maria Olinda Beja, a quem tenho um grande apreço, pela sua amizade… é uma das escritoras da colere santomente, a sua maneira de falar de conviver com os demais das ilhas, pode-se notar que realmente gosta do seu país, mesmo distante e pelo tempo que vive em Portugal… Que a nossa cultura seja mais expandida, seja por escrito ou oralidade. Vivo na diáspora e tenho ouvido expressões como: “ os santomenses não têm cultura”, isso deve-se, a não expansão da nossa cultura. O investimento da cultura é necessário e urgente. Parabéns a si Olinda Beja e que continue divulgando a nossa cultura pelos confins do mundo. Que 2011 seja o ano de muitos sucessos.

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      olinda beja Responder

      O meu “Dêçu paga bô” a todos os que sabem que a minha luta é a expansão da nossa cultura através da literatura, através das obras que escrevo.
      Lembrar-me-ei amanhã, na apresentação em Lisboa, das belas palavras que li e que sei que foram escritas com o coração. Um povo sem cultura é um povo sem alma, sem História, sem referências e que facilmente se deixa assimilar e dominar por outros povos. Somos poucos a lutar por preservar a cultura santomense mas não vamos esmorecer!
      Um abraço poético com Aroma de Cajamanga
      olinda beja

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        Ramos Neto Responder

        Prezada Maria Olinda Beja! Estamos sempre juntos e de mãos dadas.Espero que a apresentação da obra tenha corrido bem. Gostaria imenso falar consigo, eis o meu email: verresneto@hotmail.com. Um bom fim de semana com “Aroma de cajamanga”.

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