Metamorfose & Estátuas

Mais um cheirinho poético do livro ” O País de Akendenguê”

METAMORFOSE

Para o Francisco da Silva, Gito

In memoriam

Hoje as palavras nada dizem de naufrágios.
Pétalas apenas
Pétalas não visíveis
infinitas pétalas
E na ponta dos nossos dedos
O fantasma de uma doce, habitável Cidade
Suas vestes de púrpura e de lenda
Seu corpo, fruto tenaz e justa partilha.
De uma exacta metamorfose somos testemunhas.

Estátuas

Neste país  as estátuas desdenham alturas
Traficam na praça, devassam estradas
Têm mãos pensativas e barro na planta dos pés.

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    Albertino Silva Braganca de Sousa Responder

    fenómenal sintese poética!

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      Fabiano Seitas Responder

      Oh Albertino deixa la de bajular a Sao Lima, tenta escrever tb alguma coisa, pra nao termos a Sao Lima.

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        Fabiano Seitas Responder

        Queria dizer “Pra nao termos a São Lima“ a fazer tudo por nós.

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          Albertino Silva Braganca de Sousa Responder

          tambem escrevo, mas nao tenho apoio pra publicar. se tiveres com ajudar-me te agradecia. podes escrever-me dando-me o teu email e assim falaremos.

          e nao bajulo a Sao, apenas elogio o que é bom e apreciavel.

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    Xavier Responder

    Cada vez melhor, cara São. Bravo!

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    john quebroide Responder

    john diz,

    Força Sao Deus Lima, que Deus nosso senhor te abençoe.

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    Leonel Ppinto Responder

    Especial Sao Lima, gosto disto

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