Cultura

“ A Rosa dos Ventos” de Francisco Costa Alegre

O escritor Francisco Costa Alegre, publicou na última semana mais uma obra literária. Desta vez a diplomacia são-tomense está no centro do trabalho de investigação.

Segundo o escritor, o titilo “A Rosa dos Ventos”, refere-se a posição privilegiada de São Tomé e Príncipe na região do Golfo da Guiné e em relação ao mundo. O arquipélago que se localizada há 2 horas de voo de grande parte das capitais africanas, e cerca de 6 horas em relação as capitais europeias, pode tirar vantagens diplomáticas nas relações com o mundo.

Há 15 anos como técnico do ministério dos negócios estrangeiros, cooperação e comunidades, Francisco Costa Alegre, reuniu documentos e investigou bastante sobre o que tem sido as relações internacionais do país, nos últimos 30 anos. Matéria que deu corpo ao livro Rosa dos Ventos. «Vivemos sobressaltos históricos. Por exemplo cortamos as relações com a África do Sul, quando os aviões sul-africanos aterravam em São Tomé e Príncipe. Fizemos isso e tinha que ser feito. Tiramos vantagens porque temos os nossos irmãos vizinhos que São os angolanos. Outro exemplo cortamos as relações com a República Popular da China, mas
temos relações com Taiwan. Não fizemos bem nem mal. Temos relações com o mesmo povo mas com filosofias diferentes
», afirmou o escritor(na foto), levantando um pouco o véu sobre o conteúdo da obra.

Um livro que dá subsídio para o estudo da diplomacia são-tomense., e que foi apresentado no quadro dos festejos de mais um aniversário do Banco Internacional de São Tomé e Príncipe, por sinal o principal patrocinador da obra de Francisco Costa Alegre.

No entanto o escritor considera que o conteúdo da Rosa dos Ventos, está ultrapassada pelos recentes acontecimentos que se vive no mundo neste ano 2011. «Se eu estivesse a escrevê-lo hoje e estivesse na gráfica já não publicaria o livro. Porque livros de carácter técnico como este devem ser feitos e publicados imediatamente. Comecei a escrevê-lo em 2007 e só acabei em 2010. Deveria ser publicado nos primeiros meses de 2010. No entanto devido às dificuldades de financiamento só é publicado agora». Concluiu.

Abel Veiga

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    8 comentários

8 comentários

  1. Albertino Silva Braganca de Sousa

    9 de Março de 2011 as 8:59

    Parabens, pois escreves muito bem, senhor Costa Alegre!

  2. Lévé-léngue

    9 de Março de 2011 as 11:03

    Todos os cidadãos são chamados a prestar contributos ao desenvolvimento do país, cada um em função das suas competências e habilidades. Este escritor tem deixado claro que a “política” não é o único meio de fazê-lo. As minhas felicitações Sr. Francisco Costa Alegre!

  3. Buter teatro esquecido

    9 de Março de 2011 as 11:47

    Quero desejar-lhe muitas felicidades pelo seu magnifico gesto de investigação.
    Mais na verdade, nosso país cortou relações com a República da China, devido alguns senhores que pensaram em ser milinários com a China Taiwan.

    • Semedo

      9 de Março de 2011 as 15:36

      Um grande impulsionador da intelectualidade Sãotomense. Sem grandes alardes nem extravagâncias mediáticas associadas vai produzindo muito para os meios e condições que tem ao seu dispôr. São dessas pessoas que o país precisa. Com poucos meios e condições tem feito mais pela cultura do país do que a enorme estirpe de parasitas e pseudo-intelectuais que reclamam condições e apoios para produzir algo.
      Toda a sorte do mundo para si.
      Semedo

  4. r.rivas

    9 de Março de 2011 as 17:46

    Apesar de muita discreção, é um pesquisador e observador da evolução do movimento sobretudo social de São Tomé e Príncipe.
    É um exemplo para outros ditos “historiadores” do país, que ao contrário não se dedicam a nenhum tipo de pesquisa…

    Parabéns Caro Francisco Costa Alegre, e por favor não páre!
    Deixa que os outras sejam “artistas de escritório”.

  5. J. Maria Cardoso

    10 de Março de 2011 as 17:28

    O país terá perdido um professor ao bem da diplomacia? Por vezes faz confusão essa dika de cada macaco no seu galho. Não é linear, pois não!?
    Entendendo k o país, dantes fechado na sua insularidade, hoje ficou de dimensão maior com os ilhéus k se vão formando no além Atlântico. É bom k pensamentos a altura do autor, tb naveguem aos olhos de novos leitores.
    Parabens professor Francisco Costa Alegre!

  6. Fijaltao

    18 de Março de 2011 as 0:00

    Sem alaridos e grandes publicidades, este homem que eu pessoalmente não conheço, devo felicitá-lo por esta obra magnifica que lhe custou tempo e anos de investigação. mais uma vez tiro o chapéu pela sua humildade como intelectual santomense.
    O Sr. é um grande homem,que com pucos meios conseguiu divulgar as falcatroas da nossa diplomacia! Muitos cmo o Pinto da Costa, Miguel Trovoada, Tiny, Filinto etc, deviam fazê-lo divulgando ao menos as suas vivências políticas para os nossos vindouros! Só querem é larachas e politiquices o que nada contribui para um desenvolvimento sultural sustentado!
    Por isso meu amigo e Sr. Costa Alegre, divulgue o que achar necessário e incentive os jovens escritores a divulgarem o nosso país, não por pequenos caticismos como o de albertino Bragança e o padre Neto, mas sim coisa que se veja!
    Um bem Haja.

  7. Adriano Malé Bobo

    29 de Março de 2011 as 16:32

    O Sr.Francisco Costa Alegre, com todo respeito continua com as tuas investigações, fazendo livro, que assim estais a demonstrar, um grupo de parasitas, que não fazem nenhum, so passam vida a passear com as catorzinhas no carro comprado com o dinheiro do coitado do povo sofredor,
    viva STP, aconselham o Sr.Albertina Braga, tambem fazer o mesmo,
    obrigado,

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