22 DE ABRIL: DIA DE VIANA DA MOTA (ALEGAÇÕES PARA A SANTOMENSIDADE)

Não há dúvidas que a História é a agência reitora da Humanidade. Muitas vezes se não dermos conta da realidade que suporta a nossa existência, podemos agir de forma muito emocional desprezando outros valores que aguarelam o cartaz da nossa cidadania que tecnicamente se chama de santomensidade.

É assim que para o mês de Abril podemos abordar factos ou memórias que a todos nós nos diz respeito, num país pequeno e altamente estratificado. Desta forma, como o Dia da Cidade é-nos querido graças ao esforço do Deputado Albertino Brangança que junto dos seus pares do Parlamento, permitiu que assim fosse depois de trinta anos de independência nacional, o Dia 22 de Abril pode ser recordado entre nós também como o Dia da Terra, mas sobretudo, ou também, como o Dia de Viana da Mota, e até mesmo como o Dia da Música santomense, não se esquecendo de outras memórias como Aider Índia e muitos outros.

1-Introdução

Estas representações gráficas são o quê afinal? São diferentes claves das notas musicais que afinal de contas são quase como as letras do alfabeto para qualquer músico treinado para ler uma partitura. Uma partitura é uma representação escrita de música padronizada mundialmente. Tal como qualquer outro sistema de escrita, a partitura dispõe de símbolos próprios, notas musicais que se associam a sons. Alguém disse algures, assim com a língua que falamos é um material da literatura, da política, do jornalismo e de outras coisa mais,  assim como a pedra, o bronze ou a madeira são para escultura, a tinta para é para a pintura, da mesma forma o som como os números são elementos essenciais para a música.

A nossa relação com a música começa desde as primeiras idades no colo das nossas mães e, entre a doçura e a candura existentes na sua mestria na altura da condição de ser um infantil, não nos apercebemos dos Números e do Tempo nela existentes. É a ordem de produção de sons nela existente que facilita o entendimento de ser música, porque sons desordenados são por vezes inconfortáveis e não traduzem uma harmonia musical. Mesmo quando nos encontramos nas florestas onde o latir de cães associado a gotejar das águas nas grutas se ajunta ao sopro das brisas, de acordo com os momentos, aqueles movimentos descrevem sons musicais que são por vezes empréstimos de grandes sinfonias.

Este figurino confere altos poderes ao número sete. O sete é o número de notas musicais que são universais para qualquer latitude, para qualquer cultura, ao ponto dos especialistas afirmarem-se ser a única língua universal entendida por todos aqueles que forem treinados para a lerem. Isto quer dizer que todas as composições musicais desfeitas em partituras, são interpretadas por qualquer músico conhecedor da matéria organizada e matematizada pelas setes notas musicais e as suas respectivas claves. Estas sete notas musicais faz-nos lembrar do sétimo Objectivo do Milénio, num número total de oito em que este sétimo refere-se a Garantia de uma Sustentabilidade Ambiental.

Estas sete notas musicais associam-nos ainda às sete Maravilhas do Mundo, elas levam-nos mesmo a delirar dizendo, mas que objectivo tão aliciante e quão maravilhoso é um produto musical hem?! Só recitá-las quase que sentimos esse objectivo e essa maravilha. Vejamos: dó, ré, mi, fá, só, lá, si. (si, lá, só, fá, mi, ré, dó). Para frente – Para trás! Para trás – Para frente! Oh! Que maravilha! A música contém no seu seio um ambiente puramente sustentável, desde a cadência, passando pelo rítmo, compasso e o coro. Oh! Que maravilha! Uma maravilha que nos faz refletir na origem ou na criação destes códigos simióticos assim como nos proporciona a avaliação da música com os Números e o Tempo que são a espinha dorsal deste pequeno trabalho, assim como verga-nos perante o famoso Pitágoras cuja revelação da matematização da música ficou evidente.

Essa maravilha, essa avialiação, essa matematização, enfim, esse ambiente sustentável, liga-nos  à um dos nossos antepassados no quadro da crioulização de que a história nos relegou, enquanto cidadãos nobres miscigenados pela união dos factos maravilhosos e misantrópicos.  Esse antepassado crioulo, natural pela razão e pela força da identidade, que todos clamamos como nossa, é o Viana da Mota. A identidade é um dos aspectos da santomensidade que se prende com a construção dessa própria identidade, assegurada por uma fusão de raças e cultura, onde a repulsa e a aceitação se diveregem e se convivem ao mesmo tempo, ao ponto de, nas etapas históricas sermos brindados com fases que marcam o colonialismo, a luta de libertação, a independência, a Primeira e a Segunda República.

2-Quem é Viana da Mota

Este texto faz parte de um dos capítulos de um livro que estou escrevendo sobre a realidade do mês de Abril e a sua relação com a República Democrática de S. Tomé e Príncipe. Na abordagem desta relação com os números e tempo e com a História, o nome de José Viana da Mota vem ao de cima como uma figura pertencente ao nosso património comum como Almada Negreiros, Ana Chaves, Rei Amador e outros. No passado dia 22 de Abril, aquando da transmissão televisiva do telejornal das vinte horas, os telespectadores foram confrontados com a questão posta aos socio-cientistas, aos investigadores, se Viana da Mota poderia fazer parte dos membros póstmos da santomensidade e, muito mais ainde se poderia pertencer a lista dos membros da União dos Artistas e Escritores Santomenses (UNEAS); situação que passo a descrever o seguite:

A primeira vez que tomei contacto com o nome de José Viana da Mota foi em 1968 por ocasião da celebração do centenário do seu nascimento, altura que se inaugurou uma escola primária de que ele passou a ser patrono, destinada a filhos das elites coloniais e alguns santomenses da classe média da altura qualificada como funcionários públicos. O edifício da então Escola Primária Viana da Mota localizada no Bairro do mesmo nome fica até hoje como se diz na gíria, há uns escassos metros da então Escola Técnica Silva Cunha que completou em 6 de Outubro de 2009 quarenta anos de vida. Recorde-se que foi em 6 de Outubro que o então anti-penúltimo Governador da Província Tenente Coronel António Jorge Silva Sebatião inaugurou este edifício da Escola Técnica Silva Cunha que ganhou vários nomes após a independência, sendo no momento que este texto está sendo preparado, conhecido como Liceu Nacional.

Naquela altura, 1968-1969 eu era ainda adolescente e nada sabia deste importante homem Luso-Santomense, natural da Freguesia da Trindade, embora no dia 22 de Abril daquele ano o professor José Cardoso Bernardo Margarido, proferisse uma palestra sobre o pianista que foi transmitida nas antenas da Rádio Clube de S. Tomé que mais tarde por ocasião dos festejos do V Centenário da descoberta da ilhas em 1970 , se tornou Emissora Nacional de S. Tomé e Principe, assim como,  as zero horas de 12 de Julho de 1975 se transformou em Rádio Nacional de S. Tomé e Príncipe.

Só muito recentemente em 2007 é que eu fui cruzar com um livrinho de pouco mais de 16 páginas no Arquivo Histórico de S. Tomé, com o discurso do professor Margarido proferido em 1968 cujo frontispício da capa destaca cravado em letras garrafais “VIANNA DA MOTTA: Conferência Proferida no Salão Nobre da Câmara Municipal de S. Tomé”, a propósito do Centenário do nascimento do compositor.

José Viana da Mota nasceu em 22 de Abril de 1868 na freguesia da Trindade, possivelmente algures no sítio de Capela bem perto também do local onde teria nascido o primeiro poeta lírico santomense Catano Costa Alegre. Ele era filho de José António Viana da Mota e Dona Inês de Almeida Viana. Casou-se com a cantora Berta de Bivar com quem teve duas filhas que também se enveredaram no mundo da música, sendo a primeira, Dona Inês Viana da Mota, Pianista, discípula do pai por assim dizer e, Dona Leonor Viana da Mota, cantora de Câmara.

José Viana da Mota  foi no dizer dos entendidos, um dos mais ilustres virtuosos do teclado da sua geração. Intérprete excepcional de Bach e Bethoven, no próprio concenso dos seus pares, a sua arte perfeita, sóbria, clássica, no alto sentido da expressão, alicerçava-se, por um lado na técnica transcendente mas nada exibicionista e, por outro, numa soma invulgar de conhecimentos musicais, aliado a uma cultura humanista rara.  (…) Foi também notável a sua acção como musicógrafo, quer como ensaísta, em obras de peedagogia musical, quer como articulista de revista de publicações de musicas estrangeiras e portuguesas, quer ainda como autor de uma Vida de Liszt, e em todos esses trabalhos ficaram bem patentes os seus conhecimentos sobre a arte que se dedicara.”

O jornal A Voz de S. Tomé de 27 de Abril de 1968 tece algumas considerações a cerca do referido pianista, dentre as quais, a seguinte:

O andar dos tempos veio revelar que o menino de S. Tomé trazia em potencial as virtudes natas, as qualidades virtuosas que o tornariam, desde tenra idade, famoso no mundo da música da capital, para na adolescência conhecer a fama nas terras do estrangeiro, tão difícil até para os previligiados. Mas Viana da Mota ia vencer, impor-se, transpondo obstáculos duma carreira que o levaria aos píncaros da gloria, passados que foram os anos atentos e dedicados ao estudo, onde mergulham toda uma vida de artista invulgar

3- Conclusão

A História é a agência reitora da Humanidade. Por isso o dia 22 de Abril é o Dia da Terra, é Dia da Cidade de S. Tomé, é o dia de Viana da Mota. A Terra é a casa de todos seres humanos, por mais que se queira demonstrar o contrário, todos somos obrigados a submeter esse princípio em defesa de todos nós. Se no mundo existe o Dia da Mãe, o Dia do Pai, o Dia dos Trabalhadores, o Dia Internacional das Crianças, o Dia da Mulher, o Dia das Nações Unidas, seria estranho não haver um Dia destinado a festejar as beldades e condenar as maldades  da Terra. “No dia 25 de Outubro de 2008 e no dia 7 de Novembro de 2009 ocorreu na Vila de Ribveira Afonso, distrito de Cantagalo, um acidente atmosférico. As fortes chuvas que se fizeram sentir naquela região caracteristicamente chuvosa, causou uma derrocada que cobriu por completo um lar de idosos. As enxuradas das cheias de dois rios que circundam a Vila associada às ondas gigantes arrasaram por completo casas deixando pessoas sem abrigo, levando os animais domésticos a lutarem pela sobrevivência. Os populares disseram na altura tratar-se de uma praga divina.”Mas que explicação a dar a este acontecimento neste momento em pleno século XXI?! Seria mistério?! Seria fenómeno natural causado pelo desiquilíbrio ambiental?!”

Todas essas preocupações prendem-nos ao número sete, relacionando-o com as sete notas musicais, assim como o sétmio Objectivo do Milénio no total dos oito referente a sustentabilidade ambiental. Assim estamos em condições de pensar no Mundo todo, no nosso país e na nossa cidade, a Cidade de S. Tomé.

Se o Dia Terra surgiu devido a um protesto convocado pelo Senador norte-americano em 22 de Abril em 1970, envolvendo escolas e instituições para reclamarem a forma como a Terra estava sendo tratada, o Dia da Cidade S. Tomé surge primeiramente através da Carta Régia do El-Rei D, João III, em virtude da Povoação ter preenchido alguns requisitos, um deles e o fundamental, ter sido passa a Bula pelo Papade 3 de Novembro de 1534. Eis aí a controvérsia que alguns dizem que em 2011 a Cidade completa 477 anos e outros afirmam 476 anos.

Se esta celebração foi recuperada das cinzas como quem reinveste o passado no presente retendo dele ensinamentos, pelo escritor e deputado Albertino Bragança que junto dos seus pares do parlamento permitiu que isso tornasse realidade através de um decreto presidencial, a personalidade de José Viana da Mota na construção da santomensidade torna-se assim  um património musical da Lusofonia, onde S. Tomé e Príncipe ao exaltar a origem deste músico tem-no como um contribuinte do mundo da santomensidade ainda em construção.

A santomensidade é ternamente um processo onde o esstudo, a construção, a definição, da identidade santomense, onde a aquisição da alma santomense, se é que se pode falar desse jeito, encontra espaço para se abordar, a filosofia de desenvolvimento, fusão de culturas, plano de desenvolvimento, correntes literárias…. Eu acredito que na na Terra, na Lusofonia, na Cidade de S. Tomé, Viana da Mota como Francisco Tenreiro tem o seu lugar com contribuinte da Santomensidade como um mero cidadão. Como artista, Viana da Mota se enquadra na enorme lista que inclui, Manuel dos Ramos Sousa Barros (1912-1991), Hyder Índia (1935-1981), Manuel Godinho, Quintino, Quintero Aguiar, José Aragão, João Síria, Sebastiana, Cremilda, Xinha, Kalú Mendes e muitos e muitos outros que engrossam o nosso património musical que clama as autoridades a existência de uma conservatória. Enfim, Aleluia e ainda mais Aleluia! Que repiquem os sinos da Páscoa e os homens e mulheres do mundo inteiro (ou seja do planeta TERRA) entoem rapsódias e cânticos tradicionais de libertação em nome da Paz e da Concórdia.

Por Francisco Costa Alegre

BIBLIOGRAFIA

Francisco Costa Alegre, Santomensidade, Tipografia Lousanense Lda, UNEAS, 2005

osé Cardoso Bernardo Margarida, Licenciado em Clássicas, Vianna da Motta, Conferência proferida no Slão Nobre da Câmara Municipal de S. Tomé, a propósito do Centenáriodo Nascimento do Compositor, Stembro de 1971

A Voz de S. Tomé, Ano XXI – n 839, Sábado 27 de Abril de 1968

Padre Francisco Vaz, San Men Dêçu, A Senhora Mãe de Deus em S. Tomé e Príncipe, Província Portuguesa da Congregação dos Missionários de Coração de Maria, Av. Gago Coutinho, 85, 1700 Lisboa, 1988

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    Digno de Respeito Responder

    Caro Francisco Costa Alegre, embora tenha referido sobre alguns aspecto conesidentes no seu texto, transcrevo de outra página para dar sequência ao assunto: “Desde a indepêndencia que se veio ignorando a origem e a importância cultural do nosso povo em vários aspectos.

    Hoje chega-se a conclusão, estamos pouco-a-pouco ser engolidos pelos nossos próprios caprichos. Porque em San Tomé fldu: “muclucu fé sintxi, matá sun dê, ê cá pótó ni sôn plumê” e na lungué: “Txi wé chipitali contla ninguê ni riba cama na gonia de mótxi, samá Deçu dé fô”. No meu ponto de vista, qualquer um desses adágios populares se complementam em determinadas cirscunstâncias.

    Afinal, temos histórias que a própria história desconhece. Resta agora perguntar para quando, complementar parte da história de Viana da Mota com figuras nacionais da música santomense com Sun BARRINHO” (Senhor Barrinho) do Riboque e o Tenente Barreto (Banda da música militar)? Para todos efeitos esses homens constituiram a nossa cultura musical e com todo o respeito. Tenho pena de desconhecer mais aspectos factoriais dessas figuras que já não se encontram no mundo dos vivos mas, a cultura continua existente…”

    Entretanto, gostari de saber se foi por esquecimento ou outro motivo que levou Francisco Costa Alegre não se referir em nenhum momento do seu texto duas figuras figuras da música nacional: Senhor Barrinho, casado com a D. Simoa do Riboque e Senhor Tenente Barreto (Banda da Música). Esses também estudaram música e supostamente influenciaram a música santomense. E sugiro que F. Costa Alegre pesquise um pouco mais sobre essas figuras. sobre tudo senhor Barrinho, teria em algum momento da sua vida ter uma referencia internacional em nome se STP. Sugiro que pesquise, pois, posso estar induzido em erros.

    Bem Haja

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      Pedrada no Charco Responder

      Vivam todas as fonias, as crioulofonias e as bantufonias.Fui.

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    Mafioso Responder

    Veja se consegue persuadir o Pinto da Costa a escrever uma obra.
    Olha ouvi 1º Ministro de Cabo verde a lançar o livro ” Agenda de Transformação de Cabo Verde”.
    O nosso Pinto ja era!!
    Que pena!!

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    SPC Responder

    Meu caro Costa Alegre,

    Digo meu caro pois tenho enorme carinho e admiração pelo seu trabalho enquanto escritor/pensador dos valores destas ilhas.
    Viana da Mota é para as gerações a partir de 1975 apenas o nome de uma escola que transformou-se em Universidade, assim como Ana Chaves é para muitos o nome da Baía hoje muito maltratada pelos santomenses.
    Falar da Santomensidade, entendo eu, é falar do enaltecer dos valores, habitos, folkways, etc…destas ilhas. Estes valores que passam, obviamente, também pela musica do Manjalegua, do Cardoso, do Pepé Lima, Garrido e outros tantos formam a santomense não apenas pelo facto destes notaveis terem nascido algures nestas ilhas mas sim pelo facto de portarem elementos inquestionaveis na nossa cultura, do nosso dia a dia no epicentro das suas melodias.
    Neste sentido podemos pensar o seguinte:
    1.Podemos atribuir o valor da Santomensidade ao Viana da Mota apenas pelo facto de ser natural das ilhas? Entendo nesta perspectiva que a Santomensidade deve ser dada àqueles que, não obstante, terem ligações sanguíneas com a terra dos nossos colonizadores continuaram a fazer ecoar por todos os cantos do mundo os valores socioculturais/tradicionais do nosso S. Tomé e Príncipe.
    2. Se nascer aqui e içar a bandeira de nacional de S.Tomé e Príncipe (neste caso natural da Trindade) mesmo não tendo nem sentido identidade com os valores socioculturais/tradições destas ilhas deve ser suficiente para portar o titulo da Santomensidade.
    Confesso que não sei se existe algum escrito que possa nos demonstrar ou levar-nos a entender a relação ou não do pianista Viana da Mota com os valores do nosso S. Tomé e Príncipe.
    Um abração ao Costa Alegre,
    Viva Santomensidade,
    Que Deus abençoe S.Tomé e Príncipe

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    Palavras para quê? Responder

    Bem, bem, bem….isto é, quer dizer…

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    BARÃO DE ÁGUA IZÉ Responder

    Uma verdade: A História de STP não começou com a Independência. Todos e todas que nasceram em STP são Sãotomenses, logo pertencem à Sãotomensidade. Mesmo que tenham vivido pouco tempo em STP, deram a conhecer ao Mundo o nosso País, ao referirem, pelo menos, a sua naturalidade. Ninguèm deve ser desmerecido ou valorizado apenas pelo tempo de vida em STP. O que conta é o real contributo para a cultura e divulgação de STP.

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    Men Gaí Responder

    Sum Xico sun sêbê uã kuá…bonjá tela tê alê…

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    Filipe Samba Responder

    A ressureição de um génio que estava nas gavetas do Museu, durante os 35 anos.
    José Vina da Mota, é uma figura bem conhecida nos conservatórios da Russia, devido ao seu merito no dominio da musica.
    Em sua homenagem foi instituido o “premio Viana da Mota”, que premeia os melhores pianistas

    Compositor e pianista português nascido em 1868, em São Tomé e falecido em 1948, em Lisboa. Estudou no Conservatório, e depois, na Alemanha, com Liszt (1885) e Hans von Büllow (1887). Em 1914, devido à I Guerra, foi para Genebra, onde foi professor. Em 1917 regressou a Lisboa, onde foi igualmente professor e, entre 1919 e 1938, director do Conservatório Nacional. Foi um exímio executante de Bach e Beethoven. Compôs a sinfonia Pátria, influenciada por ideais nacionalistas. Escreveu os livros A Vida de Liszt (1945) e Música e Músicos Alemães (1947).

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