CIAC prepara mais uma bienal de arte e cultura

Em Novembro próximo São Tomé e Príncipe acolhe mais uma bienal de arte e cultura. Uma iniciativa do CIAC(centro internacional de arte e cultura), liderada por João Carlos Silva(na foto). Um evento que já ganhou dimensão internacional, e que procura resgatar o papel histórico desempenhado por São Tomé e Príncipe como entreposto de comércio de escravos, lugar de encontro de povos e culturas.

A Associação Cultural Bienal de São Tomé e Príncipe, responsável pela organização do evento, apresenta nesta edição o segundo momento do projecto de reestruturação da  Bienal desenvolvido, em 2007, pela curadora Adelaide Ginga, que assume mais esta edição.

A Bienal STP inaugura a 1 de Novembro de 2011, no espaço CACAU, na cidade de São Tomé, e estará patente ao público até 31de Novembro de 2011, envolvendo vários espaços do arquipélago.

A Bienal pretende afirmar-se como uma bienal alternativa às grandes bienais internacionais. Tem por objectivo resgatar o histórico papel de São Tomé e Príncipe como entreposto de comércio de escravos, lugar de encontro de povos e culturas, para o afirmar como entreposto cultural em África, espaço de partilha e conhecimento. Nesta Bienal em construção, procura-se estreitar relações culturais e apostar no conceito de laboratório,  estimular a experimentação e a descoberta, através da criação em residência artística e na efectiva partilha cultural entre criadores, curadores, galeristas, críticos, historiadores e demais agentes culturais. Com enfoque em artistas naturais de países da CPLP ( Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e da África Austral, a Bienal mantém a abertura à participação de artistas de outras nacionalidades.

A par das exposições existirão outras actividades culturais, oficinas e ateliers pedagógicos bem como eventos de animação que valorizam as artes performativas tradicionais.
Projectos  a apresentar
:

EXPOSIÇÃO COLECTIVA INTERNACIONAL ROÇA LÍNGUA INVENTAR(IAR) AS ROÇAS DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE CONFERÊNCIAS CINE ÁFRICA HOMENAGEM A ALMADA NEGREIROS FOTOGRAFIA NO ESPAÇO PÚBLICO ROSTOS NO MERCADO

[press release em anexo]

Organização

CIAC – Centro Internacional de Arte e Cultura

Curadoria

Adelaide Ginga

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA | 26 DE SETEMBRO DE 2011 ÀS 12H00 | CINEMA SÃO JORGE – LISBOA

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    De Longe Responder

    João Carlos
    Obrigado por mostrares a mim e a todos os são-tomenses que quando a energia é gasta em função de um sonho uma obra nascerá, uma árvore frutificará ainda que seja num terreno árrido.
    A todos que clamam a justiça para o nosso país, vamos fazer dela um verdadeiro sonho como a arte o é para o João Carlos.
    Agradeço a Deus por seres são-tomense num momento em que precisamos tanto de referências.
    Grande abraço João Carlos

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    Pedro Novais Responder

    Abel Veiga,a foto conrasta com o texto. Não seria melhor colocar uma foto do João Carlos, no seu ateilie ou numa paisagem, ao inves de estar com um copo de cerveja na mão?

    Abcs

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    Colomba Responder

    Independentemente da importância do evento – que a meu ver é relevante -, há uma coisa que não consigo perceber:

    “resgatar o papel histórico desempenhado por São Tomé e Príncipe como entreposto de comércio de escravos,”.

    -RESGATAR: Livrar de cativeiro; remir; expiar; obter por dinheiro a restituição de.
    - REMIR: Adquirir de novo; resgatar; livrar do mal ou do serviço militar; salvar.
    - EXPIAR: Reparar a culpa com penitências; sofrer as consequências de.

    - Tudo o que se relaciona com a escravatura é um acontecimento para lamentar ou enaltecer?

    - Será que o facto histórico de S.Tomé e Príncipe ter sido um entreposto de escravos é um acontecimento de tão grande orgulho nacional que mereça ser invocado para tema de uma Bienal?

    - Será que são os naturais santomenses a ter que reparar a culpa com penitências, ou os colonizadores?

    Cumprimentos.

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      Filipe Samba Responder

      Ao
      Senhor Colomba

      Os meus cumprimentos,

      Na minha opinião, seu comentário possui um inestimável valor sociocultural, numa linguagem lúcida e clara à nossa sociedade.

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      Afinal Responder

      Caro Colomba, tens toda razao! E estou de acordo pela crìtica que fazes! Talvez querendo sublinhar São Tomé e Príncipe como lugar de encontro de povos e culturas, é o valor que deve ser resgatado! Se calhar, o Joao Carlos quero exaltar, resgatar o fim:lugar de encontro de povos e culturas, e nao o meio:comercio de escravos…! Penso que nao seja esta a intençao do Joao Carlos, nao obstante que venha explicita na frase. Com Humildade

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        Ovumabissu Responder

        É óbvio que não é intenção do JC e dos organizadores valorizar a vertente de entreposto de escravos, mas sim (tudo tem o seu aspecto positivo) o que isso significou na formação da nossa sociedade. O “Colomba” manipulou, grosseiramente, o texto.

        O objectivo não é, nem podia ser, a promoção ou branqueamento da escravatura, mas sim reencontrar esse papel de entreposto, mas fazendo de STP um palco de encontro de homens e culturas livres. Parece-me que a leitura e não qualquer outra.

        Não há nada para expiar, nem danos a reparar. Não há nada para ter orgulho, menos ainda para lamentar. A história é o que é, nada a pode alterar.

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          Colomba Responder

          MANIPULAR: Prepara com a mão; prepara com corpos simples (medicamentos).

          Desculpe! a frase não é minha nem a deturpei.Limitei-me e transcrever a mesma “ipsis litteris”, repito: “resgatar o papel histórico desempenhado por São Tomé e Príncipe como entreposto de comércio de escravos,”.
          A partir daí, fiz a minha critica.
          Se a frase foi infeliz… paciência! Mas o que é um facto é que fica com quem a proferiu.
          Cumprimentos

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            Mina di Célivi

            Caro Colomba faça ou mostre que sabes fazer alguma coisa ùtil em vez de só criticar…

            E ja agora para quem não sabe
            Colomba significa Homem branco.

            Obrigado João Carlos pelo contributo que tens dado a arte e cultura dessas ilhas!

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    Hernane dos Prazeres Ferreira Responder

    Primeiramente goastaria de parabeniza-lo, mais uma ves pelo esforço tremendo,que tem estado a fazer para erguer vontandes , orgulhos, de restabelecer orgulhos de ser santomense,Jone como digo, não podemos feichar os olhos e fingirmos que nada ta se passar,tenho orgulho de ti enquanto teu puto, teu admirador, teu seguidor , ou seja quem segue as tuas pegadas, jone continua porque es e seras semopre um grande homem, termino dizedo o seginte: Mentes piquenas descutem pessoas, mentes medianas descutem eventos e factos,e só mente grandes como a do JOÃO descutem ideias… um abraço do teu puto Nuno Prazeres …

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    Vane Responder

    Eu tive o privilégio de conhecer pessoalmente o João e seu legado profissional, fico feliz em ter tido contato com este santomense empreendedor, sonhador e realizador de acontecimentos que somam positivamente com a cultura santomense. Parabéns e que Deus possa te dar força e visão para seguir em frente!

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    iura pinto Responder

    Acho que o senhor João Carlos, tem consigo um grande espirito de empreendedor,tenho um grande orgulho nele.Via muito o programa na roça com os tachos,achei engraçado e empreendedor.
    Vivo em Portugal desde os meus 10 anos de idade,estou a terminar o meu curso de turismo,tenciona regressar para STP e colocar em pratica um projecto turístico que tenho em mente.
    Um grande beijo a todos Santomenses e principalmente ao João Carlos Silva,quem admiro muito.

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