Sexta bienal de arte e cultura pretende promover turismo cultural

A bienal de arte e cultura, que inicia em Novembro próximo, vai decorrer em simultâneo com o primeiro encontro dos Escritores a ter lugar em São Tomé e Príncipe. João Carlos Silva Presidente do CIAC, apresentou para a imprensa os eixos da sexta bienal.

Patrimónios de São Tomé e Príncipe, e a partilha de patrimónios do espaço lusófono, animam a sexta edição da bienal de arte e cultura de São Tomé e Príncipe. Evento que vai demorar 30 dias. Ao mesmo tempo e no quadro da bienal, São Tomé e Príncipe vai albergar o primeiro encontro de escritores. «Os dois eventos com o tema património – patrimónios. E a ideia é fazer um levantamento sobre o nosso património material. Mas também a ideia de partilharmos o património sobretudo no espaço da lusofonia», explicou João Carlos Silva.

Arquipélago em que povos de várias origens se cruzaram, São Tomé e Príncipe tem valioso património histórico e cultural. «Temos uma particularidade nesta bienal, que é transformar São Tomé e Príncipe num território de criação contemporânea, com a vinda de alguns artistas», acrescentou.

Durante a bienal pela primeira vez, São Tomé e Príncipe vai homenagear um dos seus filhos que iluminou Portugal e o espaço lusófono em termos de arte e cultura. Trata-se de Almada Negreiros, filho de português que veio ao mundo na Roça Saudade, localizada nas montanhas de Monte Café. «Vamos fazer regressar Almada Negreiros a São Tomé. Vamos fazer uma homenagem com a construção de uma escultura que ficará colocada no sítio onde nasceu Almada Negreiros, portanto na Roça Saudade», realçou João Carlos Silva.

Viana da Mota, é outro nome da cultura são-tomense e do espaço luso, que merecerá homenagem da sexta bienal de arte e cultura.

A dimensão internacional da bienal de arte e cultura, promovida pelo Centro Internacional de Arte e Cultura, com sede na Roça São João no sul de São Tomé, pode ser um contributo para o lançamento do Turismo Cultural. «Pensamos que temos condições ideais para trabalharmos com muita imaginação a incrementar o turismo cultural uma vez que este nicho de mercado tem sido pouco explorado no país», concluiu.

Artistas, jornalistas e cidadãos do espaço de língua portuguesa e não só, estarão presentes na bienal que mostra, promove e divulga patrimónios de São Tomé e Príncipe e dos países de língua portuguesa.

Abel Veiga

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    luisó Responder

    apesar de pessoalmente o JCS não me merecer muita simpatia, por alguns motivos, devo dar-lhe os parabéns por esta iniciativa que engrandece a cultura de STP e o espaço lusofonia.
    PARABÉNS

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      Felisberto Barbosa Responder

      Eu também não partilho nenhuma simpatia nem confinaça com este senhor mas este é um problema pessoal que não é para ai chamado.
      No entanto estes projectos todos anunciados parecem-me desenraizados daquilo que o país mais necessitaria, neste momento, com vista ao dinamismo cultural, em convergência com os interesses de natureza social, económica e cultural que o mesmo carece.
      O que eu constato é que os interesses do João Carlos não são compatíveis, do ponto de vista cultural e económico, neste momento, com os interesses do país o que não invalida as acções que ele promove que devem ser estimuladas.
      As acções em causa não têm um fio condutor, não são coerentes, não têm um substrato estratégico, médio e longo prazo, de fomento e desenvolvimento cultural da geração actual e futura do país, não têm um propósito enriquecedor que acrescente valor e competências aos jovens no âmbito cultural e de manifestação da cidadania, etc. ou como complemento às carências formativas fornecidas pela educação formal. Mas, enfim, é o que temos. E, numa terra de cegos, quem tem um olho é Rei. O país precisa é de criar outros agentes culturais com vocação para estilos e dinamismos culturais alternativos, mais consentaneos com a sua realidade actual.

      Felisberto Barbosa

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    Anca Responder

    “A bienal de arte e cultura, que inicia em Novembro próximo…”

    Vamos a procura da definição de arte e cultura;

    “Arte”

    “Arte (Latim Ars, significando técnica e/ou habilidade) geralmente é entendida como a actividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular essas instâncias de consciência em um ou mais espectadores, dando um significado único e diferente para cada obra de arte.”

    “Definições”

    “A definição de arte varia de acordo com a época e a cultura.” “Pode ser separada ou não em arte rupestre, como é entendida hoje na civilização ocidental, do artesanato, da ciência, da religião e da técnica no sentido tecnológico.”

    “Assim, entre os povos ditos primitivos, a arte, a religião e a ciência estavam juntas na figura do xamã, que era artista (músico, ator, poeta, etc.), sacerdote e médico.” “Originalmente, a arte poderia ser entendida como o produto ou processo em que o conhecimento é usado para realizar determinadas habilidades.”

    “Este era o sentido que os gregos, na época clássica (século V a.C.), entendiam a arte: não existia a palavra arte no sentido que empregamos hoje, e sim “tekné”, da qual originou-se a palavra “técnica” nas línguas neo-latinas.” “Para eles, havia a arte, ou técnica, de se fazer esculturas, pinturas, sapatos ou navios.” “Neste sentido, é a acepção ainda hoje usada no termo artes marciais.”

    “No sentido moderno, também podemos incluir o termo arte como a atividade artística ou o produto da atividade artística.” “Tradicionalmente, o termo arte foi utilizado para se referir a qualquer perícia ou maestria, um conceito que terminou durante o período romântico, quando arte passou a ser visto como “uma faculdade especial da mente humana para ser classificada no meio da religião e da ciência”.”

    “A arte existe desde que há indícios do ser humano na Terra.” “Ao longo do tempo, a função da arte tem sido vista como um meio de espelhar nosso mundo (naturalismo), para decorar o dia-a-dia e para explicar e descrever a história e os diversos eus que existem dentro de um só ser (como pode ser visto na literatura) e para ajudar a explorar o mundo e o próprio homem.” “Estilo é a forma como a obra artística se mostra, enquanto que Estética é o ramo da Filosofia que explora a arte como fundamento.”

    “Uma obra artística só se torna conhecida quando algo a faz ficar diante de um dos sentidos do ser humano.” “Os avanços tecnológicos contribuem de uma forma colossal para criar acessibilidade entre a pessoa que deseja desfrutar da arte e a própria arte.” “A pessoa e a obra se unem então, por diversos meios, como os rádios (para a música), os museus (para pinturas, esculturas e manuscritos), e a televisão, que talvez seja, entre esses itens citados, o que mais capacidade tem para levar a obra artística a um número grande de interessados, por utilizar diversos sentidos (visão, audição) e por utilizar também satélite.” “A própria Internet é fonte de transmissão entre a obra e o interessado, com sites (que distribuem E-books e por softwares especializados em conectar o computador do usuário a uma rede com diversos outros computadores.”

    “Entretanto, exploradores, comerciantes, vendedores e artistas de público (palhaços, malabaristas, ator, etc.) também costumam apresentar ao público as obras, nos mais diversos lugares, de acordo com suas funções.” “A arqueologia transmite ideias de outras culturas; a fotografia é uma forma de arte e está acessível por todos os cantos do mundo; e também por almanaques, enciclopédias e volumes em geral é possível conhecer a arte e sua história.” “A arte está por todos os cantos, pois não se restringe apenas em uma escultura ou pintura, mas também em música, cinema e dança.”

    “O ser que faz arte é definido como o artista.” “O artista faz arte segundo seus sentimentos, suas vontades, seu conhecimento, suas ideias, sua criatividade e sua imaginação, o que deixa claro que cada obra de arte é uma forma de interpretação da vida.”

    “A inspiração seria o estado de consciência que o artista atinge, no qual vê a percepção, a razão e emoção encontram-se combinados de forma parte para realizar suas melhores obras.” “Seria o insight de algumas teorias da psicologia.”

    Ernst Gombrich, famoso historiador de arte, afirmou que nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte.” “Existem somente artistas.”

    “Arte é um fenômeno cultural.” “Regras absolutas sobre arte não sobrevivem ao tempo, mas em cada época, diferentes grupos (ou cada indivíduo) escolhem como devem compreender esse fenômeno.”

    “Arte pode ser sinônimo de beleza, ou de uma beleza transcendente.” “Dessa forma, o termo passa a ter um caráter subjetivo, qualquer coisa pode ser chamada de arte, desde que alguém a considere assim, não precisando ser limitada à produção feita por um artista.” “Como foi mencionado, a tendência é considerar o termo arte apenas relacionado, diretamente, à produção das artes plásticas.”

    “Os historiadores de arte buscam determinar os períodos que empregam certo estilo estético, denominando-os por ‘movimentos artísticos’.” “A arte registra as ideias e os ideais das culturas e etnias, sendo assim, importante para a compreensão da história do Homem e do mundo.”

    “Formas artísticas podem extrapolar a realidade, exagerar coisas aceitas ou simplesmente criar novas formas de se observar a realidade.”

    “Em algumas sociedades, as pessoas consideram que a arte pertence à pessoa que a criou.” “Geralmente consideram que o artista usou o seu talento intrínseco na sua criação.” “Essa visão (geralmente da maior parte da cultura ocidental) reza que um trabalho artístico é propriedade do artista.” “Outra maneira de se pensar sobre talento é como se fosse um dom individual do artista.” “Os povos judeus, cristãos e muçulmanos possuem esta visão sobre a arte.”

    “Outras sociedades consideram que o trabalho artístico pertence à comunidade.” “O pensamento é levado de acordo com a convicção de que a comunidade deu ao artista o capital social para o seu trabalho.” “Nessa visão, a sociedade é um coletivo que produz a arte através do artista, que apesar de não possuir a propriedade da arte, é visto com importância para sua concepção.” “Existem contradições quanto à honra ou ao gosto pela arte, indicando assim o tipo de moral que a sociedade exerce.”

    “Também pode ser definida, mais genericamente, como o campo do conhecimento humano relacionado à criação e crítica de obras que evocam a vivência e interpretação sensorial, emocional e intelectual da vida em todos os seus aspectos.” “A verdadeira essencia da arte e a do artista poder transformar a realidade de acordo com seus ideais e pensamentos.”

    “Utilidade”

    “Uma das características da arte é a dificuldade que se tem em conferir-lhe utilidade.” “Muitas vezes esta dificuldade em encontrar utilidade para a arte mascara preconceitos contra a arte e os artistas.”

    “O que deve ser lembrado é que a arte não possui utilidade, no sentido pragmatista e imediatista de servir para um fim além dele mesmo.” “Assim, um quadro não “serve” para outra coisa, como um desenho técnico, como uma planta de engenharia, por exemplo, serve para que se construa uma máquina.” “Mas isso não quer dizer que a arte não tenha uma função.”

    “A arte possui a função transcendente, ou seja, manchas de tinta sobre uma tela ou palavras escritas sobre um papel simbolizam estados de consciência humana, abrangendo percepção, emoção e razão (segundo Charles S. Peirce, fundador da semiótica).” “Essa seria a principal função da arte.”

    “A arte também é usada por terapeutas, psicoterapeutas e psicólogos clínicos como terapia.” “Nise da Silveira foi uma importante psiquiatra brasileira, aluna de Carl Jung, que utilizou com sucesso em seus pacientes, a partir de 1944, a arte a partir da terapia ocupacional.” “Graças a este trabalho, fundou o Museu do Inconsciente, em 1952, no Rio de Janeiro.”

    “Paul McCartney, ex-Beatle, diz que a música é capaz de curar.” “Ele afirmou que em uma de suas visitas a um hospital que realiza tratatamento de autistas, estes respondiam quando se dedilhava algo no violão.” “Sabe-se que as pessoas vítimas de autismo respondem muito pouco a estímulos externos, de acordo com o grau de autismo.”

    “A arte pode trazer indícios sobre a vida, a História e os costumes de um povo, inclusive dos povos e nações já extintos.” “Assim, conhecemos várias civilizações por meio de sua arte, como a egípcia, grega antiga e muitas outras.” “A História da Arte é a disciplina que estuda as manifestações artísticas da humanidade através dos séculos.”

    “Grafite e outros tipos de arte de rua são gráficos e imagens pintadas por spray.” “São vistos pelo público em paredes de edifícios, em ônibus, trens, pontes e, normalmente sem permissão do governo.” “Este tipo de arte faz parte de diversas culturas juvenis.” “Nos EUA, na cultura hip-hop, são comumemente usadas para a expressão de opiniões sobre política, e outras vezes trazem mensagens de paz, de amor e união.”

    “A arte, como qualquer outra manifestação cultural humana, pode ser utilizada para a coesão social, reafirmando valores, ou os criticando, de acordo com a civilização.”

    “Assim, a arte é utilizada como instrumento de moralização, doutrinação política e ideológica, assim como ferramenta na educação em vários campos do conhecimento, desde o ensino básico até o treinamento de funcionários em empresas.” “Segundo a sistematização de conhecimento artístico e fisiológico sobre o funcionamento do cérebro realizado por Betty Edwards, principalmente a partir de sua obra Desenhando com o lado direito do cérebro, as habilidades artísticas são regidas pelo lado direito do cérebro, e a lógica e outras habilidades ligadas à racionalidade são regidas pelo lado esquerdo.” “A utilização da arte como ferramenta pedagógica seria uma forma de utilizar os dois lados do cérebro, de forma complementar para um aprendizado mais eficaz.”

    “As obras de arte também podem fazer críticas a uma sociedade.” “Les Misérables, de Victor Hugo, é um exemplo de obra literária que critica a sociedade francesa do início do século XIX.” “A obra do pintor espanhol Goya, Os fuzilamentos de 3 de maio é outro exemplo disso.”

    “A interpretação da obra depende do observador.” “Portanto, inversamente a própria subjetividade da arte demonstra a sua importância no sentido de facilitar a troca e discussão de ideias rivais, ou para prestar um contexto social em que diferentes grupos de pessoas possam reunir e misturar-se.”

    In Wikipédia

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      Anca Responder

      Apreenda-mos a valorizar a nossa cultura artística a nossa arte, nas suas diversas formas, gêneros, mídias, e estilos, de modo a sabermos;
      ter saber, e a saber fazer, para que possamos modernizar-nos e desenvolver.

      Pois nós próprios humanos, embora muitas vezes esqueçamos disso, somos arte de alguém-Deus,
      este facto faz com que muitas vezes esqueçamos de ter em conta os valores da vida e da pessoa humana, ou seja de valorizarmos enquanto humanos, pessoas, povo.

      Pratiquemos o bem

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      Anca Responder

      “A bienal de arte e cultura, que inicia em Novembro próximo…”

      Como havia referido atrás,
      vamos à definição da cultura;

      “Cultura”

      “Cultura (do latim colere, que significa cultivar) é um conceito de várias acepções, sendo a mais corrente a definição genérica formulada por Edward B. Tylor, segundo a qual cultura é “aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade”.” “Em Roma, na língua latina, seu antepassado etimológico tinha o sentido de “agricultura” (significado que a palavra mantém ainda hoje em determinados contextos), como empregado por Varrão, por exemplo.” “Cultura é também associada, comummente, a altas formas de manifestação artística e/ou técnica da humanidade, como a música erudita europeia (o termo alemão “Kultur” – cultura – se aproxima mais desta definição).” “Definições de cultura foram realizadas por Ralph Linton, Leslie White, Clifford Geertz, Franz Boas, Malinowski e outros cientistas sociais.” “Em um estudo aprofundado, Alfred Kroeber e Clyde Kluckhohn encontraram pelo menos 167 definições diferentes para o termo cultura.”

      Por ter sido fortemente associada ao conceito de civilização no século XVIII, a cultura muitas vezes se confunde com noções de: desenvolvimento, educação, bons costumes, etiqueta e comportamentos de elite.” “Essa confusão entre cultura e civilização foi comum, sobretudo, na França e na Inglaterra dos séculos XVIII e XIX, onde cultura se referia a um ideal de elite.” “Ela possibilitou o surgimento da dicotomia (e, eventualmente, hierarquização) entre “cultura erudita” e “cultura popular”, melhor representada nos textos de Matthew Arnold, ainda fortemente presente no imaginário das sociedades ocidentais.”

      “Principais conceitos”

      “Diversos sentidos da palavra variam consoante a aplicação em determinado ramo do conhecimento humano.”

      “Agricultura – acepção original do termo cultura, que se refere ao cultivo da terra para produção de espécies vegetais úteis ao consumo do homem.”
      “Ciências sociais – Do ponto de vista das ciências sociais (isto é, da sociologia e da antropologia), sobretudo conforme a formulação de Tylor, a cultura é um conjunto de ideias, comportamentos, símbolos e práticas sociais artificiais (isto é, não naturais ou biológicos) aprendidos de geração em geração por meio da vida em sociedade.” “Essa definição geral pode sofrer mudanças de acordo com a perspectiva teórica do sociólogo ou antropólogo em questão.” “De acordo com Ralph Linton, “como termo geral, cultura significa a herança social e total da Humanidade; como termo específico, uma cultura significa determinada variante da herança social.” ” Assim, cultura, como um todo, compõe-se de grande número de culturas, cada uma das quais é característica de um certo grupo de indivíduos”.” “Enquanto a definição de Tylor é muito genérica, podendo causar confusão quando se propõe uma reflexão mais aprofundada do que é cultura, outras definições são mais restritivas.” “Os autores debatem se o termo se refere mais corretamente a ideias (Boas, Malinowski, Linton), comportamentos (Kroeber) ou simbolização de comportamento, incluindo a cultura material (L. White).” “Vale lembrar que, em algumas concepções de cultura, o comportamento é apenas biológico, sendo a cultura a forma como esse conjunto de fatores biológicos se apresentam nas sociedades humanas.” “Em outras concepções (como onde cultura é entendida como conjunto de ideias), cultura exclui os registos materiais dos homens como tais da classificação (ex. um sofá ou uma mesa não seriam “cultura”) – posição fortemente criticada por White.”
      “Filosofia – cultura é o conjunto de manifestações humanas que contrastam com a natureza ou comportamento natural.” “Por seu turno, em biologia uma cultura é normalmente uma criação especial de organismos (em geral microscópicos) para fins determinados (por exemplo: estudo de modos de vida bacterianos, estudos micro-ecológicos, etc.).” “No dia-a-dia das sociedades civilizadas (especialmente a sociedade ocidental) e no vulgo costuma ser associada à aquisição de conhecimentos e práticas de vida reconhecidas como melhores, superiores, ou seja, erudição; este sentido normalmente se associa ao que é também descrito como “alta cultura”, e é empregado apenas no singular (não existem culturas, apenas uma cultura ideal, à qual os homens indistintamente devem se enquadrar).” “Dentro do contexto da filosofia, a cultura é um conjunto de respostas para melhor satisfazer as necessidades e os desejos humanos.” “Cultura é informação, isto é, um conjunto de conhecimentos teóricos e práticos que se aprende e transmite aos contemporâneos e aos vindouros.” “A cultura é o resultado dos modos como os diversos grupos humanos foram resolvendo os seus problemas ao longo da história.” “Cultura é criação.” “O homem não só recebe a cultura dos seus antepassados como também cria elementos que a renovam.” “A cultura é um fator de humanização.” “O homem só se torna homem porque vive no seio de um grupo cultural.” “A cultura é um sistema de símbolos compartilhados com que se interpreta a realidade e que conferem sentido à vida dos seres humanos.”
      “Antropologia – esta ciência entende a cultura como o totalidade de padrões aprendidos e desenvolvidos pelo ser humano.” “Segundo a definição pioneira de Edward Burnett Tylor, sob a etnologia (ciência relativa especificamente do estudo da cultura) a cultura seria “o complexo que inclui conhecimento, crenças, arte, morais, leis, costumes e outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade”.” “Portanto corresponde, neste último sentido, às formas de organização de um povo, seus costumes e tradições transmitidas de geração para geração que, a partir de uma vivência e tradição comum, se apresentam como a identidade desse povo.”

      “O uso de abstração é uma característica do que é cultura: os elementos culturais só existem na mente das pessoas, em seus símbolos tais como padrões artísticos e mitos.” “Entretanto fala-se também em cultura material (por analogia a cultura simbólica) quando do estudo de produtos culturais concretos (obras de arte, escritos, ferramentas, etc.).” “Essa forma de cultura (material) é preservada no tempo com mais facilidade, uma vez que a cultura simbólica é extremamente frágil.”

      “A principal característica da cultura é o chamado mecanismo adaptativo: a capacidade de responder ao meio de acordo com mudança de hábitos, mais rápida do que uma possível evolução biológica.” “O homem não precisou, por exemplo, desenvolver longa pelagem e grossas camadas de gordura sob a pele para viver em ambientes mais frios – ele simplesmente adaptou-se com o uso de roupas, do fogo e de habitações.” “A evolução cultural é mais rápida do que a biológica.” “No entanto, ao rejeitar a evolução biológica, o homem torna-se dependente da cultura, pois esta age em substituição a elementos que constituiriam o ser humano; a falta de um destes elementos (por exemplo, a supressão de um aspecto da cultura) causaria o mesmo efeito de uma amputação ou defeito físico, talvez ainda pior.”

      “Além disso a cultura é também um mecanismo cumulativo.” “As modificações trazidas por uma geração passam à geração seguinte, de modo que a cultura transforma-se perdendo e incorporando aspectos mais adequados à sobrevivência, reduzindo o esforço das novas gerações.”

      “Um exemplo de vantagem obtida através da cultura é o desenvolvimento do cultivo do solo, a agricultura.” “Com ela o homem pôde ter maior controle sobre o fornecimento de alimentos, minimizando os efeitos de escassez de caça ou coleta.” “Também pôde abandonar o nomadismo; daí a fixação em aldeamentos, cidades e estados.”

      “A agricultura também permitiu o crescimento populacional de maneira acentuada, que gerou novo problema: produzir alimento para uma população maior.” “Desenvolvimentos técnicos – facilitados pelo maior número de mentes pensantes – permitem que essa dificuldade seja superada, mas por sua vez induzem a um novo aumento da população; o aumento populacional é assim causa e consequência do avanço cultural .”

      “Mudança Cultural”

      “A cultura é dinâmica.” “Como mecanismo adaptativo e cumulativo, a cultura sofre mudanças.” “Traços se perdem, outros se adicionam, em velocidades distintas nas diferentes sociedades.”

      “Dois mecanismos básicos permitem a mudança cultural: a invenção ou introdução de novos conceitos, e a difusão de conceitos a partir de outras culturas.” “Há também a descoberta, que é um tipo de mudança cultural originado pela revelação de algo desconhecido pela própria sociedade e que ela decide adotar.”

      “A mudança acarreta normalmente em resistência.” “Visto que os aspectos da vida cultural estão ligados entre si, a alteração mínima de somente um deles pode ocasionar efeitos em todos os outros.” “Modificações na maneira de produzir podem, por exemplo, interferir na escolha de membros para o governo ou na aplicação de leis.” “A resistência à mudança representa uma vantagem, no sentido de que somente modificações realmente proveitosas, e que sejam por isso inevitáveis, serão adotadas evitando o esforço da sociedade em adotar, e depois rejeitar um novo conceito.”

      “O ‘ambiente’ exerce um papel fundamental sobre as mudanças culturais, embora não único: os homens mudam sua maneira de encarar o mundo tanto por contingências ambientais quanto por transformações da consciência social.”

      “Cultura em animais”

      “É possível, na opinião de alguns cientistas, identificar uma “espécie de cultura” em alguns animais superiores, especialmente mamíferos (e dentro destes, especialmente primatas).” “De acordo com Andrew Whiten, Kathy Schick e Nichobs Tolh, os chimpanzés possuem um rico repertório de ferramentas (clavas, perfuradores, etc.).” A técnica de produção de ferramentas, além de sua forma de uso, é ensinada de geração em geração entre os chimpanzés.” “Algo semelhante ocorre com os primatas Bonobos.” “A existência da produção de cultura material e transmissão desta cultura socialmente é, dentro de algumas concepções de cultura, suficiente para afirmar que primatas possuem cultura.” “No entanto, percebem-se diferenças na forma como a cultura existe entre os primatas.” “É consenso entre os antropólogos que caracterizar culturas entre “superiores” e “inferiores” é uma impropriedade científica, já que não existem critérios objetivos para realizar esta diferenciação.” “Portanto, a diferença entre a cultura humana e a cultura dos primatas deve ser entendida em outros termos.” “A grande diferença, do ponto de vista antropológico, entre essas duas manifestações culturais, é que entre os primatas não ocorre o chamado efeito catraca, isto é, os primatas não somam inovações tecnológicas para produzir produtos tecnologicamente mais complexos.” “O processo de difusão da cultura entre primatas ainda está sendo estudado.” Além da produção de ferramentas, os chimpanzés apresentam comportamentos diferentes conforme as sociedades estudadas.” “O famoso “grooming”, por exemplo, é diferente de sociedade para sociedade.” “É comprovado, também, que diferentes sociedades de chimpanzés apresentam formas de vocalização únicas às suas populações.”

      In WiKipédia

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        Anca Responder

        Valorizemos a nossa cultura e o intercâmbio cultural.

        Participemos dando o nosso contributo,

        Bem haja

        João Carlos, força, coragem, acredita em ti

        Pratiquemos o bem

        Pois o bem

        Fica-nos bem

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    sulila miranda Responder

    Que dizer? Efectivamente na tera de cego quem tem olho…. Mas que é feito das instituições criadas pelo estado para atenderem a educação e a cultura santomenses? Ao menos o João Carlos tem feito do seu lado e se nalguma coisa ele tem errado , que Deus o perdoa, porque São Tomé e Príncipe precisa de mais homens como ele, peço desculpas aos que têm opinião contraria a minha mas, o JC tem posto o nome do meu pais no mundo e os que não reconhecerem este facto , não são dignos de serem bons filhos da terra. Agora se ele tira partido disso, isso ja não é meu problema, o estado que crie mecanismos de controle. Força João Carlos e que a bienal, corra como esperamos.

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    Esperanças Renovadas Responder

    Caros comentadores e Leitores do T.N.,

    A propósito da bienal de arte e cultura que vai decorrer no próximo mês de Novembro/2011 no País, urge-me dar a minha modesta contribuição e debruçar sobre o seguinte:”VAMOS REFLECTIR E SENTIR O PAÍS”.Aproveito para pedir desculpas a todas aquelas pessoas que têm opinião contrária, o que respeito profundamente e dizer que eu não me revejo nesta forma de pensar e nem partilho da mesma opinião.Temos que começar de algum lado, independemente de quem promove a iniciativa.Quanto a mim, o que está em causa é o bom nome de S.Tomé e Príncipe.É chegado o momento de deixarmos de ser egoistas e egocentricos.É tempo de partilharmos experiências e termos o sentido de oportunidades para relançar o STP, na rota de desenvolvimento.Presumo que é isto que o JCS procura fazer para elevar e dignificar a imagem e a presença de STP, no mundo.
    Tudo isto tem um nome.Daí que,esta inter-acção pode oferecer ao País um novo olhar de dentro para fora e de fora para dentro,de acordo com os paines temáticos que irão surgir neste certame que, ao que tudo indica será de extrama importancia para o País, do ponto de vista da arte e cultura aos olhos da opinião pública nacional e internacional,o que poderá trazer ganhos,gerando crescimento sócio – económico do País.Não estando por dentro dos propósitos que movem a organização deste evento, gostaria de salientar alguns aspectos que julgo ser importante para este Mega evento. A solidariedade a consciência social e cívica têm que estar de braços dados para chamar atenção dos decisores políticos e toda a sociedade cívil da necessidade de começar a ganhar corpo no País a ideia de que somos capazes de fazer coisas. Desde que, saibamos respeitar os critérios que estão definidos e sobretudo que têm a ver com a promoção da arte e cultura para valorizar o talento e a criatividade dos seus fazedores e ao mesmo tempo apelar aos visitantes deste certame para que haja um olhar crítico no que respeita o exercíocio da cidadania,a economia social e uma consciência cívica em toda sua plenitude para fortalecer a democrácia participativa de modo a que S.Tomé e Príncipe possa renascer das cinzas, começar do nada ou da estaca “ZERO”, recuperarando assim, a esperança de todos os filhos e amigos de STP.Por isso, não me canço de repetir e de deixar ficar aquí nesta tribuna de reflecção a seguinte preocupação,seguindo-se desta pergunta:”Até quando é que vamos reflectir e sentir o País?,porque “TEMOS UM PAÍS E UM POVO A ESPERA”. O espírito patriótico,o orgulho da Santomensidade deve emergir em cada um de nós e a unidade nacional prevalecerá para tornarmos os nossos sonhos em realidade,vencendo os desafios com que nos confrontamos no nosso dia-à-dia para empurarmos o País para frente.É preciso acreditar que a vida por mais cruel que seja, ela nos dá sempre uma “SEGUNDA OPORTUNIDADE”.Obrigado pela parte que me toca e resta-me dizer-vos,meus caro(as) amigo(as),Comentadores e Leitores do T.N.: A iniciativa é bem vinda,enche-me de alegria e merece todo o meu apoio.Força João Carlos Silva, que o País agradece!E.R.

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    Abúbè & Gíquitxi Responder

    Enquanto não não virmos mais, João Carlos é o melhor. Podem e devem sugerir ou criar alternativas. Mas reduzir o que há de melhor com críticas desfavoráveis é pecaminoso. É próprio de quem ponha sentimentos baixos acima do interesse nacional.

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    Abúbè & Gíquitxi Responder

    Reduzir o que há de melhor com críticas desfavoráveis, é pecaminoso. É colocar sentimentos baixos acima do interesse nacional.

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      olinda beja Responder

      A ALMADA NEGREIROS

      Voltaste enfim ao regaço das palmeiras
      onde serpentes volteiam
      e navegam na claridade. Voltaste
      porque os teus olhos mitigavam
      palavras entontecidas cheias de água fresca
      da cascata. Voltaste trazendo cânticos
      de outras terras
      cânticos de trovadores desconhecidos
      teceste roupas diferentes mas sempre
      com as cores das buganvílleas da Saudade
      pagaste pegadas antigas no luchan
      da tua meninice. Mas voltaste
      esperaste que o ranger da porta
      da casa onde nasceste se prolongasse
      no júbilo do teu regresso

      hoje
      sentado no presídio da Marginal
      onde ninguém nota teu vulto altivo e belo
      só eu sei que voltaste
      e por que voltaste

      OLINDA BEJA in “Água Crioula”

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        olinda beja Responder

        Como não se devem fazer erratas em poemas reenvio a dedicatória poética a Almada pois só agora reparei numa “gralha” ortográfica que muda por completo o sentido da frase; com as minhas desculpas

        A ALMADA NEGREIROS

        Voltaste enfim ao regaço das palmeiras
        onde serpentes volteiam
        e navegam na claridade. Voltaste
        porque os teus olhos mitigavam
        palavras entontecidas cheias de água fresca
        da cascata. Voltaste trazendo cânticos
        de outras terras
        cânticos de trovadores desconhecidos
        teceste roupas diferentes mas sempre
        com as cores das buganvílleas da Saudade
        apagaste pegadas antigas no luchan
        da tua meninice. Mas voltaste…

        esperaste que o ranger da porta
        da casa onde nasceste se prolongasse
        no júbilo do teu regresso

        hoje
        sentado no presídio da Marginal
        onde ninguém nota teu vulto altivo e belo
        só eu sei que voltaste
        e por que voltaste

        OLINDA BEJA in “Água Crioula”

        Meus votos de muito êxito para a Bienal que vai falar de uma figura ímpar na arte e que muitos desconhecem o local do seu nascimento, inclusivé na maior parte dos manuais escolares o seu local de nascimento é apontado como sendo Lisboa e sempre que eu chamo a atenção dos autores eles ficam admirados, outras vezes custa-lhes a acreditar…

        sempre o meu abraço poético

        Olinda BEJA (até próximo dia 14)

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    cuidado Responder

    não tenho nenhuma simpatia

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    Turismóloga Responder

    Este evento é uma gota no imenso Oceano!Força e bola p frente!

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    arte Responder

    Meus caros,
    venho deixar neste palco uma constatação.
    Sou artista plastico santomense, residente em Portugal, até ontem não tinha o conhecimento da VI Bienal a ser realizada no meu pais.
    Fiquei a saber do evento através de um amigo tambem artista p. que participou no encontro realizado ca para anunciar o evento. Solicitei a mais colegas que me disseram disconhecer o assunto.
    A Organização deste evento e não so, a nivel da cultura e principalmente em relação a artes plasticas está cada vez a se moldar como um partido politico, como tudo em S. Tomé.
    Este evento não se tornou publico aqui, apenas foram convidados alguns amigos e pessoas proximas dos organizadores e deram a conhecer o programa da realização do mesmo. Uma grande parte desta actividade, eventos internacionais, são sempre representados pelas mesmas pessoas, «OS MENINOS DE JOÃO CARLOS SILVA» e um grupinho restrito de afilhados do mesmo, existem muitos artistas santomenses ca, inclusive senhoras, que deveriam dar estas oportunidades para publicitarem os seus trabalhos (talentos), mas, infelizmente isso não tem acontcido.
    Farto de assistir essa iniquilação de pessoas com talentos, venho deixar aqui esta preocupação. Reconheço que o João Carlos tem feito alguma coisa em prol da cultura de S. Tomé, uma vez que o governo não tem feito nada, antes pouco do que nada, mas somos todos santomenses e deveriamos ter as mesmas igualdades de oportunidades e genero de maneira a desenvolver o nosso pais, sendo este o desevo dos santomenses.

    Saudações

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