Cultura

Choque entre Fôrro e o Lunguiê no primeiro fórum nacional da cultura

Crioulo fôrro é o mais falado em São Tomé e o Lunguiê domina a ilha do Príncipe. Na abertura do Fórum Nacional da Cultura, o ministro da Educação e Cultura Olinto Daio, discursou no crioulo fôrro. Gilberto Gil Umbelina(na foto), criticou a atitude do ministro e confrontou Olinto Daio com o Lunguiê.

Cantor, compositor e intérprete, Gilberto Gil Umbelina, é indiscutivelmente um actor cultural são-tomense com destaque para os valores do seu berço natal, a ilha do Príncipe. Composições em crioulo Lunguiê, sabiamente interpretadas por Gilberto Gil Umbelina, na década de 80 colocaram São Tomé e Príncipe nas páginas dos principais jornais africanos e da Europa, como vencedor do grande prémio de música, organizado pela França.

Esta segunda feira na abertura do Primeiro Fórum Nacional da Cultura, o ministro da Educação e Cultura, discursou em crioulo forro. Gilberto Gil Umbelina, diz que a iniciativa foi boa, mas ao mesmo tempo humilhante, tanto para as outras línguas maternas de São Tomé e Príncipe, como para as entidades estrangeiras que marcaram presença no evento e que certamente não perceberam nada que o ministro disse. «A minha estupefacção foi em relação a intervenção feita pelo senhor ministro da Educação e Cultura Olinto Daio, numa das línguas maternas, no caso o crioulo forro. Uma iniciativa de louvar, mas humilhante perante as outras línguas ou crioulos nacionais, nomeadamente o Angolar e o Lunguiê do Príncipe», sublinhou.

Efectivamente pela sua riqueza linguística, São Tomé e Príncipe, tem 1 crioulo e 2 dialectos. O crioulo fôrro muito falado, sobretudo nos bairros do interior, chamados luchãs, na capital e nos seus arredores o português é dominante, o dialecto angolar domina as zonas costeiras, onde vivem os angolares, comunidade que tradicionalmente se dedica a pesca, o lunguiê é uma das facetas identitárias do povo da ilha do Príncipe. Por outro lado, não é língua nacional, mas não se pode esconder a forte implantação do crioulo cabo-verdiano em São Tomé e Príncipe, sobretudo no meio rural. É este o mosaico linguístico que domina as duas ilhas.

Gilberto Gil Umbelina disse que criticou frontalmente o ministro da educação, que por sinal é um perito em matéria das novas tecnologias, e por isso mesmo, deveria ter utilizado o ecrã gigante da biblioteca nacional, para facultar aos convidados estrangeiros, uma cópia do seu discurso em português. «Estava o secretário de Estado de cultura de Portugal e o corpo diplomático acreditado no país. Foi humilhante», acrescentou.

 Na contestação feita pessoalmente ao Ministro da Educação, Gilberto Gil Umbelina falou na língua com a qual se identifica, ou seja, o Lunguiê. «O próprio ministro tem sido protagonista ou promotor em nome do governo da campanha de inclusão designada Todos Lado a Lado. Por isso contestei o facto de ter menosprezado outras línguas do país», pontuou.

O ministro da Educação e Cultura, rejeitou as críticas de Gilberto Gil Umbelina, tendo dito que o músico estava a fazer o mesmo que ele fez, ou seja falando em Lunguiê. Olinto Daio disse que não estava a entender nada que Gilberto Gil Umbelina estava a dizer, porque era na língua Lunguiê. «O Ministro respondeu-me mais tarde, dizendo que se o critiquei acabei por fazer o mesmo que ele fez, porque eu falei em crioulo Lunguiê e ele não entendeu nada também», precisou Gilberto Gil Umbelina.

Choque entre o crioulo fôrro e o lunguiê do Príncipe, marcou a abertura do primeiro Fórum Nacional da Cultura. A coisa certamente ficaria mais complicada, ou talvez mais bonita, se um cidadão angolar interviesse na conversa de Gilberto Gil Umbelina e Olinto Daio, falando na sua língua materna, o Angolar.

Abel Veiga

    32 comentários

32 comentários

  1. clocoto

    23 de Novembro de 2011 as 11:00

    vai plantar bata pah
    ja tou farto dessas separacoes
    o ministro discursou na lingua forro porque e a segunda lingua mais falada em STP
    obs:nao tenho nada contra sr.unbelina nem a favor do sr. ministro

  2. Diz a Verdade

    23 de Novembro de 2011 as 11:01

    Caro Umbelina,

    Sua brilhante intervenção foi acalorada por todos, disso não tenhas dúvidas.
    Mas apraz-me dizer o seguinte, face a escrito no texto do jornal,e trancrevo:
    ” Gilberto Gil Umbelina disse que criticou frontalmente o ministro da educação, que por sinal é um perito em matéria das novas tecnologias “.
    O Sr. Olinto Daio, nosso Ministro não é perito em matéria de novas tecnologias.
    Os mestres nesta area do saber, dizem que eles próprios nao se consideram peritos, se assim é… então!

  3. Francisco Ambrósio Agnelo

    23 de Novembro de 2011 as 11:10

    Há quem diga, não sabendo utilizar aquilo que se tem, este acaba por estorvar.
    O choque entre fôrro e o Lunguiê não existe e nunca existirá, por ser uma só nação ”São-tomense”. Houve da sua parte a falta de respeito para com a pessoa do Srº Ministro da Educação e dos convidados presente no fórum. Essa atitude banaliza o que se quer fazer valer, nesse caso a cultura, colocando-lhe na situação do instigador, prepotente, inqualificável; burro.

  4. Lévé-Léngue

    23 de Novembro de 2011 as 11:17

    “Tanto ladra, ladra… mas não come nem deixa outros comer”. Espero não ser insultuoso, mas é a única forma de comentar essa história patética e engraçada.
    É sabido que não se pode dar dois ou mais passos simultaneamente, sempre um de cada vez e ESTE FOI O PRIMEIRO PASSO, um passo histórico. É verdade que também lamento o facto de os convidados estrangeiros ficarem de fora, até mesmo o “pseudo” surgido quando o próprio PR que presidiu ao acto dirigiu-se aos presentes na língua oficial, mas é compreensível, pois o primeiro passo sempre leva consigo essas virtudes e defeitos. E neste caso histórico, as virtudes são excessivamente superiores aos defeitos.
    O ilustre cidadão em causa foi candidato às últimas eleições presidenciais e raríssimas vezes teve esse perfil de atento às línguas maternas. Pelo que lembramos, aquele foi o seu verdadeiro momento de show, porquê só agora todo esse “Show Off”?.
    Inén ké muê, sóló pô na xkentá cumé fa, magi ê ka txilá flomiga. Avante STP! Viva a nossa Cultura!

    • Teodora

      23 de Novembro de 2011 as 13:45

      Eu não precebo esta língua esquisita. Falem em Português, por favor.
      Não conheço o senhor Gilberto Umbelina mas acho muito bem aquilo que ele fez. Numa actividade deste calibre público e mobilizador não se pode dar ao luxo de vir com esquisitices de Línguas maternas e outras porcarias que só nos divide como povo. Eu não falo a língua forra nem quero aprender porque já não tenho idade para tal mas respeito quem a fala. No entanto, há que respeitar outros sítios do nosso país onde se fala outras línguas que merecem um tratamento similar ao forro. Para se afirmar a Santomensidade não é preciso andar a falar o forro em actos desta natureza.

      Teodora

      • Mutante de bem

        23 de Novembro de 2011 as 15:44

        Se n entendes essa lingua esquista… tas ca a fazer kê…
        fala lingua da sua terra e deixanos em paz…
        Gente burraaaa…o k é do outro é k é bom

      • opiniao realistica em geral!!!

        24 de Novembro de 2011 as 9:11

        Teodora, tu és uma burra desqualificada que nem sabes onde assentas os teus pés. vá dar uma curva na esquina ou catar coquinho que nao sabes nada da vida. vazia!

        Achas que num país onde por primeira vez já se quer elevar questoes da cultura nacional, nao é normal que alguém idóneo no cotexto socio-politico nao tente valoraá-la fazendo uso da mesma?

        E apenas para dizer uqe o crioulo forro é o mais falado e mais amplamente difundido, estou seguro que se o senhor Olinto dominasse-as todas, provavelmente faria alusao e empregaria as 3 linguas no seu discurso, mas nao é o que acontece.

        sabes, pessoas como tu, eu mandaria tirar satisfacoes aos dirigentes da Guiné Bissau ou cabo verde, por exemplo,( com todo o meu respeito e valoracao por aquelas nacoes e suas actitudes), onde existem muitos dirigentes e quadros superiores da funcao publica que teem pouco dominio do portugués coloquial e seja em questoes de ordem nacional ou internacional (dentro do seu foro interno, no seu pais), dirigem-se somente em crioulo, mesmo para os orgaos de comunicacao , e sao os jornalistas a fazerem tratamento posterior da noticia. que dirias a esses individuos?

        vai pastar coquinho Teodora!!!

  5. a verdade

    23 de Novembro de 2011 as 15:20

    Teodara es uma parva e sem cultura, se nao es Santomense va pra sua terra, nao estou em altura de julgar este facto mas insultar a nossa lingua e q nao, inclusive a espressao porcaria, gostaria muito de a conhecer. Mais uma vez com muito respeito es uma parva. Bye

  6. ESMERALDA

    23 de Novembro de 2011 as 15:31

    E O NGOLÁ, ONDE É QUE FICA ?
    NÃO ESQUEÇAM QUE TEMOS 3 CRIOULOS NO PAÍS. VIVA STP.

  7. Constantino Will

    23 de Novembro de 2011 as 16:05

    Ola meu amigos,é de louvar e de admirar estar innformado sobre essa terra linda que para quem gosta de natureza não achará defeitos nela,mas quero aqui realçar que não vale apena estarem adiscutir por isso,o Sr.Ministro tentou fazer o seu melhor,que é procurar valorizar a nossa lingua no forum,mas todos nós sabemos que nossa terra tem três linguas…e pouca ou nenhuma pessoa consegue dominar as três,portanto o Sr.Ministro falou essa que lhe facilita mas, e que certamente esta mais abtuado com ela…Agora se tivesse mais pessoas desposto a fazer um discurso numa das outras linguas que pedisse permissão e fizesse,acho que seria bem vindo…Eu proprio adorou ouvir essas linguas,mas não as domino,e admiro aquele/a que consegue dominar uma,duas ou mesmo as três e adoro ouvi-los a falar,não domino mais sei falar um pouco e é o criolo forro…não nos jusguemos uns aos outros,será que é tão dificil de nos elogiar-mo-nos,será que as pessoas nesse Pais não consegue valorizar trabalho de ninguem e semrpe a mesma coisa,criticar…desse geito ninguem consegue orgulhar de trabalho de ninguem,que mesquinhez…um abraço ao Jornal que procura sempre deixar-nos informado,quero aqui dizer que fazem um bom trabalho,e deixar aqui os meus elogio a vos.

  8. Bartolomeu Lêdesaua

    23 de Novembro de 2011 as 17:09

    Caros compatriotas, não vamos utilizar mesquisse ou mente falhado para minar a divisão e/ou separação do Povo das nossas ilhas maravilhosas. Se ainda têm duvidas, que interiorisem de uma vez para sempre. Não há São Tomé nem há Príncipe, há somente ” S.Tomé e Príncipe” e há somente três línguas diferentes, parece muito vergonhoso insistir nessa polémica.
    Seicheles é constituído por mais de 129 ilhas, a Angola, Moçambique, Gabão tal como outros inumeros países falam mais do que sete línguas diferentes mesmo assim não tem evidenciado essa polémica tão mesquinha e de baixo nível.
    Há muito mais importante com que se preocupar em STP.
    Abraços

  9. opiniao realistica em geral!!!

    23 de Novembro de 2011 as 17:28

    Totalmente a despropósito a conduta do senhor Umbelina, pois o que fez foi buscar intrigas e chamar atencao.
    serei sucinto porque nao faz falta muito escrever:

    1- De todos os crioulos e dialectos que posssuimos na nossa terra, o crioulo forro é o amplamente falado e que segundo estudos (consultar os coordenadores do ISP, o senhor Tjerk , Caustrino Alcantara, entre outros que dominam a matéria), é sabido que o crioulo forro segue ganhando mais terreno e confluindo os outros, tanto o Lunguyé como o angolar.

    2-e na medida que é o crioulo mais dominado, conhecido e falado por uma maioria, nao implica o menosprezo dos anteriores, (que a cada dia, como já dissera, teem entrado em desuso), o que nao deve ser, mas é a realidade.

    3- nao obstante, nao é obrigatório que pelo facto de se ter pronunciado em um deles, se pronunciasse ou dominasse todos os outros, de modo a fazer o uso equitativo dos mesmos. ( embora caso eu ou mesmo creio o sr Olinto tivessemos tal dominio, seguramente seria apropriado, bem como, creio que ninguem dispensaria o luxo de dirigir-se e até mostrar com certo paleio o dominio de todos os nossos crioulos), mas lamentavelmente a realidade nao é essa!

    4- vive em comunidade com naturais do principe e naturais de sao tomé, e mesmo os jovens do principe reconhecem que odesuso do lunguyé me maior ali, mesmo sendo no seio da camada juvenil.

    5-Foi bonito a meu entender sim, ainda mais tratando-se de uma intervencao num acto cultural nacional, o senhor Umbelina devia saber que em questoes de patrimonio, orgulho nacional e identidade, pois as vezes temos que dar asas a nossa valoracao, e nao nos preocuparmos tanto com pequenices. quero com isso dizer que o argumento de lá ter estado o secretário da cultura portuguesa ou outras entidades, nao é válido, se nao que altamente refutável; vejamos

    a-quando algum licenciado ou entendedor de dita área de conhecimento, emprega termos técnicos da área ou até mesmo apenas versos ou expressoes em latin, fazendo asos ao seu saber e gabarito, nao é crime nenhum se a plateia ou os presuntos ou supostos ouvintes, do tema ou da giria nada entendem.

    b-O Discurso foi num local publico e aberto, embora que os nao nacionais possam nao ter entendido essa passagem, mas se sobreentende que nao tenha sido nada de mal e que se trate de questao ou empregue de manifestacoes culturais nacionais. Todas as girias, contos sátiras e versos existentes em portugal nao sao as mesmas que existem em Sao Tomé ou em qualquer outra ex-colonia portuguesa, portanto o senhor Umbelina nao acharia a despróposito e falta de respeito que um ministro ou entidade portuguesa citasse uns versos ou provérbios que nao se conhecesse na realidade santomenses, mesmo que fossem ditos em portugués.

    7-Portanto , senhor Umbelina, deixe dessa fobia de gerar controvérsias sem sentido, se o caso é que por ter sido empregado da camara de Loures em Portugal, lhe trás o defensismo exacerbado por Portugal, já é hora de despertar!

    8- Já agora, é mesmo com esse perfil vazio e antagónico que querias candidatar-te ap residente do Sao Tomé e Principe?

    9-Confesso-lhe que o único que nao sei bem com que propósito foi, foi a forma que o ministro atirou o verso relacionado com a diaspora. pois se é tendo conhecimento de causa e dirigindo-se apenas a aqueles que teme perdido a identidade e o orgulho santomense, posso dizer que expressou-se bem; mas se em contrapartida o senhor Olinto deixando-se levar pela vaidade e poder politico, tentou menosprezar ao universo de emigrantes duma forma em geral, sim, concordarei com o artigo do senhor José aMaria Cardoso e Silvino Palmer, entre outros que apoiaram dito manifesto.

    muito grato!

    • Guilherme

      24 de Novembro de 2011 as 13:51

      Só baboseira. Escreveu muito e não disse nada. Falou até em fobia. O senhor sabe significado de fobia? Sinceramente, há muita ignorância mesmo na chamada suposta elite nacional que se esforça para utilizar termos ou expressões que não conhece, para impressionar, e acaba caindo na asneira. Foi o mesmo que aconteceu ao suposto ministro que numa cerimónia deste calibre decidiu falar em Língua Forra tendo, para tal, sido mal educado e mal formado para com as pessoas estrangeiras que lá estavam em representação dos seus países. Isto é completamente diferente de utilizar trechos de um discurso onde aparece o latim ou termos técnicos específicos enquadrados no conteúdo do referido texto. É diferente porque as pessoas que escutam tal discurso compreendem perfeitamente o enquadramento referencial relativamente ao Latim ou termo técnico utilizado. Isto é completamente diferente de utilizar o discurso na Língua Forra sem tradução simultânea fazendo dos presentes na referida actividade autênticos palhaços. O ministro deveria pedir desculpas públicas aos estrangeiros presentes na referida cerimónia. Não basta andar a pedir dinheiro aos mesmos para garantir a execução do orçamento do Estado. Os ministros têm de ter boa educação, serem cultos, formados mesmo que padres.
      Guilherme

      • opiniao realistica em geral!!!

        25 de Novembro de 2011 as 8:02

        Fobia, significa medo, mas no caso em concreto, quis dá-lo uma aplicacao subjetiva, no sentido de tratar-se de medo, mas ao mesmo tempo obsessao, porque muitas vezes áqueles que teem complexos de inferioridade e nao querem sentir-se lesados ou anulados politica e socialmente, é que apesar dum suposto medo, atacam!

        nunca ouviste que: ” os que aparentam ser mais medrosos, sao os mais audazes e valentes ante aquilo que creem ser adversidade”?

        saudacoes Guilherme.

        Sendo que foi uma passagem curta e nao alongada, nao tinha que ter traducao nenhuma para os estranjeiros. até sim pode ser elemento de suscitá-los a aprenderem a nossa lingua autóctone. nao direi mais!

  10. opiniao realistica em geral!!!

    23 de Novembro de 2011 as 17:29

    ops, me empolguei e acabei escrevendo muito, contrário ao que a principio anunciara. sorry

  11. Toma sotchi bôbô

    23 de Novembro de 2011 as 21:35

    O padre ministro que por sinal também não quis ser padre, porque possou a gostar da fruta, só meteu agua nesse forum… Quem diria, Olinto Daio é pior ministro desse governo.

    Estava áspera que fosse o melhor, mais as aparencias enganam, a formação de padre não valeu de nada, imagina se não tivesse uma educação cristã o que seria desse pobre padre, que por sinal já não é padre…

  12. luisó

    23 de Novembro de 2011 as 21:58

    por isso é que há uma língua oficial, o português.
    tudo tem o seu lugar, assim como as línguas ou dialectos, mas a língua oficial é que é comum e portanto quer gostem ou não é assim.
    não gostam ponham o francês, o patrice dirá que sim de certeza.

  13. ALEIXO.........

    24 de Novembro de 2011 as 0:20

    Acho que a iniciativa do Senhor MINISTRO FOI E É muito boa mas o conteudo expresso com intenção de atingir quem está em diaspora foi paramim um insulto….Senhor Ministro devia ter bom censo nas suas palavras e tendo em conta que a primeira vez deixa as intenções de lado a coisa teria outro gosto para quem lidera uma das pasta mais sencivel ……..tem que ter muito cuidado quando vem ao público dizer coisas sem ter minima noção e como reage os que entendem bem o criolo………

  14. Floli Canido

    24 de Novembro de 2011 as 10:18

    Gostaria de fazer uma correção ao Tela-non.
    Nós em S.tomé e Príncipe não temos dialecto. Temos apenas crioulos que são tres(forro,angolar e luguie ou linguíe).Crioulo provem de misturas de várias linguas e o dialecto nao. Infelizmente há hoje a tendencia de transformar o crioulo forro em língua santomé em detrimento dos outros. Vejamos: Na disciplina de Portugues 9ª Classe ensina-se aos alunos que em STP temos 3 crioulos: forro ou santomé; angolar ou ngolé;crioulo de príncipe ou lunguie.Se se diz forro ou santomé aonde entram o angolar e o linguíe? Não sao linguas de santomé. Se queremos realmente uma uniao dos santomenses temos que insentivar os santomenses a falarem as suas línguas maternas.

  15. Floli Canido

    24 de Novembro de 2011 as 10:19

    queria dizer angolar ou ngolá.

  16. Taa-Sossegado

    24 de Novembro de 2011 as 10:35

    Esse Sr. Gilberto, que considero, um dos maiores preguiçosos deste país, desta vez tem razão.Ministro devia ter alguma cautela em matéria de inclusão. Mas recomendo ao Sr. Gilberto, que sofre de uma esquizofrenia pelo poder, que fosse trabalhar.
    E que não promova a má língua pela má língua.

    • Celestino

      24 de Novembro de 2011 as 13:54

      Olhá o outro projecto de padre falhado.
      Celestino

  17. Badiu di STP

    24 de Novembro de 2011 as 13:01

    Meus caros o crioulo mais falado em STP é o crioulo cabo-verdiano, convenhamos basta fazer um inquérito para provar desafio as autoridades de STP a provar o contrário
    Badiu di STP

  18. Digno de Respeito

    24 de Novembro de 2011 as 16:33

    Lá se vai dando alguma razão ao nosso Gilberto Gil. Dessa vez saiu-se bem. Pois o momento foi oportuno. Mas tenha em atenção o modo comoo fala por vez deita abaixo a sua pessoa. Saber ser e estar é muito bom. Sr. Gilbero Gil por vez tem algumas “tiradas” dessa vez com algum sentido….
    Acho que sim faria todo sentido que tb intervisse no Fórum falando na “lunguiê”. E no meu ponto de vista, seria bem vindo. Da mesma forma como Padre Olinto falou e muitos estrangeiros pouco ou nada entenderam, logo sr. Gilberto Umbelina poderia ter intervido na sua lingua regional e o resto do auditório perceber ZERO. Resultado do jogo (Fórum):
    Gilberto = 1
    OD = 1
    Auditório = 1
    Conclusão: (DES) União = Unidade Nacional
    Recomendações:
    1 – Coesão Nacional (dentro e fora do País)
    2 – Para desunir, já bastam as dificuldades do quotidiano
    3 – Na democracia prevalece ainda o “princípio do contraditório”
    4 – Sejemos transparentes
    5 – É tempo de Primeiro Ministro fazer “passo revista” no seu elenco. Acho que passar pente fino e dar um puxãozinho de orelha, não faz mal a ninguém. Como dizem os nossos mais velhos: “fata de sôtxi flimá, motiva algum sinal de (dis)obdiencia por parte das crianças quando saem de casa para fazer compra ou outro recado qualquer. Logo os seus pais estão sujeitos à vergonha pública.

  19. h silva

    24 de Novembro de 2011 as 17:59

    O que sinceramente nao intendo,e onde sera que nao intenderam que o ministro errou?Em termos tecnicos,o protocolo nao funcionou.O ministro ate pode falar em forro , lingiue ou angolar!mas tendo em conta k havia convidados estrangeiros que nao tem k saber linguagens k nao sao oficiais,teriam providenciar a traducao a aqueles que nao estavao capacitados para descodificar a mensagem passado pelo ministro.quanto ao Umbelina ter falado a lingua do principe axo ridiculo criticar fazendo o msm.lol show off…Agora falando serio para a senhora que nao fala a lingua forro e que nem esta interessada a aprender,digo uma coisa:a ignorancia e a sabedoria dos burrosssssss.O saber nunca e demais para pessoas que julgam ser cultas…fui

  20. Gaga

    24 de Novembro de 2011 as 18:22

    Com razão ou não uma coisa é certa, em STP temos 3 linguas maternas. Deficil seria o Ministro fazer um descurso com uma certa clareza com as tres linguas. Mas é importante começarmos a pensar que STP não é só forro, somos muito mais do que isso.

  21. estevan

    25 de Novembro de 2011 as 11:57

    Meus senhores,viji-ei o quintal e vi a confusao .Mas permita-me, enquanto vizinho interfirir com intiuto de tirar-vos a duvida .No contexto linguistico cientifico e cultural seria uma perca de valores entrar-se na demanda por causa do idioma,uma vez que existe a nessecidade do resprito mutu-o entre culturas .O senhor auto-denominado Ministro da Educacao toma a iniciativa de falar e nao discursar, porque este individuo nao conhece a oratoria, na nossa lingua materna ,em contrapartida o Senhor Umbelina contra taca-o com o lingua materna da ilha do principe.ora vejamos que razoes existem existem para estes senhores se humilharen na presenca de olhares internacionais? Sao-tome i principe nao tem uma lingua nacional definida ,nao existe ainda um estudo linguistico cientifico que da conta de que esta ou aquela ea nossa lingua ,ainda nao temos uma gramatica concultativa ou um guia linguistico que nos possibilitam ler ou escrever corretamente no crioulo forro ,algo que ja deveria estar feito .nos falamos mal o portugues e tambem mal a nossa auto -denominada lingua nacional.en vertude desta situacao nao me resisto em colocar uma pergunta ,quem somos ? o que e nosso afinal de contas ? e aonde vamos com esta situacao?

    • Bartolomeu Lêdesaua

      28 de Novembro de 2011 as 15:36

      Caro Estevan,

      Vc. Diz, cito “Sao-tome i principe nao tem uma lingua nacional definida”

      Essa afirmação só é para valer em matéria de ortografia. Mas nada de minimizar o nosso crioulo.

      Porquanto na linguagem falada, essas línguas, desde sempre , foi e será sempre o maior veículo ( meio de comunicação) dos Santomenses.

      Por isso, permita-me, estou em absoluto desacordo consigo!…Vejamos:-

      O Ministro Olinto Daio fez uma das partes do seu discurso na “língua forro”.

      Por sua vez,o Sr. Umbelina em lunguiê contestou, porque achou que o OD deveria também utilizar lunguiê nesse discurso.

      Pergunto, o que é que está em causa? Existem ou não as línguas de STP?

      Chamem –lhes o quiserem – língua forro, lunguiê, angolar ou língua materna de de STP.

      A resposta é só uma. Sâo línguas de STP, não obstante uma ou outra ser mais falada em determina região do nosso País.

      Mas a única verdade é que são línguas de STP, faladas por Santomenses e por todos aqueles que falam a nossa língua, dentro e fora de STP .

      Pese embora ainda não existir um estudo linguístico cientifico que esta ou aquela é a nossa língua, não têm gramática nem dicionário e não estão ainda definidas como língua nacional.

      Temos que afirmar que existe língua de SPT, porque sempre serviu e sirvirá para eternidade o veículo de comunicação entre todos aqueles que falam e compreendem a nossa língua dentro da sociedade humana, a semelhança de português, francês, inglês, esponhol e todas outras línguas a face da Terra.

      Valorizemos a nossa língua, o que é nacional é bom! …

  22. Barão de Água Izé

    26 de Novembro de 2011 as 1:28

    O Ministro da Educação( ou será Deseducação?), deu um mau passo que pode (poderia) gerar conflitos entre Santomenses. Este Ministro ainda não sabe porque há uma lingua (portuguesa), que para o bem e para o mal, unifica os a Pátria Santomense.
    Em Angola o que se passou poderia dar convulsões sociais. Porquê? O Ministro que vá estudar o assunto! O que se passou é inacreditável. Este Ministro desconsiderou muita gente presente.

  23. Barão de Água Izé

    26 de Novembro de 2011 as 1:33

    Ser padre ou ex-pader não é suficiente. è preciso ter muita Cultura que não inclui só religião. Este Ministro não tem nivel nem para padre, pois os padres não ofendem.

  24. E.Santos

    26 de Novembro de 2011 as 20:28

    Contestação sem qualquer cabimento.
    Seja como for, todos em STP percebem o “forro” mas só um grupo restrito percebe ou fala o Angolar ou a língua do Príncipe.
    Mas do que isso, as pessoas do Príncipe nunca se interessaram em ensinar esta língua a ninguém, e pior, escondiam-na como forma de se comunicarem entre eles sem que os de S. Tomé os pudesse perceber.
    Agora queriam que alguém que não fosse do Príncipe se pronunciasse nesta língua??
    Tenham Santa paciência. Isto é para brincar a sensíveis ou pura mesquechice dos nossos compatriotas?

  25. Pires

    30 de Novembro de 2011 as 23:50

    A língua é um crachá importante no reconhecimento qualquer cultura, é o distintivo que permite uma sociedade se identificar e ser identificada perante outra. É um quadro pintado com os conhecimentos do povo que a ela respeita. É um bem comum e como tal deve ser preservado para o bem das gerações vindouras. A morte de uma língua fomenta a extinção da cultura que a sustenta, empobrece os valores culturais do povo que ela representa.
    Tanto o fôrro como o linguiê e anguéné são patrimónios linguísticos do nosso S.Tomé e Príncipe por isso deveriam ser “profetizadas” de igual forma para todos, sem que houvesse discriminação.

    Sendo assim tanto o Sr. Umbelina como o Sr. Daio estão munidos de razão relativamente as suas determinadas intervenções no primeiro fórum nacional da cultura. Cada um defendia, da sua forma, este bem comum.
    Nota bem: para aqueles que não lembram esta república democrática se chama S.Tomé e Príncipe.
    Dhaniel Pires

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