“Por detrás das ilhas”

É um trabalho de Ismael Sequeira que será lançado este sábado em Portugal, no quadro da Plataforma CAFUKA. Uma associação, liderada pelo artista são-tomense. Todos estão convidados a participar no evento que corre este sábado no Espaço – Quadras Soltas – Porto.

Desenvolvida em torno do trabalho do pintor Alex-Keller  e complementada com os trabalhos dos restantes artistas da Plataforma Cafuka (Eduardo Malé, Estanislau Neto, Ismael Sequeira, José A. Chambel, Manuel Xavier, René Tavares e Valdemar Dória), “Por detrás das ilhas” é uma exposição colectiva de artes plásticas a ser inaugurada no dia 20 de Abril do corrente ano, na Espaço Q – Quadras Soltas, rua Miguel Bombarda, 529 4050-383 Porto, onde uma performance de danças de S. Tomé e Príncipe a cargo do grupo de dança da A.E.S.T.P.  – Associação de Estudantes de S. Tomé e Príncipe vai surpreender o público.

O fenómeno da emigração, coloca os santomenses num contexto de novas relações com as suas ilhas. As fugas das nossas gentes para outras geografias do mundo, deve-se tanto por razões políticas após a independência, como a seguir por razões económicas, em busca de uma vida melhor, enquanto a situação do país se ia degradando.

Portugal, devido às afinidades culturais, tornou-se num destino obrigatório e sede da  maior comunidade santomense fora do país. Esta cresceu de forma maciça desde 1980, criou raízes e filhos que vivem totalmente integrados na sociedade portuguesa mas longe das suas origens.

Apesar de vivermos num mundo dominado pela informação e pelas redes sociais, o afastamento físico e o contacto direto com suas origens culturais tem criado inúmeros casos de perda e também de procura de identidade.

Este fenómeno da emigração provocou também criação de grupos e associações culturais que têm procurado preservar e divulgar a cultura de São Tomé e Príncipe. A plataforma CAFUKA é um exemplo do mesmo. Formada por artistas plásticos naturais de São Tomé e Príncipe, procura realizar iniciativas com um sentido integrador na sociedade onde está inserida, sem nunca perder as suas referências identitárias.

A presente exposição pretende mostrar S. Tomé e Príncipe, através de abordagens estéticas contemporâneas e inquietações urbanas e do mundo, que preocupam este grupo de artistas e associados.

Ismaël Sequeira / José A. Chambel

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    C. C. Costa Responder

    Parabéns, Ismael e força. E continua a dar-nos alegrias que bem precisamos.

    Abraço grande

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    De Longe Responder

    É preciso saber tolerar a incompreensão dos que fazem juízos da vida de cada homem. A sabedoria dos que fizeram o livro mais lido do planeta levou-os a dizer: “Não julgai”. Todavia, julgamento de causas alheias parece ser a necessidade maior dos homens.
    Repare:
    As razões políticas e a seguir as económicas impulsionaram grande parte da população a abandonar a Terra Natal. Muitos afirmavam que o maior desejo seria abandonar a terra (como se ela tivesse alguma culpa!). Tantos eram que se houvesse exceções estas não se manifestavam. Foi ou talvez ainda seja moda sair e/ou incentivar a saída.
    Depois, no estrangeiro, vêm as saudades e o sofrimento devido à incompreensão e à intolerância dos anfitriões de hóspedes não convidados. Também a tristeza de estes se verem obrigados a se submeterem (não era integração) para terem um ganha-pão e algo para apoiar os que ficaram. Todos os habitantes ganharam de forma direta o indiretamente com os apoios que chegassem ou vão chegando das mãos dos que saíram para os seus familiares.
    A seguir vem a frustração de em alguns momentos se ser considerado aquele que abandonou nos momentos difíceis. Um dia haverá discernimento suficiente para não julgar?
    A TERRA não julga. Ela já o demonstrou quando alguns filhos tiveram necessidade de regresso urgente e forçado. Mesmo na hipótese de nos termos esquecido, ela manter-se-á magnânima.
    Todos os são-tomenses que se lembram de cuidar económica e culturalmente de S. Tomé e Príncipe poderão estar a cuidar de si próprios.
    Muito obrigado Ismael Sequeira e a todos os compatriotas que honestamente promovem grupos e associações capazes de nortear os descendentes de são-tomenses que procuram a identidade.

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    Esperança em ver País a Crescer Responder

    Meus parabens alex keller meu primo
    força

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    enjenheiro mecânico. Cuba Responder

    Epa meu camarada, força ai que tenhas exíto no teu trabalho. Santola é nossa.

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    gualter almeida Responder

    força e que tenhas muito sucessos e que os teus livros sejam vendivos com eixito para que o falso escritor LÙCIO NETO AMADO veja que realmente é um fraco escritor que anda a enganar o povo

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    D´ Noronha Responder

    Meus parabéns…
    Vou la estar para ver essa exposição..

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