Cultura

Casa da Cultura acolhe terceira oficina de interpretação

A Casa da Cultura de São Tomé acolhe, desde o passado dia 8 de Julho, a terceira oficina de interpretação no âmbito do projectoP-STAGE – IV Estágio Internacional de Actores promovido pela Cena Lusófona. Depois de Angola e da Guiné-Bissau, o projecto encontra-se agora em São Tomé e Príncipe, com uma acção de formação dirigida pelo encenador brasileiro Márcio Meirelles.

A oficina, co-organizada pelo Centro de Intercâmbio Teatral de São Tomé (CIT São Tomé), encontra-se já na segunda semana de trabalhos, de um total de quatro, e culminará com a apresentação de um exercício-espectáculo, no dia 31 de Julho em local a anunciar.

Do grupo de cerca de 30 formandos, oriundos de seis grupos da ilha: Gente de Dor Alegre, Os Criativos, Os Parodiantes da Ilha, Fôlô-Blâgi, Caravana Africana e Légi-Téla; serão seleccionados dois actores/actrizes para integrar o elenco internacional daprodução “As Orações de Mansata”, de Abdulai Sila, próxima etapa do projecto P-STAGE.

O P-STAGE em São Tomé
O projecto P-STAGE – Portuguese-Speaking Theatre Actors Gather Energies (IV Estágio Internacional de Actores Lusófonos) é uma parceria entre a Cena Lusófona, a AD (Guiné-Bissau) e o Elinga Teatro (Angola), tendo como associados o CIT São Tomé, a Sol – Movimento de Cena (Salvador, Brasil), A Escola da Noite e a Companhia de Teatro de Braga (Portugal) e o Theatro Circo de Braga (Portugal). É desenvolvido no âmbito do Programa ACP-UE de apoio aos sectores culturais ACP, executado pelo Secretariado do Grupo dos Estados ACP e financiado pela União Europeia. Inclui a realização de três oficinas para actores nos países africanos envolvidos e a construção de um espectáculo com actores portugueses, brasileiros, angolanos, guineenses e são-tomenses, que estreará em Portugal em Outubro deste ano e circulará depois pelo espaço da CPLP. Paralelamente, a iniciativa prevê a realização de um documentário e de três oficinas de iluminação cénica.
O CIT São Tomé tem existência jurídica desde Abril de 2013, mas funciona há vários anos como parceiro da Cena Lusófona neste país, dinamizando várias acções de formação e gerindo o parque técnico e a biblioteca que a Cena Lusófona colocou à disposição da comunidade teatral são-tomense em 2002. O envolvimento de São Tomé e Príncipe no projecto conta com o apoio do Governo da República, através do Ministério da Educação, Cultura e Formação.

Márcio Meirelles
Márcio Meirelles é encenador, cenógrafo e figurinista e iniciou a sua carreira teatral em 1972, em Salvador, Bahia (Brasil). Foi fundador do grupo Avelãz y Avestruz (l976-1989) e do espaço cultural A Fábrica (1982), que dirigiu. Durante os anos de 85 e 86, assumiu a direcção dos núcleos de cenografia e figurinos e de direção e elenco da TV Educativa da Bahia. Paralelamente, criou o Projeto Teatro para a Fundação Gregório de Mattos (1986). Foi director de um dos maiores centros culturais do Brasil – o Teatro Castro Alves, em Salvador, entre 1987 e 1991.
Distinguido com vários prémios nas suas três áreas de intervenção preferenciais, fez estágio na Circle Repertory Company (Nova York). Em 1990 criou, com Chica Carelli, o Bando de Teatro Olodum, que dirige até hoje. Em 1994, coordenou o projeto de reforma e revitalização do Teatro Vila Velha, do qual foi director artístico até 1998 e a partir de 2011. Condecorado como Cavaleiro da Ordem do Mérito da Bahia em 1990, homenageado pelo Troféu Copene de Teatro pelo conjunto de seu trabalho em 1999 e indicado para o Prêmio Shell, no Rio, pela encenação de “Candaces – a reconstrução do Fogo”, em 2003. Em 2007 é lançado o filme “Ó pai, ó!” e a série televisiva de mesmo nome – baseados na “Trilogia do Pelô”, de sua autoria – tendo o elenco do Bando participado nos dois projectos.

Entre 2007 e 2010 foi Secretário de Cultura do Estado da Bahia.

Envio, em anexo, fotografias das sessões já decorridas da Oficina de São Tomé, bem como o Dossier de Apresentação do Projecto P-STAGE

pstage.wordpress.com ].

Ao seu dispor para qualquer questão, agradeço, desde já, a atenção dispensada,

Os melhores cumprimentos

Eduardo Pinto

    1 comentário

1 comentário

  1. Sandro Costa

    20 de Julho de 2013 as 10:16

    Onde andam os comentadores do tela nón para comentarem esta notícia? Hum, já sei: só sabem comentar política néh! Quando se trata de arte e cultura parece que o cérebro destes comentadores não conseguem reagir, ficam mortos…Todos percebem de política e emitem opinióes….cabrões.

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