S. Tomé e Príncipe e Timor excluídos no espectáculo da CPLP

Ontem a CPLP organizou um espectáculo musical “Falar Português”, no Convento do Beato em Lisboa, no âmbito da 2ª Conferência Internacional da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, produzido e gravado pela RTP, apresentado por Catarina Furtado,  onde participaram artistas dos países da CPLP (Manecas Costa, Valdemar Bastos, Paulo Flores, Sara Tavares, Nancy Vieira, Tchecka, Paulo de Carvalho, Otis, Olavo Bilac, Katia Guerreiro, Mário Laginha, Carlos do Carmo, Ala dos Namorados, Pierre Aderne, entre outros) menos  os artistas de S. Tomé e Príncipe e de Timor.

Pelo que se sabe a Embaixada de STP em Portugal não recebeu nenhuma informação da organização do evento para apresentar um artista em representação do país, o que significa que fomos completamente  ignorados como se não fizéssemos parte desta organização, e mais ainda, dos 24 artistas que participaram ouve países que foram representados por quatro, cinco e sete artistas. Porque será?

Será que a nossa música não serve para ser ouvida nestes palcos? ou a cultura são-tomense não é importante para a identidade da CPLP? ou passamos de membro fundador para membro observador?

Fiquei triste!… Aceitaria-se essa omissão se se tratasse de um espectáculo comercial, onde por norma são chamados os nomes mais sonantes e com mais sucesso para cativar o público, porque neste aspecto infelizmente somos os últimos da fila… mas, sendo este espectáculo uma mostra representativa música dos países membros da comunidade, não posso aceitar essa desigualdade de tratamento.

Já agora, aproveito para deixar aqui para os organizadores destes eventos, uma lista de nomes de artistas são-tomenses para que da próxima vez não se esqueçam de nós: Leonel Aguiar, Felicio Mendes, João Seria, Pêpê Llima, Chico Paraíso, Kamukusso, Sun Alvarinho, Zé Aragão, Filipe Santos, Kalu Mendes, Gapa, Ybaguay, Juka, Rony Cabral, Tubias Vaiana, Cremilda, Sergio Fonseca, Leonildo de Barros, Alex Dinho, Lindex, Zezito Mendes, Vava Pina, Dany Aguiar, Nezo, Os Kalema, Helder Kamblé, Garrido, Xinha, Sebastiana, Tonecas Prazeres e muitos outros que agora não me ocorrem citar.
Acho que o Governo de STP devia pedir explicações aos responsáveis por esta falha… porque apesar de ser um simples espectáculo, não deixa de ser um grande sinal de desrespeito á nossa cultura e deslealdade aos princípios que nortearam a formação da CPLP.

Toneca Prazeres

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    Alexsander Ferreira Responder

    Pois, por isso faço apelo que devemos fazer a nossa parte de forma que podemos ser lembrados em eventos desses e outros.

    É o mesmo que eles fazem com a nossa música nos programas da RTP África, inclusive no programa que o BISTP patrocina, ” Músicas d´África”, se passarem uma música de s.tomé em “Músicas d´África” é um esforço que a Vanessa Figueredo faz. Pensando ela que o programa é de Moçambique ou de Cabo Verde exclusivamente. Á cima de tudo os nosso governantes pouco fazem para a promoção da nossa música

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      Bili Responder

      Entro aqui na sua intervenção para concordar contigo plenamente no que concerne a este programa Músicas d’África. É raro passar músicas de S.Tomé ali, enquanto de outros países repentem várias vezes. Até jé deixei de ver aquele programa. Preferia o tempo de MC Roger. Zémé sá tamé de flá.

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    Realidade Responder

    Esta é a nossa realidade. Nós somos esquecidos por nossas próprias ações. Ouvimos as músicas de Cabo Verde, de Angola, algumas de Moçambique… e as nossas? Nós, se não ouvimos as nossas, outras pessoas não vão ouvir. tudo isto é devido a falta de imposição, falta de atitude, estamos sempre numa posição passiva perante os outros. nós somos inteligentes, mas somos ingratos, individualistas… temos de marcar o nosso território

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    Budo d`aua Responder

    Costuma-se dizer que não há almoços gratis!
    O que pode significar que para os organizadores do referido evento em STP não há músicos com perfil para o sucedido. A pergunta que se faz é: será que de facto não existem músicos que corerespondessem a expectativa dos organizadores? Concerteza que temos.
    Na minha opinião nós em STP devemos nos organizar melhor, sermos verdadeiros patrióticos, trabalharmos mais para sermos mais competitivos, tanto ao nível técnico, político, etc. O resto virá por acréscimo.Veja que STP não foi capaz de organizar jogos da juvenis/CPLP, por falta de….Será que é primeira vez que não somos convidados a tomar parte em algum evento internacional?

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    arroz podre Responder

    Olá amigo Tonecas, o Governo teve conhecimento e STP foi convidado, mas isso não é de conveniência deles.
    Voçês da diáspora devem abrir os olhos quando vier a campanha presidencial.

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    Heraclito Santos Responder

    Acho verdadeiramente triste e lamentável esta situação. Também acho lamentável o facto de só agora darmos conta de que o nosso país foi ignorado. Há muito tempo que dei conta do facto de S. Tomé e Príncipe ser permanentemente relegado para o plano secundário nos grandes eventos internacionais ou regionais de que deveria fazer parte activa. Isto é sintomático de um país em verdadeiro estado de inexistência porque os nossos dirigentes não se impõem. Até que, em matéria de bons músicos e artistas, bem como de bons quadros, o nosso país não fica a dever a muitos países da CPLP.

    Sucede que, a situação é bem mais grave. Com tantos quadros que temos, muitos de se lhe tirar o chapéu, é raro vermos quadros santomenses nas organizações internacionais.

    Resido em Angola e vejo muitos músicos de Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Brasil, Portugal e não só em grandes eventos musicais organizados quase todos os fins de semana em Luanda. Mau-grado o facto de sermos muito “próximos de Angola” e termos bons músicos, nunca somos convidados para tais eventos.

    Do meu ponto de vista, isto é o reflexo da situação a que o nosso país chegou.

    Quem não se lembra de nos anos 70 e 80 as nossas músicas e conjuntos musicais fazerem furor nas pistas de dança em Luanda?

    Hoje, a situação é precisamente o contrário. As nossas músicas deixaram de ser ouvidas e os nossos músicos são absolutamente desconhecidos em Luanda, e, por isso, relegados para plano secundário.

    Por isso, não me admira nada a CPLP organizar o referido evento cultural e S. Tomé e Príncipe ser pura e simplesmente ignorado.

    Muito triste!

    Heraclito Santos, em Luanda

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      Hein? Responder

      Por mais engraçado que sejas, dão-te pouca importância se tentares viver à custa dos outros. Não?

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    Germias Responder

    Meu Caro Eraclito dos Santos,para quando o teu regresso a Portugal?ainda estou a Espera da minha massa,tanbem ao Rui Seca estou a vossa Espera,com Justino Veiga ja ajustei as contas

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      L.R Responder

      Este senhor não aldrabou só o senhor. Eu também fui enganada por este senhor. Espero que ele regresse rapidamente a Portugal. Aparece aqui a escrever depois de ter enganado muita gente e ter fugido para Angola.

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    kalulu Responder

    muita falta do respeito por parte dos organizadores quando se sabe que São Tomé e Príncipe é membro da CPLP. São Tomé e Principe é discriminado em tudo,reparem os programas da RTP África, aí os programas passam com horário de todos outros países menos a de São Tomé e Príncipe.

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    Jornalista Amador Responder

    Meus amigos e compatriotas, é triste isso mas não basta criticar, vamos tentar analizar porquê, não nos fazer de vitima:
    - sera que Adido cultural da embaixada não recebeu o convite, e como não lhe interessou meteu na gaveita ou bolso de casado e fez de conta que esqueceu?
    -Independentemente de alto nivel de certos artistas de S. Tomé, sera que fazem o suficiente para serem respeitados?
    Digo isto porque neste ano não houve entrada dos estudantes santomenses por via diplomatica, quando temos vagas reservadas, e tudo deveu se a um erro de quem dirige este departamente, e pior ainda, ninguem teve coragem de assumir o erro….. não devemos culpar os outros sem saber a nossa quota parte de culpa. Por issso insisto, sera que departamento da embaixada responsavel pela actividade em causa não sabia e nem recebeu convite mesmo? Ou recebeu e como ´não tem como selecionar os artista preferiu fazer mais facil que é não convidar ninguem?

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      Jornalista Amador Responder

      Entra para ensino superior

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    Male Responder

    Tudo isto acontece porque nao temos uma Identidade Cultural forte e construida capaz de galvanizar qualquer cidadao- se nao vejamos:
    Quando se fala de grupos de dancas estao a falar de Kuduro, Afro house, Kizomba e muitos outros mais”Xhingas”- e nosso?
    O carvanal e totalmente brazileiro e ainda assim querem apoio do Minesterio da tutela- aonde esta a nosso carnaval tradicional?
    Festas de Freguesias so se escuta musicas estrangeiras- Na melhor das hipoteses de actuar um grupo tradicional e visto como espaco de pessoas adultas(mais velhos)
    Nao existe um Ministerio que responde pela Cultual- que responde pela sua preservacao e divulgacao.
    Tudo isto e notavel, somos dos paises a nivel de PALOP que menos esta interressado na preservacao do que e nosso do que constitui a “memoria dos nossos antipassados”- estamos muitos focados na subcultura( Pop, Kisomba, Afro-house)em prejuizo do que e nosso.
    Veremos no que isto dara.

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    Eusebio Neto Responder

    Parabens Telanon por este oportuno reparo. Esta violenta falta de respeito que, infelizmente nao e a primeira e talvez nem sera a ultima, e o retrato do desprezo com os santomenses sao tratados pelos organizadores de eventos. Pergunta-se, que razoes poderiam ter sustentado a “expulsao” de S Tome e Principe e Timor de um evento da CPLP? E mais. que razoes terao sustentado o envio de convite a artistas de paises que, com a CPLP nada tem? Dai as motivacoes seguidas por paises como Mocambique, Guine Bissau, etc em apostar em organizacoes regionais onde goza de igualdade de direitos e deveres com outros membros. Nao me restam duvidas que, com Mocambique e Angola particularmente nunca havera um “lapso” desta dimensao. Ja e tempo dos santomenses mudarem a sua estrategica de cooperacao para o desenvolvimento do pais. Feliz coincidencia, sao as noticias que falam das investidas diplomaticas que o governo tem direccionado para a Republica Democratica da China. Para completar a lista de artistas musicais que o “pequeno” S. Tome e Principe tem. junto o Nilo Jalegua. Para terminar, aproveitar sublinhar as varias vezes em que sao omitidas as origens dos atletas (futebol…) que tem brilhado nos relvados portugueses. So muitos amigos e compatriotas meus souberam que Luis Leal, jogador do Estoril e santomense. Isso gracas ao programa Benvindos da RTP Africa apresentado pela grande mocambicana Claudia Leal. Viva S. Tome e Principe, viva Timor Leste e viva as nossas culturas.

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    Frank Responder

    Catarina Furtado,esta apresentadora nao reconhece a STP como um Pais.Quando esta deslocou- se ao Arquipelago Sao Tome e Principe, no seu programa de luta contra o SIDA, a declaracao feita a RPT2 deixoi entender que em STP nao existe pessoa com a capacidade de lideranca,isto e,que os Santomenses sao impotentes na gestao de qualquer instituicao. Faco recordar uma pequena palavra desta” fez-me arregacar as mangas e tomar a pulso o que deve ser feito” Nao obstante isso, ela criou o tal programa titulado ” Principe de Nada” Alguem procurou saber o proposito deste mesmo Titulo?
    Ja imaginou se um jornalista Santomense fosse a Ilha da Madeira e posteriormente apresentasse um trabalho cuja identificacao seria “A Madeira de Nada”

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    Francisco Responder

    muito Triste, isso é sinal que o Governo não valoriza a sua Própria “CULTURA”, mais ainda não tem escola cultural, formação académica, pouca e pouca sensibilização… desvalorizou a cultura Santomense e do Timor “CPLP” é Triste.

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    torresdias Responder

    Não tenho nada contra o Toneca – vejo lhe a cantar a mesma música há mais de 20 anos, O Filipe Santos só canta a música do irmão falecido, e arrogou-se delas… Não é de tudo injusto esquecerem de vocês.

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    Manuel Responder

    Sera que foi a CPLP que organizou o espectaculo ou o sector privado em nome da CPLP? Se for o primeiro, e muita falta de respeito e a organizacao deve pedir desculpas.
    A diplomacia estava a dormir…………..

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    Maiker Responder

    S.Tomé não tem músicos jovens a altura,o único músico jovém que faz a diferença té o Haylton Dias.Temos cantores bons mas são os mais velhos, como o joão seria,Jalego,pepe lima , Gapa etc.Queriam que mandassem MRS.Page?Xinha?quem?A nossa música esta muito atrasada, não temos cantores profissionais.Esses jovens que querem ser cantor, não sabem cantar, só faz teatro, e a nossa música é uma comédia. O unico cantor que fez algo de jeito foi o Camilo Domingos.Que músicos temos?A nossa música precisa de evoluir, se for para ouvir esses nabos prefiro ouvir músicas estrangeiras.Se colocas á musica de S.Tom+e perto de um estrangeiro ele começa a rir.Angola e Cabo-verde sim, têm bons músicos,tem músicos profissionais que sabem cantar.Do meu ponto de vista o único cantor da nova geração que está em condições de nos representar é Haylton Dias, está lista cheia de nomes que o Tonecas colocou não faz sentido,dá pra ver que o Tonecas nada percebe de música. Como é possível o Tonecas colocar tantos nomes, e não colocar o nome do Haylton Dias, que é o melhor cantor S.Tomense da actualidade.Sempre é escolhido nos melhores do ano.

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      Raposo Responder

      Caro compatriota, concordo contigo aquando da classificacao do nosso cantor Ailton Dias, como sendo o melhor cantor jovem Santomense.De alguma forma deixo aqui as minhas felicitacoes ao cantor.

      Raposo

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      Helly Tindade Responder

      Amigo Maiker, gostei imenso da sua opiniao. é verdade que estamos a passar por um momento muito complicado com relaçao a musica santomense. nesse momento encontro a quetro meses em luanda e vim gravar o meu novo album. constatei que os instrumentistas precisam atualizar-se e serem mais profissionais e exigirem dos cantores as melhorias de tecnicas vocais. Acho triste e bem feito pra nós para que possamos melhorar para representar melhor o nosso país.

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        Maiker Responder

        Força Ely Trindade.Boa sorte no teu novo album e que tenhas muito sucesso no ramo musical.Ainda oiço esta tua música”Budo cu tê peso”, e te ouvia desde a música “mulata”.Força

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    Nilton Almeida Responder

    Vivo em Portugal desde 1996 quando eles perguntam és de Angola digo não, Moçambique digo não, Cabo Verde digo não, Guiné digo não e depois eles dizem mas afinal es daonde? Digo S.tomé e Principe eles dizem haaaaa muita gente nao lembra do nosso pais infilizmente

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      António Menezes Responder

      Olha meu caro, quem não valoriza a si mesmo, é evidente que os outros… Enfim.
      Se passaram as musicas de Angola já chega, somos uma província de Angola e tudo está dito. Veja só como os nossos dirigentes fazem…Somos um Pais? Nação? Não, estamos a ser governados por estrangeiros…assim sendo vamos esperar o quê?

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    olhar desconfiado Responder

    Minha gente vamos deixa de valorizar os outros, queres me dizer que o Tobias Vaiana não vale, e fique sabendo que estou estou estudo em cabo verde, já estive e Angola, e sei o que digo, tanto angola como Cabo verde também têm cantores que não valem nada, mas quando chamados são valorizados pelo povo e depois pela diáspora, temos que começar a valorizar o que é nosso, e outra,Tunecas tem razão é um desrespeito pelo povo, quando passam algo na RTP\AFRICA só passam palha, nunca promovem nem querem promover, nada do que é nosso, e verdade que temos que valorizar mas a cultura mas é preciso que a gente também sege respeitado como estado, e outra sabemos que a CPLP, é uma farsa, no meu poto de visto devemos sairá desta organizão de bandidos e corruptos <abusados qua nada fazem ai.

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    Domingas Responder

    Este não foi o único evento recente de países de língua ofc portuguesa em que S.Tomé não participou. Realizou-se nos dias 31/10 e 1/11 na fac de Direito de Lisboa um encontro internacional sobre Dto Penal Internacional e a Perspetiva da África de Língua Oficial Portuguesa. Foi triste ver que entre os conferencistas constavam 2 de Angola, 2 de Cabo Verde, 1 de Guiné-Bissau, 1 de Moçambique e 0 de S.T.P.

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    joão pedro Responder

    Eu prefiro os Vibrados e o Nino Jalego.
    Esses são originais e os outros tentam imitar os estrangeiros, mais fazem-no mal, e da no que da.

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    forro da terra Responder

    Isto é uma falta de respeito para com o nosso Estado.

    Não podemos aceitar essa exclusão da nossa cultura num espaço que também fazemos parte.

    Devido o tamanho do nosso país?
    Um país não se mede pelo tamanho, mas sim pela sua soberania.

    O ministério de negócios estrangeiros deverá pedir mais esclarecimentos sobre esse caso e EXIGIR UM PEDIDO DE DESCULPA FORMAL por parte dos organizadores.

    Para dizer também que, se deve por um ponto final nesta brincadeira de espaços de músicas na RDP e RTP África, onde só passam uma música do nosso Estado contra várias de outros Estados.

    E quando passam a nossa música são aquelas de há 5, 10 15 20 anos.

    Estão a brincar conosco, é isso?

    Se for isso, não poderão ficar sem resposta.

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    sotavento Responder

    Temos que ser coerentes em opinar acerca da nossa musica.Nas decadas 70, 80 a musica de STP esteve no seu ponto maximo,dava gosto ouvir.Agora em termos musicais perdemos identidade.As vezes ha que ouvir primeiro a voz do cantante para saber se é musica de STP ou nao.Mas temos bons musicos e disso devemos estar orgulhosos deles.

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    madalena Responder

    Alguma descoordenação, fala de comunicação. São tome tem neste últimos dias preocupado com a questão da Stena Oil, esqueceram de outros assuntos. É apenas isso.

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    nadaver Responder

    …tens razão forro de terra-em Cabo Verde sintonizo a RTP-África e….só e…só….músicas de CV/Angola e STP (toni fadá quintino…ami só cá toma ÊEEE)! Um abaraço de Cabo Verde…

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    José Responder

    Tomo a “liberdade” de apresentar a minha opinião neste site devido o grau do da falta de respeito a pouca vergonha neste assunto.
    Por um lado vem o Sr. Secretário Executivo à S. Tomé, com a cara de pau para fazer valer o grau da nossa militância e irmandade dentro de CPLP e por outra, a organização faz a sua festança com os seus amiguinhos sem convidar os nossos cantores.
    1-É triste e ao mesmo tempo constrangedor esse acontecimento. Até parece que querem nos limpar do mapa no mundo. Na minha opinião urge a necessidade de se fazer alguma coisa, institucionalmente, através de meios próprios e com medidas próprias, entre elas Nota Verbal de Protesto ao facto.
    2- Isto também é uma boa lição aos nossos músicos porque, caracterizando as nossas músicas (algumas,) de alguns músicos, as nossas músicas de (músicas de S.Tomé e Príncipe) de facto algumas deixam a desejar. Continuamos a copiar, vergonhosamente, os outros, o que de facto deixam estes apresentadores da TV’s confusos, na medida ficam sem saberem a originalidade da música.
    Aconselho os nossos músicos a serem mais originais e menos “Copiê Colê”.

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    Tonecas Prazeres Responder

    Gostaria que não interpretassem mal a minha intenção. A minha comunicação foi simplesmente um desabafo que tentei partilhar convosco por ter ficado muito indignado com a situação e esta minha indignação não tem a ver com facto de não me terem convidado, mesmo que assim fosse, eu não estaria disponível porque já tinha um show marcado para aquele dia, mas devia haver pelo menos um artista a representar STP. Todos sabemos que a nossa música está atrasada, em termos de sonoridade, arranjos e também tecnológicos… mas isto não quer dizer que não deva ser aceite como um instrumento da cultura de um país. Neste espectáculo também participaram os “Pupilos do Kuduro” e o grupo “Finka Pé” (as batucadeiras da Buraca), o que significa que o grupo Belezinha ou a Puita Atlantico também estariam a altura de nos representar neste evento. A cultura de um país é sua identidade e ponto final!… quer os outros queiram ou não e neste caso têm que aceitá-la como nós aceitamos a dos outro. Por isto, qualquer dos nomes que eu citei podia muito bem nos representar, independentemente de neste espectáculo, poderia haver a necessidade de fazer-se uma produção da música em causa, mas para isto há sempre um produtor para apoiar o artista a encontra um o melhor enquadramento no espectáculo. Agora, não se trata de saber qual é o melhor ou pior. A arte e a música, não se pode avaliar com critérios aleatórios, porque esta depende em grande parte do gosto de cada um, há os que gostam de música tradicional e outros gostam de música acústica, outros ainda de música moderna electrónica ou de música pimba etc,… por isso pra mim a música ou é boa, ou má.
    Com relação ao atraso da nossa música, penso que é uma questão mais séria e muito importante para ser discutida num fórum próprio com responsabilidade e envolvimento de vários intervenientes: músicos, produtores, patrocinadores, profissionais da área, o publico em geral e também as instituições do estado responsáveis pela cultura.
    Peço desculpas por não ter referido o nome do Haylton Dias, João Patrício, Os Vibrados, Nino Jalego, Bill Lima, Helly Trindade, enfim e muitos outros… e eles sabem que não foi premeditado ter esquecido de os referir na lista… pra mim estamos todos no mesmo barco e somos todos representantes da música de STP.
    Abraços!
    Tonecas Prazeres

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    Fédekadochi Responder

    Isto é mesmo falta de respeito. Isto tudo é fruto do comportamento de alguns dirigentes nossos. Deveriam é deixar Angola de fora. Veriam o que iam acontecer. No dia seguinte o Secretario Executivo da CPLP estaria em Luanda para prestar contas. É assim. Mas STP! eheheheheheh!

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    FALA BEM Responder

    por vezes é muito bom mesmo esquecer dos nossos artistas. digo isto porque, não existe qualquer intensivo por parte dos nossos governantes “Ministério de cultura” nos que diz respeito a evolução da musica nacional bem como os nossos artistas.” falta muito trabalho de casa para fazermos e demonstramos aquilo que é nosso.
    se falarmos dos nosso artistas quantos são conhecido internacionalmente com musicas que de qualidades?
    quantas vezes os nossos artistas já fizeram espetaculosos intencionalmente?
    Quantos cantam musicas ao vivo?
    Portanto, fiquemos calmos com esses momentos e vamos trabalhar até que somos convidados ouvindo aqueles ritmos. (jazz, Rock entre outros)

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    nito Responder

    os português nunca vê povo de SPT como gente humana talvez pelo facto de sermos pobre. É muito triste uma situação como esta, se dizem que somos irmão porque nos ignorar? e por STP de parte?

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