Escrita e desconstrução das obras de Aimé Césaire

É tema de uma conferência organizada pela Aliança Francesa de São Tomé e Príncipe. O evento decorre esta quarta – feira as 18 horas, nas instalações da Aliança Francesa na capital São Tomé.  André Ferdinand Takounjou será o orador da conferência.

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    A Responder

    Obrigado Aliança Francesa, obrigado Ferdinand Takounjou.
    Lá estarei ainda que troveje.

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      Nómada Palavra Responder

      “Pois então, palavras, mas palavras de sangue fresco, palavras que são maremotos e erisipelas e paludismos e lavas e fogos dos matos, e o chamuscar da carne e o flamejar da cidade. Fixai bem: Não jogo nunca se não for ao ano mil. Não jogo nunca se não for ao Grande Terror Ficai à vontade comigo. Eu não o ficarei convosco.”

      Aimé Cesaire, En guise de manifeste littéraire

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    B Responder

    Toda a ilha apela
    Toda a ilha é viúva.
    A ilha apela a outra ilha.
    A ilha apela ao arquipélago.
    A Ilha apela ao continente.

    Aimé Cesaire

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    Fla von von Responder

    ‘Sou um martinicano, um africano transportado, mas antes de tudo um homem, e um homem que quer antes de tudo a realização da humanidade do homem’.

    A.C.

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    Keblankana Responder

    Hoje reanalisado, descontruído, criticado, rebatido ou não, é uma grande referência que algumas gerações de são-tomenses só ficaram a conhecer graças a Alda Espírito Santo.

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    Maria de Lemos Responder

    Nos tempos e hoje, apenas isso que prestamos, a desconstrução das obras dos outros. apropriação, penhora roubo etc.
    Construamos com as nossa próprias mãos uma pátria renovada , nunca!!!

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    edu Responder

    Femme noir
    Famme africaine
    Oh toi ma méré
    j’aime au toi
    Toi que m’alatais
    toi que survieur mes premiere pas
    oh toi ma mere
    j’aime a toi

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      B Responder

      Edu,

      Acho que o poema ”Femme noire, femme africaine” é de Leopold Senghor, não de Cesaire. Mas foi bom tê-lo trazido a esse espaço.
      O grande livro-poema de Cesaire é o Caderno de um regresso ao país Natal. E há, claro, o seu célebre Discurso sobre o Colonialismo.

      Leon Damas foi outra grande referência do movimento negritudinista que marcou sucessivas gerações de escritores negros e africanos.

      Francisco Tenreiro, Alda Espírito Santo, Noémia de Sousa, Agostinho Neto, José Craveirinha, todos eles foram tributários dessa corrente, para só falar dos países de língua portuguesa.

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    Fifi Responder

    Que excelente iniciativa!!!
    “NEGRITUDE”.
    Tenho arrepios sabendo que sou reconhecido hoje como ser humano por causa do trabalho destes homens: Cesaire, Senghor, Fanon, et autres.
    Merci Ferdinand Takounjou de nous apporter un peu d’éclairage sur nous mêmes.

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    Me Pombo Responder

    Eles defenderam-nos, tornaram o “Mundo” um lugar melhor para nos, com o perdao da palavra diria que esta conferencia perca pela tardia, ainda assim e de salutar esta iniciativa, a busca pela identidade do Homen Negro continua, eles fizeram a sua parte e nos temos que fazer a nossa para que no fim possamos todos sorrir com sarisfacao.

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    Angelo Torres Responder

    pena não estar STP para assitir uma palestra como esta. Um bem haja aos organizdadores é com iniciativas como estas que contruimos uma nação, uma identidade.
    Angelo Torres

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