Cultura

BIS arranca esta tarde para pôr cultura e arte na agenda diária do país e no circuito Austral

A VII bienal internacional de São Tomé e Príncipe, pretende lançar as bases para colocar o arquipélago, no circuito de projectos culturais na África Austral. Antigo entreposto de escravos, o arquipélago recebeu gentes oriundas da África Austral.

Angolanos e Moçambicanos, são alguns exemplos de povos integrantes da África Austral, que os navios negreiros e mais tarde as caravelas trouxeram para São Tomé e Príncipe. A puíta ou a Tafua são manifestações culturais, que a ida e vinda de gentes semearam no arquipélago para o povo dançar, e explorar a magia negra, vinda do continente negro, tão presente no dia-a-dia das ilhas.

Na vinda e ida de gentes escravas e não só, as ilhas tomaram para si, as façanhas do imperador Calos Magno. O império carolíngio que dominou a Europa, também veio morar no coração da cultura são-tomense, com o nome de Tchiloli ou Tragédia de Marquês de Mântua em São Tomé e o Auto de Floripes na Ilha do Príncipe.

Valores de uma cultura rica, diversificada e que convergiu vozes de várias proveniências, que esta tarde ecoam na VII Bienal Internacional de cultura e arte.

Com apoio da Fundação Sindika Dokolo de Angola, a BIS nasce como uma marca são-tomense, que vai mostrar ao mundo, a cultura rica que faz identidade singular de um pequeno país de pouco mais de 180 mil pessoas.

A entrada no circuito de projectos culturais na África Austral, vai levar artistas e cultura são-tomense, para Luanda, Maputo e Joanesburgo. O circuito fica completo com a vinda ao arquipélago que desde o Século XV, se abriu para receber gentes do mundo. Artistas dos três países da África Austral, também virão fazer cultura em São Tomé e Príncipe.

Cabo Verde, que descobriu o “Caminho Longe” para São Tomé, também está indicado como um dos destinos do circuito que a Fundação Sindika Dokolo, está a traçar em parceria com Roça Mundo de João Carlos Silva.

Abel Veiga

    2 comentários

2 comentários

  1. filipe muhongo

    30 de Novembro de 2013 as 16:41

    Caro,
    Abel
    Os meus agradecimentos pela sua narração.

    Esses desesterrados enriqueceram as ilhas com a sua cozinha; Musonge, folhas de lessua,fuba ou matola com peixe seco,muamba,cogumelos, arroz gangika,feijão de oleo de palma seco, cachupa e lingua nativa. Do ponto de vista psicologico e a maneira de pensar no momento da tomada de decisões somos diferentes,não obstantes sermos das mesmas ilhotas.Porque os bons habitos e costumes partem da educação caseira.
    Por favor, interprete a cultura, habitos ,costumes e tradições na floresta adentro; nas roças no silencio dos inocentes.
    Em memoria dos mortos e a dor dos feridos

  2. Mariana Camacho

    4 de Dezembro de 2013 as 15:49

    Aos interessados pelo tema sugiro leitura da entrevista a Sindika Dokolo no Jornal de Negócios (jornal de referência português). Excelente artigo
    http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/reduzir_a_imagem_de_angola_a_corrupcao_e_uma_manipulacao_desonesta.html

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