Crioulo Cabo-Verdiano é o segundo mais falado em São Tomé e Príncipe

O uso das línguas tradicionais de São Tomé e Príncipe, está em queda livre. Dados do recenseamento geral da população indicam pouco uso das línguas Fôrro, Angolar e Lunguié no seio da juventude.

Dos 173 mil e 180 habitantes de São Tomé e Príncipe, mais de 170 mil se exprimem regularmente em Português.

É a língua de união num país crioulo que se exprime também em 4 outras línguas o Forro, o crioulo cabo-verdiano, o Angolar, e o Lunguié.

O recenseamento da população e da habitação realizado no ano 2012, indica que dos 173 mil e 180 habitantes, apenas 62 mil confirmaram que falam o crioulo fôrro. Língua tradicional mais dominante na ilha de São Tomé. A partir dos 40 anos é a faixa etária onde se concentra o maior número de falantes do fôrro.

O Crioulo Cabo-Verdiano vem no segundo lugar, com mais de 14 mil falantes, espalhados pelas roças das duas ilhas e por alguns bairros das cidades.

O angolar, língua tradicionalmente ouvida nas comunidades piscatórias, é falada por cerca de 11 mil pessoas. O povo angolar habita as zonas costeiras da ilha de São Tomé. Cidade de São João dos Angolares e Vila Malanza no sul, Cidade de Neves e a Vila de Santa Catarina no norte são exemplos da predominância da língua angolar.

O lunguié dominante da ilha do Príncipe, tem apenas 1753 falantes regulares, numa ilha que tem cerca de 7 mil habitantes. O perigo da extinção do Lunguié, já levou o Governo da Região Autónoma do Príncipe a promover o ensino da língua nas escolas da ilha.

Os resultados do recenseamento da população e da habitação, acrescentam que a seguir a língua portuguesa, o francês é o idioma mais utilizado pelos são-tomenses, mais de 11 mil pessoas, confirmaram que se exprimem em língua francesa.

A língua inglesa tem pouco mais de 4 mil falantes.

Abel Veiga

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