Cultura

Agostinho Neto herói angolano recordado em STP

Por ocasião do dia dos heróis nacionais de Angola, assinalado na quarta feira 17 de Setembro, a embaixada angolana em São Tomé e Príncipe, organizou uma palestra sobre o tema “ Agostinho Neto Percursos Político e Literário”.

Para indicar ao público são-tomense os percursos, do Primeiro Presidente de Angola, médico guerrilheiro e poeta, a palestra foi animada pelo escritor angolano Jonh Bela.

Segundo o palestrante, o heroísmo de Agostinho Neto, não se limita apenas a Angola. «Dedicou parte da sua vida a libertação dos povos da África Austral, a preocupação, antes ainda quando estudante na Casa dos Estudantes do Império a libertação dos países de língua portuguesa, trabalhou com muita gente, estamos a falar de Amílcar Cabral, Alda do Espírito Santo, o actual presidente Manuel Pinto da Costa, por isso o próprio país São Tomé e Príncipe tem um grande significado na vida de Agostinho Neto», explicou, o escritor angolano.

Para provar a grandeza do heroísmo de Agostinho Neto, em relação a causa da libertação do continente africado, da opressão colonial e da segregação racial, Jonh Bela, acrescentou que depois da independência de Angola, Neto estendeu a sua preocupação «aos povos da África Austral, tem aquela célebre frase que ele diz, na Namíbia, no Zimbabwé e na África do Sul estava a continuação da nossa luta», pontuou.

17 de Setembro foi o dia que Agostinho Neto Nasceu. Um dia histórico para Angola, que passou a ser feriado nacional como dia dos heróis nacionais. «Médico humanista, poeta cuja poesia galvanizou a juventude para a luta de libertação nacional e para a ajuda internacional», sublinhou o palestrante.

A poesia foi uma das armas de luta de Agostinho Neto contra a exploração, a opressão, e o colonialismo. «Por exemplo no massacre de 1953, ele endereçou um poema a Alda do Espírito Santo em que no fim ele diz que a ilha de São Tomé também será uma ilha de amor»

Segundo Jonh Bela, de tantos legados deixados por Neto, destaca-se a frase que congrega o centro do seu pensamento. «Nesta frase de que o mais importante é resolver os problemas do povo, esse legado cobre tudo o que Agostinho neto falou» concluiu.

Abel Veiga

    3 comentários

3 comentários

  1. bintoudjalo

    28 de Setembro de 2014 as 23:27

    Ainda bem que existe vizinhos africanos que partilham heróis conosco….porque STP, nao tem herois e é dificil de imaginar se um dia haverá um… Muitos dos homens políticos do país, São GATUNOS, Corruptos, Mentirosos ! Os + velhos não têm nenhum exemplo a dar, para além do mau exemplo…Pinto da Costa, Miguel Trovoada, Fradique de Menezes….mesmo alguns deles já falecidos. Nada de Bom, nenhum bem deixaram ou deixarão em STP. Os mais jovens seguem os mesmos passos…é uma autentica perdicao. Assim vai STP. Muito pobre em tudo, mesmo no domínio de HOMENS politicos de Valor!

  2. Colomba

    5 de Outubro de 2014 as 13:39

    Um herói com uma morte muito misteriosa…

  3. Atento

    21 de Outubro de 2014 as 15:04

    Agostinho Neto
    De bêbado a herói ele teve de tudo.
    Para mim heróis, são os que lutam para que em casa não lhes falte a comida para os filhos.
    Heróis, são aqueles que lutam sem interesses financeiros.
    Heróis são aqueles que fazem das suas privações a partilha do bem para os mais necessitados.
    Ser herói é muito mais, mas muito mais que ser político.
    Tenho dito.

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