Cultura

Olinda Beja anima Tertúlia Poética dedicada a poesia de STP na celebração de 8 séculos da língua portuguesa

É uma iniciativa da “8 Séculos de Língua Portuguesa-Associação”, que marcou ara o próximo dia 28 de Abril, a realização de uma tertúlia poética dedicada à poesia de São Tomé e Príncipe na Casa Fernando Pessoa em Lisboa – Portugal pelas 18 horas.

A tertúlia que terá a escritora são-tomense Olinda Beja como principal oradora, enquadra-se no âmbito das Comemorações dos 8 Séculos da Língua Portuguesa.

Numa nota que a “8 Séculos de Língua Portuguesa-Associação”, enviou para o Téla Nón, é descrito o curriculum literário de Olinda Beja.

«É Olinda Beja que no seu poema «Quem somos?» nos afirma que «O mar chama por nós, somos ilhéus!/Trazemos nas mãos sal e espuma/cantamos nas canoas/dançamos na bruma».

Depois de uma breve preleção sobre a literatura santomense, daremos lugar à declamação de poesia e, no final, abriremos a sessão à participação do público.

Esta tertúlia insere-se no ciclo intitulado «Poetas de Mar e Mundo», que tem por objetivo promover e divulgar a poesia dos países de língua oficial portuguesa, dando a conhecer, através dela, as diversas culturas, aproximando os povos que usufruem de uma riqueza cultural em comum – a Língua Portuguesa.

Escolhemos para este ciclo de tertúlias a Casa Fernando Pessoa pela simbólica que encerra, pelo facto de o “Mar” estar presente na poesia pessoana, por este ano se assinalarem os 80 anos sobre o falecimento de Fernando Pessoa e os 100 anos do heterónimo de Alberto Caeiro, por prestigiar as literaturas dos países de língua portuguesa e, acima de tudo, por ser prestigiada por elas.

Nas tertúlias anteriores, a 8 Séculos de Língua Portuguesa-Associação convidou diversos declamadores para nos apresentarem a poesia dos seus países: Jorge Pessoa (Angola), Lauro Moreira (Brasil), Celina Pereira (Cabo-Verde), Emílio Tavares Lima (Guiné-Bissau) Elsa de Noronha (Moçambique) e José Amara (Timor-Leste). Fizeram uma retrospetiva sobre o contexto literário no Brasil, em Cabo Verde, na Guiné-Bissau, em Moçambique  e em Timor-Leste, o Embaixador Lauro Moreira, o Professor Doutor Alberto de Carvalho, o Doutor Ernesto Dabó, o Dr. Emílio Tavares Lima, a Drª Giulia Spinuzza e o Professor Luís Costa, respetivamente.

Seguir-se-á a tertúlia dedicada a Portugal no dia 14 de maio, 5ª feira, com a qual encerraremos este ciclo dedicado à promoção e divulgação da poesia dos países da CPLP.

Maria José Maya
Presidente da Direção
8 Séculos de Língua Portuguesa-Associação

 

Sobre Olinda Beja

Olinda Beja nasceu em Guadalupe – S. Tomé e Príncipe .Criança ainda deixou as ilhas e passou a viver do outro lado do mar, em terras frias e alcantiladas da Beira Alta. Um dia resolveu voltar às suas raízes maternas. Chamou-a o som do ossobô, os rios caudalosos, o canto das aves exóticas, a voz de Sam Lábica, sua mãe… Derramou então a sua vida dupla de entre mar e montanha, Europa/África, em palavras poéticas, fundas, sentidas, em páginas de livros por onde vai mitigando uma sede antiga.

As suas obras têm sido objeto de estudo em várias universidades nomeadamente no Brasil, Inglaterra, Alemanha, França, África do Sul e nas escolas portuguesas da Suiça e do Luxemburgo onde, como leitura integral, foram adotadas as seguintes obras “15 Dias de Regresso”(Romance)  e “Pé-de-Perfume” (Contos). O  seu  livro de contos  – “Histórias da Gravana” – foi nomeado, entre os finalistas, para o grande Prémio Literário PT 2012.

Durante o ano escolar, Olinda Beja desloca-se a estabelecimentos de ensino do universo lusófono onde, através de conferências e entrevistas, dá a conhecer as ilhas do cacau e do café fazendo a aproximação dos povos que usufruem de uma riqueza cultural em comum – a Língua Portuguesa- pelo que pode ser contactada através do email: olindabeja@hotmail.com

Acompanhada à viola pelo músico santomense Filipe Santo, Olinda Beja tem feito recitais de poesia em vários palcos do mundo – Brasil, França, Austrália, Luxemburgo, Portugal, Suiça, Alemanha –festival internacional de poesia de Berlim 2008 -, Timor,  fazendo com que haja um maior conhecimento da poesia e dos poetas de São Tomé e Príncipe.
Recentemente foi-lhe atribuído o Grande Prémio Literário Francisco José Tenreiro (o maior prémio literário de S.Tomé e Príncipe) pela sua obra poética “À Sombra do Oká” (a sair em breve em S. Paulo – Brasil)

    5 comentários

5 comentários

  1. ANCA

    15 de Abril de 2015 as 11:09

    Boa notícia

    Força Olinda beja, orgulho em ser Sãotomense e filho da Pátria.

    É bom tê-la como representante escritora e poetisa, bem da poesia Sãotomenses, nestes eventos.

    Continue força, coragem, sabedoria, vá em frente

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

  2. ANCA

    15 de Abril de 2015 as 12:51

    Sintamos orgulho na nossa Terra

    Façamos mais e melhor por ela

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

  3. olinda beja

    21 de Abril de 2015 as 21:26

    Obrigada Anca pela força das suas palavras! Sim, irei sempre em frente pela nossa bela ilha que, tenho a certeza, Deus há de abençoar!

  4. Francis Mekano

    24 de Abril de 2015 as 9:26

    Sra. Olinda Beja
    A senhora merece todo carinho e respeito dos santomenses pelo amor que tem com as suas ilhas. Tenho orgulho de tê-la como compatriota.

    • olinda beja

      24 de Abril de 2015 as 11:50

      Obrigada Francis Mekano
      Enquanto Deus me der vida e saúde a minha bela ilha será divulgada por esse mundo fora! Se mais não faço é porque não posso mas o que faço é com muito amor pela terra e por quem lá vive!

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