Léveléngue de Rafael Branco deu salto de livro para obra literária

O livro que em 2005, já tinha sido galardoado com o prémio Sonangol, foi publicado esta semana na mediateca do BISTP em São Tomé, como nova e recente obra literária.

Posição defendida pelo próprio autor do romance Léveléngue. Tudo por causa de imprecisões e erros que marcaram a primeira edição do romance. «Tinha muitos erros, tinha até algumas imprecisões», precisou Rafael Branco.

geral rafafelErros que segundo a professora de literatura Inocência Mata, por sinal quem escreveu o prefácio da obra, tirava credibilidade e gosto de leitura. O mesmo acontece com as demais obras que são publicadas no país. «O que se passa em São Tomé e Príncipe é que os escritores publicam livros com muitos erros, e não convida a leitura, e depois ficam tristes quando os livros não são lidos, quando os livros não são estudados. Não se pode estudar livros cheios de erros. As pessoas acham que sabem tudo, não pedem opinião, as pessoas não aceitam que se diga que isto não está bom para publicação», protestou Inocência Mata.

O romance Léveléngue de Rafael Branco teve a sorte de ser retratado. A toilette feita aos erros, produziu uma obra de valor que contribui para perpetuar a memória são-tomense, em relação ao período colonial. «É um livro importante que nos fala de um certo passado, no país em que a maior parte da população nasceu depois da independência, não há memória desse próprio passado. Como o autor diz é preservar as nossas memórias para projectar o nosso futuro, é sobretudo um livro de memórias», explicou Inocência Mata que foi apresentadora do no novo livro.

publico - rafafelUm romance que tem Gabriela como personagem principal. Uma vida passada numa antiga roça colonial, que se reflecte na junção de dois termos populares de São Tomé e Príncipe, que deu título a obra. O Leve – Leve e o Lengue Lengue. « Leve – leve e Lengue – Lengue, deram o Léveléngue, que é um estado de espírito que tem um pouco de acalmia mas também de precariedade. É um termo que se aplica a história de Gabriela», detalhou Rafael Branco.

Uma história de paixão, que conduz o leitor para o conhecimento da realidade são-tomense no período colonial. «Muitas coisas acontecem a volta de Gabriela. Ela casa-se com um “Gabão”(estrangeiro), é alguém que vem da Libéria para a exportação de cacau. Apaixona-se por ele, está prestes a casar com ele mas não casa. E há um são-tomense que sempre gostou dela e que esperou 10 anos até que ela se cura-se todas as feridas para finalmente se casar com ela. Tudo isso se passa no contexto da roça colonial», relatou o autor do livro.

Um romance que produz novos protagonistas. « Ela adopta uma criança e ele adopta uma criança. Um rapaz e uma menina que vão ter uma história fora do país, passam por vários países e finalmente regressam a São Tomé, e a grane esperança dela é que esses dois jovens possam recuperar a roça que ela herdou do pai que é a roça Santy, que ainda hoje existe», conclui.

É o segundo romance do ex-Primeiro Ministro Rafael Branco. Makuta Antigamente Lá na Roça, foi o primeiro romance centrado também na realidade mais profunda e de marca de São Tomé e Príncipe na era colonial.

O público leitor, e convidado a descobrir o romance Léveléngue, que renasceu com o patrocínio do BISTP.

Abel Veiga

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    Maiker Responder

    Ler o livro de Rafael Branco é o pior que se pode fazer. Este homem fala tão mal.

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    ANCA Responder

    Boa Iniciativa Rafael Branco

    Felicito por dois motivo;

    Por um dia ter tido a ideia, pensamento de escrever…

    Por outro lado, por ter tido a Humildade, de aceitar e reconhecer, que a sua primeira edição da obra continha erros…

    Um exemplo de humildade que fica…

    Como disse Inocência Mata-

    ” «O que se passa em São Tomé e Príncipe é que os escritores publicam livros com muitos erros, e não convida a leitura, e depois ficam tristes quando os livros não são lidos, quando os livros não são estudados. Não se pode estudar livros cheios de erros. As pessoas acham que sabem tudo, não pedem opinião, as pessoas não aceitam que se diga que isto não está bom para publicação», protestou Inocência Mata.”

    “Erros que segundo a professora de literatura Inocência Mata, por sinal quem escreveu o prefácio da obra, tirava credibilidade e gosto de leitura. O mesmo acontece com as demais obras que são publicadas no país.”

    Falta-nos de facto alguma cidadania, falta-nos clareza de espírito, falta-nos sentido de Estado, de Humildade, falta-nos Responsabilidade, falta-nos seriedade, padecemos de mal de inveja, padecemos de mal de arrogância(achar-mos que somos maior, melhor, superior aos nossos concidadãos nacionais só porque somos dirigentes e temos/termos tido um cargo público ou político, ou porque somos formados,Licenciados, Doutorados e menosprezamos nossos concidadãos menos qualificados, assim como acharmos que somos melhores que outros povos, da região ao qual estamos inseridos), padecemos do mal da vaidades, mulherenguices, pouco sentido da entidade Família-a base da sociedade em que vivemos, padecemos do mal da pouca produtividade, pouco ou nada gostamos de trabalhar produzir… é altura de inverter-mos isso em nós mesmos…

    Olhemos, observe-mos anlisemos a nós enquanto País(Território/População), administração-gestão-finanças-governo…

    Somente mil quilométros quadrados…

    População- cento e oitenta mil…

    Dependemos á 120% do exterior á nível financeiro…

    Cada cidadão deve olhar para seu interior e despir, arrogância, inveja, maldade, ódio, rancor, mulherenguices, etc…

    Pra que possamos evoluir a nível de comportamentos e atitudes, pensamento e saber, saber e saber fazer, a nível social, cultural, ambiental, desportivo, político, economico e financeiro, rumo a unidade e coesão enquanto SãoTomenses, para fazermos do futuro de São Tomé e Príncipe, modermo desenvolvido sustentável…

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Bem haja Rafael Branco

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      Rudy Silva Responder

      Excelente modo de pensar e viver ….. thank you.

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    Maria silva Responder

    Pela primeira vez concordo com tudo que o ANCA acabou de dizer no seu comentário !
    Realmente é uma arrogância que não nos leva a lado nenhum, pelo contrário prejudicanos , espero que tds tenham captado ( absolvido bem ) a mensagem da professora Inocência Mata .

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    Txe Responder

    Gostei do primeiro… “Léveléngue”. Gostei tanto que até integrei algumas das suas personagens num relato curto relativo ao actual São Tomé e Príncipe. Gostei e ajudou-me a sonhar nos militantes santomenses que lutaram e lutam pela soberania e justiça social no país. “Léveléngue” é e será um estimulo para os homens e mulheres do país seguirem lutando. Um bom livro para os jovens se identificarem com as boas causas!! Obrigado Rafael, esperamos por outro!!

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    paulo pedro Responder

    -.ja iniciou o posicionamento para pré-candidatos presidenciais…Rafael…Bené…quem será o próximo a lançar??

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