São Tomé : Cidade histórica com 482 anos

Linda e banhada pelas águas do oceano atlântico, a povoação de São Tomé elevou-se a categoria de cidade a 22 de Abril de 1535 através da Carta Régia do Rei de Portugal Dom João III.

Uma cidade que nasceu como resultado do cruzamento de gentes da Europa e da África. Uma cidade que foi ganhando relevância no contexto africano em plena era colonial. Albergou a primeira Santa Casa da Misericórdia portuguesa em África.

Também em São Tomé foi criada a maior diocese do reino português em África. «Processo amplamente ilustrativo do desejo dos papas de Roma e dos Reis de Portugal de fazerem de S. Tomé um centro irradiador de religião e cultura para toda a África e assim dotarem a capital de tais riquezas e objectos de culto, que S. Tomé se podia chamar “Roma do Ocidente Austral Africano”, tal como Goa “Roma do Oriente”», relatos do século XVI, trazidos ao presente numa investigação de Albertino Bragança.

CidadeA cidade de onde partia na altura a maior produção africana do açúcar era cobiçada. Foi assaltada e incendiada por piratas e corsários, mas resistiu.

E no presente, continua a resistir a todo tipo de maus tratos, de imundice, e da incompetência dos seus gestores. Apesar de tudo continua linda.

482 anos depois da sua fundação, os são-tomenses são convidados a descobrirem e a absorverem a história da sua cidade- poçon.

Factos históricos, que resultaram de uma investigação de Albertino Bragança. Factos que levados ao parlamento, permitiram o resgate histórico do dia da Cidade de São Tomé. Leia com atenção – PALESTRA CIDADE DE S. TOMÉ

Abel Veiga

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    zé maria cardoso Responder

    «… quero e me apraz que de aqui em diante seja cidade e se chame cidade de S. Tomé e lhe dou e concedo todos os privilégios e liberdades e preeminências que têm e são outorgadas às outras semelhantes cidades de meus Reinos…» 22 Abril de 1535
    «… a cidade de S. Tomé, a primeira dentre as que a colonização portuguesa fundou em África, merecia que esse passado fosse conhecido e interiorizado pelos santomenses, que tudo deveriam fazer no sentido de, através de uma acção incisiva a nível internacional, pugnar pela sua institucionalização como Património da Humanidade.»
    Parabéns Albertino Bragança!

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    Brasileiro Responder

    Parabéns à todos.

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    Arroz13contos Responder

    Patabéns!

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    luisó Responder

    Por tudo isto já o disse muitas vezes e vou repetir: não tenho dúvidas que com vontade os governantes do País e autarcas deveriam antes de mais reunir e solicitar á UNESCO que a cidade seja considerada e inventariada como patrimônio histórico e imaterial da humanidade e sendo aceite usufruir das condições técnicas e monetárias para que esta cidade seja reconstruída e reabilitado o seu patrimônio habitacional porque assim torna-se-á uma cidade com futuro.

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    cacau2 Responder

    Isso existe ainda.
    Ja se faz muito tempo que deixei isto la. Quando estavamos a contruir eu disse será que ia demorar tanto assim?
    Parabens

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    Peixe Responder

    Só se mostra a parte bonita e que o privado se esforça em manter, o estado subdividido em colono preto um que deixou o poder a anos é o colono preto dois que andava na oposição e que agora esta no poder e é um ditador, não fizeram nada para a cidade, as infraestruturas nomeadamente estradas e edifícios estão tão velhos, esburacadas e as ruas estão mal cheirosas, cheiram fezes nas praias, urina nas praças e lixo podres. Isso sim deveria ser escrito por histórico 482 anos.

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    Maria de Fatima Santos Responder

    Oh minha cidade… cidade minha! Quem te viu e quem te vê… Invadida por gentes nao sei de onde; regras da urbe esquecidas… quem te viu e quem te vê!

    Em que se transformou a loja Casais, Joao Ribeiro, Casa Oriente, Francisco Cabral, MERCADO MUNICIPAL, o jardim à frente, a praça de taxis, dispensário anti-tuberculoso, RIO AGUA GRANDE, PONTE TAVARES, enfim… é esta a rica cidade de S. Tomé? Em que e como se transformou?… E o cheiro e imundície, faça-me o favor autarquia!

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