Termina ano lectivo desportivo

Maria Manuela Margarido (MMM) acolheu este final de semana o 1º festival desportivo-cultural, promovido pelo Ministério da Educação, Cultura, Ciência e Comunicação, no quadro do mês das crianças e por conseguinte, o encerramento do ano lectivo desportivo, com o destaque para escola de Ribeira Peixe.

Todos os caminhos desportivos na manhã do pretérito sábado deram ao pavilhão desportivo do segundo maior liceu do país, MMM, na capital do Mé-Zóchi, fazendo com que o mesmo registasse uma boa moldura humana, entre os participantes, convidados e curiosos, que coloriram e deram brilho à génese do evento, que voltará em grande no ano lectivo 2017/2018, segundo o coordenador do organismo que organizou o evento, Jaylson Carvalho.

Face as dificuldades financeiras, não foi possível estender o leque das escolas participantes, por isso, de forma ajuizada foram eleitas seis estabelecimentos do ensino, com alunos de idade compreendida entre os 7 aos 10 anos, representando os seis distritos do país, Ribeira Peixe (Caué), Praia Rei (Cantagalo), Ponta Figo (Lembá), Agostinho Neto (Lobata) Batepá (Mé-Zóchi) e Boa Morte (Água-Grande).

De forma disciplinada os miúdos deram o grande exemplo de fair play, do espírito competitivo e do trabalho em equipa, gestos que mereceram coros de aplausos da amimada plateia, onde figuraramo director da Direcção do Ensino Básico, Esmael Fernandes, Director dos Desportos, Angélico Santos, Representante Adjunta da UNICEF para São Tomé e Príncipe, Ainhoa, bem como dos demais directores das escolas intervenientes.

Na hora marcada, as escolas organizadas por zonas, sul, norte e centro, partiram para o desfile, onde em seguida entoaram de forma emocionante o hino nacional, dando o grande sinal de respeito a um dos símbolos nacionais.

FESTIVAL (2)Ainda no advento da competição, no uso da palavra, o director do Ensino Básico ressaltou a importância do evento para socialização das crianças e bem como da prática das actividades físicas para a nossa saúde.

“Desporto é vida e também saúde. A prática desportiva é uma forma de sentimos livre de vários males, e também ajuda-nos ao combater algumas situações que têm condicionado a inclusão social”.

Posto o advento, veio o desenrolar da competição, que começou com o “estupendo” e “didáctico” aquecimento, coordenado pelo professor Jaylson Carvalho, deixando os miúdos apitos para a disputa dos pontos, nos diversos jogos que pintaram o calendário da prova, que começou com actividade de Estafeta (uma das provas de atletismo) e terminou com a do resgate.

Por meio tiveram que superar os seguintes jogos: o voleibolista, o basquetebolista, o lançador, o futebolista, o velocista e os arcos.

Feito a matemática, a formação do extremo sul, Ribeira Peixe, foi a grande vencedora, contabilizando 42 pontos, mais três que a congénere do extremo norte, Ponta Figo, e sete que a similar de Boa Morte, que fechou o pódio.

Já as outras escolas ficaram colocadas nas seguintes posições, 4º Agostinho Neto (27), 5º Praia Rei (23) e 6º Batepá (21).

Como o prémio de participação, foram entregue a cada escola, um certificado, e aos vencedores, alguns materiais desportivos como bola, colete e disco.

O evento que terminou com sorriso de todas as crianças e os respectivos responsáveis, contou com o forte apoio da UNICEF, que se fez representar no acto pelo Ainhoa, que aproveitou a ocasião para grifar que a prática desportiva nas escolas, por meio da Expressão Motora e Educação Física é tão importante como as outras disciplinas, acrescentando que “ o mesmo ajuda no desenvolvimento pleno das crianças, ao nível físico, humano, social e intelectual. E também ajuda na formação formal dos homens”.

Para além da parte lúdica e desportiva, o festival ficou marcado por algumas apresentações culturais, proporcionadas pelos alunos, ussúa e chabeta; e também uma dramatização.

Quem também fez-se ouvir nesta ponta final, foi o Jaylson Carvalho, que agradeceu os alunos, os convidados e os curiosos pela presença e a forma como viveram o festival, plissando que o mesmo superou a espectativa da comissão organizadora.

“Com este evento achamos que terminou da melhor forma a época desportiva nas escolas, uma vez que conseguimos realizar 75% das actividades programadas para este ano, somente uma que não levamos acabo, devido a restrição financeira, mas acreditamos que no próximo ano, vamos conseguir concretizar todas. Só temos que agradecer a todos que contribuíram de forma directa ou indirecta para este resultado”, finalizou Carvalho.

Com balanço do Carvalho, parece que está tudo contado em torno do festival que no quadro do mês das crianças, encerrou ano lectivo desportivo 2016/2017, que começou no dia 10 de Dezembro, com a abertura dos jogos Moche.

Gil Vaz

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