STP estreia no apuramento para CHAN com desaire frente aos Camarões

A primeira mão da preliminar de acesso ao CHAN2018, não correu em perfeição, em termo desportivo,a selecção nacional de São Tomé e Príncipe, que perante o seu público, curvou aos pés dos “Leões Indomáveis”, por 2-0, numa partida disputada no Estádio Nacional 12 de Julho.

O Nacional 12 de Julho foi palco, este final de semana, de mais um duelo internacional dos “Falcões e Papagaios”, desta vez diante dos Camarões, com 70% do favoritismo do adversário, assumiuna vésperao seleccionador nacional de STP, que surpreendeu toda a opinião pública, ao realizar uma revolução na equipa nacional.

Esta renovação trouxe muito pessimismo e dúvida quanto ao valor dos seleccionados para o desafio, que pairou até o pontapé de saída, mas logo que o esférico começou a rolar os mesmos foramtodos para o esquecimento, com a classe da nova geração, a vir lá de cima, chegando mesmo a colocar em sentido, na etapa inicial, os “Leões Indomáveis”, para alegria de mais de oito mil corações presentes no palco das emoções.

Entre eles o chefe do executivo santomense, Patrice Trovoada, mais alguns elementos do seu elenco, que da tribuna presidencial sorriam e aplaudiam as investidas dos pupilos de Gustavo Clemente.

E os jornalistas? Esses não cansavam de elogiar a coragem e a determinação dos miúdos, que encararam de igual para igual os visitantes, cometendo na etapa inicial, apenas um pecado, que foi aos 41minutos, quando os homens da retaguarda deixaram fugir pela esquerda o atacante, Pangop, que com classe atirou a contar, fazendo 1-0, resultado que prevaleceu até o descanso.

Findado o intervalo, as equipas regressaram para osúltimos 45 minutos, com os mesmos 11 que começaram o desafio inédito entre as selecções.

Surpreendido com a postura do combinado nacional no primeiro tempo, os Camarões recomeçaram forte de modo a intimidar os miúdos das ilhas maravilhosas, que provaram mais uma vez que a nossa pequenez reside apenas no território, e não na qualidade, voltando a meter água na fervura, equilibrando o jogo e discutindo-o no meio campo.

Mas esta postura trouxe algumas consequências para a nossa jovem selecção, onde a média da idade ronda os 23 anos, porque começou a faltar pernas, imaginação e concentração, que resultou no segundo golo da turma camaronesa, decorridos 70 minutos, na cobrança de uma grande penalidade, por intermédio do Fosso.

2-0 não desmoralizou a barreira nacional, não obstante da quebra física e anímica dos nossos jovens.

Vendo isso, o seleccionador nacional, lançou para o rectângulo do jogo, três pérolas da academia santomense de futebol, Pajo, Dinho e Ronaldo, para refrescarem o 11 nacional, dando de igual modo a primeira internacionalização aos atletas.

Os mesmos não acrescentaram muito em termo ofensivo, mas conseguiram manter a dinâmica da equipa, que manteve o resultado (0-2) até o último apito do juiz da partida, para alegria dos santomenses no 12 de Julho, que desvalorizaram o placard, e enalteceram o facto de ter nascido neste duelo, uma nova geração.

Falando aos nossos microfones, o seleccionador nacional, Clemente, atribuiu nota positiva aos seus jogadores, sublinhando que não foi um mau início da revolução.

“Do ponto de vista daquilo que foi o rendimento da nossa equipa, eu posso dar a nota positiva, porque a maioria dos jogadores estavam a representar a selecção nacional pela primeira vez. Perder com Camarões, por 2-0, não é mau início para esta geração, mas nunca é bom perder em casa”.

As equipas voltam ao encontrar no próximo 18/19, para o desafio da segunda mão, na capital camaronesa.

Henrie Martins

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    ANCA Responder

    Para que possamos almejar lugares cimeiros a nível nacional, regional, nas competições internacionais, precisamos de uma nova orgânica, na composição da federação nacional de futebol, bem como na equipa técnica, da seleção.

    Temos bons treinadores nacionais, bons jogadores, apesar de praticarem futebol amador no campeonato nacional, torna-se necessário que a preparação para estes encontros, partidas de futebol, competição internacional, sejam estudada/planeada cuidadosa, antecipadamente pela federação, realização de treinos e jogos e caráter particular, com outras seleções de nível superior, bem como o devido apoio ao selecionador e a equipa técnica, em questões de suporte de trabalho.

    A equipa técnica de futebol da federação deve ser composta por pelo menos cinco elementos, três treinadores sendo que um deve ser da Região Autônoma do Príncipe e dois preparadores físicos, tenhamos como exemplo a seleção da Alemanha.

    Por outro lado, é necessário uma cultura, uma visão, delinear de uma estratégia, parcerias, entrosamento, entendimentos a curto, médio, longo prazo, para a seleção, delinear objetivos;

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    Os jogadores tiveram bem, defensivamente, mas mal na transição, muita lentidão, muitas perdas de bola, passes errados mal executados.

    Importante queremos mais para seleção, mediante as condições de que dispomos.

    Acredita, junto somos capaz, somos mais fortes

    Se sabes ensina quem nada sabe, se tens ajuda quem nada tem

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

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