Países chegam a acordo para combater malária

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

Decisão foi tomada durante Assembleia Mundial da Saúde, que está sendo realizada em Genebra; estratégia global quer reduzir novos casos em 90% e eliminar a doença em pelo menos 35 nações até 2030.

 

Eliminação da malária. Foto: OMS/S. Hollyman

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Assembleia Mundial da Saúde anunciou esta quarta-feira que os Estados-membros chegaram a um acordo sobre a estratégia global de combate à malária entre 2016-2030.

O objetivo é reduzir a incidência mundial da doença em 40% até 2020 e em 90% até 2030. A ideia é eliminar a malária completamente de, pelo menos, 35 novos países nos próximos 15 anos.

Portugal

O ministro da Saúde de Portugal, Paulo Macedo, está participando da 68ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra.

Em entrevista à Rádio ONU, já de volta a Lisboa, o ministro português falou que além da malária, um dos pontos principais das discussões foi o combate ao ebola.

“Há um aspeto essencial que foi relativo às ilações e consequências a retirar da crise do ebola e da forma como as entidades e os responsáveis mundiais responderam a esta crise. Foram também abordados pelos diferentes países a forma como os diferentes sistemas de saúde têm feito face aos tempos de crise e a necessária resiliência que os sistemas de saúde, designadamente os públicos, foram chamados a adotar nesses tempos difíceis de crise.”

Mortalidade

Segundo a OMS, entre 2000 e 2013 o índice de mortalidade de malária caiu 47%. Apesar disso, a doença ainda mata 584 mil pessoas por ano.

A agência da ONU recomenda um pacote de medidas básicas para combater o problema, entre elas estão o controle do mosquito transmissor e a quimioprevenção, que é a combinação de vários remédios dados às crianças em três doses mensais.

Além disso, a organização recomenda também o tratamento e o diagnóstico precoce. Todos esses processos implementados conjuntamente já provaram ser eficazes na luta contra a malária.

A OMS alerta que milhões de pessoas em todo o mundo, mas principalmente na África, não recebem qualquer tipo de tratamento ou têm acesso a remédios para combater a doença.

Meta

A meta é trabalhar em conjunto com os países endêmicos e desenvolver programas específicos para atender as necessidades dessas regiões.

A iniciativa tem três pontos importantes. O primeiro, é garantir o acesso universal aos serviços de tratamento, diagnóstico e prevenção. Depois, é preciso acelerar os esforços para a eliminação da doença e por último, é preciso fortalecer as operações de vigilância.

Os Estados-membros da OMS concordaram também com o plano de orçamento para o período 2016-2017, que será de US$ 4,3 bilhões, o equivalente a mais de R$ 12 bilhões.

O dinheiro será usado para atender as necessidades dos países, aprimorar as experiências com a epidemia de ebola e lidar com as prioridades de emergência, como por exemplo, a resistência de alguns vírus a antibióticos.

Na agenda estão ainda projetos nas áreas de saúde e meio ambiente e a contínua luta não somente contra malária, mas  também contra a hepatite.

 

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