Investimentos contra HIV precisam dobrar para US$ 38 bi até 2030

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

Segundo secretário-geral, são gastos por ano US$ 19 bilhões para combater a Aids, mas fim da epidemia nos próximos 15 anos só será possível com aumento dos investimentos; Ban Ki-moon também participou da conferência da Caricom.

Ban Ki-moon discursa aos líderes do Caribe. Foto: ONU/Evan Schneider

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU está em Barbados e discursou esta sexta-feira em Bridgetown, no lançamento de um relatório sobre combate à Aids, lançado pelo Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, e a Comissão Lancet.

Para Ban Ki-moon, a epidemia “só piorou com leis punitivas e estigma”, prejudicando o acesso ao tratamento do HIV. Ban declarou que “a homofobia ameaça os direitos humanos e a saúde pública” e que “não se pode tolerar a discriminação baseada na orientação sexual ou identidade de gênero”.

Financiamento

O secretário-geral explicou que o relatório traz quatro mensagens importantes. A primeira é que o mundo tem os conhecimentos  necessários para acabar com a epidemia de Aids até 2030.

O segundo ponto é sobre a urgência de se aumentar os investimentos. Ban Ki-moon destacou que o mundo investe, por ano, US$ 19 bilhões, mas para acabar com o HIV, é preciso dobrar esse valor, passando a US$ 38 bilhões por ano. Ele pediu aos países e ao setor privado que aumentem o financiamento pelos próximos cinco anos.

Ativismo

O relatório fala sinda sobre a importância do apoio ao ativismo de jovens, mulheres e gays porque segundo Ban Ki-moon, “o ativismo ajuda a garantir o acesso a medicamentos, à influência política e à justiça”.

O secretário-geral ressaltou que o quarto ponto importante é “não deixar ninguém para trás, porque a Aids acabará apenas for garantida a proteção dos direitos de todas as pessoas”.

Caricom

Na noite de quinta-feira, Ban Ki-moon também discursou em Barbados na Conferência dos Chefes de Estado dos Governos da Comunidade Caribenha, Caricom.

O secretário-geral disse que os líderes caribenhos estão entre os que mais respondem ao desafio de combater a mudança climática. Ban disse que os governos da região do Caribe tem demonstrado “autoridade moral” e “liderança” nos setores de energia renovável e ao lidar com os riscos de catástrofes naturais.

Negociações

Ban Ki-moon também convidou os líderes caribenhos a participar de três encontros internacionais importantes que ocorrem este ano: a Conferência sobre Financiamento para o Desenvolvimento, em Adis Abeba; o encontro para a finalização da agenda pós-2015 em Nova York e a Conferência do Clima, em Paris.

O secretário-geral destacou que o total engajamento político dos países do Caribe é essencial para o sucesso das negociações.

 

 

 

 

 

 

 

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