Chefe da FAO diz que “ninguém é produtivo com fome”

Parceria – Téla Nón  / Radio ONU

Em entrevista à Rádio ONU, em Adis-Abeba, José Graziano da Silva destaca proteção social e fala do papel dos setores público e privado no investimento agrícola; diretor-geral da agência participa da 3ª Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento.

José Graziano da Silva. Foto: FAO/Alessandra Benedetti

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, José Graziano da Silva, afirmou que “ninguém é produtivo com fome”.

A declaração foi feita durante um evento paralelo à 3ª Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, esta quarta-feira, que debateu investimentos, agronegócio, segurança alimentar e nutricional.

Em entrevista à Rádio ONU, em Adis-Abeba, Graziano da Silva, destacou a questão da proteção social que, segundo ele, não é “caridade”.

Brasil

“Os dados principalmente da América Latina, e do Brasil, em particular, onde nós temos quase 50 milhões de pessoas recebendo transferências do Bolsa Família, mostraram que essas famílias muito pobres gastam o dinheiro basicamente em comida. Melhoram o nível de alimentação, se tornam mais produtivas. Ninguém trabalha com fome. Ninguém é produtivo com fome. Então, esse gasto das famílias retorna imediatamente para as economias locais, Proteção social é um tipo de investimento no pobre, investimento para ele se tornar um cidadão”.

O diretor-geral da FAO disse ainda que os setores público e privado “têm ação complementar no que diz respeito ao investimento no setor agrícola”.

Segundo Graziano da Silva, “é o setor privado que gera emprego”.

“Esses investimentos complementam o papel do setor público em relação à educação, saúde e proteção social. É muito importante entender a proteção social como um elemento complementar aos investimentos privados”.

A conferência em Adis-Abeba vai até quinta-feira e reúne chefes de Governo, ministros de Estado, representantes de ONGs, empresas e da sociedade civil.

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    José Luís de Jesus Responder

    Por outras, também não há produtividade com homens doentes.

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