Poluentes do clima contribuem para 7 milhões de mortes por ano  

Parceria / Téla Nón – Rádio ONU

Organização Mundial da Saúde fala sobre urgência em reduzir emissões dos gases metano, ozônio e carbônico; além de piorarem o aquecimento global, esses poluentes prejudicam a saúde; OMS propõe medidas aos governos.

Até 2030, os países devem reduzir o número de mortes e de doenças causadas por químicos e poluentes do ar, do solo e da água. Foto: Tran Thi Hoa / Banco Mundial

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, alertou que é preciso com urgência reduzir as emissões dos gases ozônio, metano e carbônico e do dióxido de carbono, porque todos contribuem para o aquecimento global e causam mortes.

Um relatório divulgado pela agência esta quinta-feira destaca que esses gases contribuem para mais de 7 milhões de mortes prematuras por ano, devido a problemas de saúde ligados à poluição do ar.

Ações

Mas intervenções dos governos podem reverter o quadro e melhorar a segurança alimentar e até aumentar a atividade física da população. Pela primeira vez, a OMS está recomendando ações aos Ministérios de Saúde e Meio Ambiente e a governos federais e locais, que levem à redução das emissões desses gases.

A agência da ONU calcula que essas medidas podem prevenir 3,5 milhões de mortes prematuras por ano até 2030 e salvar até 5 milhões de vidas até 2050. A OMS confirma que já estão disponíveis 20 ações de baixo custo para mitigar os efeitos dos poluentes do clima.

Transportes

Essas medidas incluem: reduzir as emissões de gases dos veículos, utilizar combustíveis renováveis, diminuir o desperdício de comida e prevenir a mudança climática.

Outras intervenções são mais complexas, porém necessárias. Uma é reduzir as emissões de gases dos veículos. Isso pode ser feito com a implementação de padrões mais altos de eficiência para diminuir a liberação do gás carbônico e outros poluentes.

Cozinha

Com isso, a qualidade do ar também melhora e assim, diminuem os casos de doenças respiratórias. Outra medida é investir em alternativas aos carros, ou seja,  em transportes públicos e criar vias seguras para pedestres e ciclistas. Nos dois últimos casos, o cidadão tem até a chance de praticar uma atividade física.

A OMS lembra também de 2,8 bilhões de pessoas de baixa-renda que dependem de carvão e de outros combustíveis sólidos para cozinhar e se aquecerem, aumentando as chances de doenças respiratórias. Nestes casos, é preciso fornecer alternativas, como  combustíveis mais limpos e fogões mais eficientes.

Agenda 2030

Para as populações de rendas alta e média, a OMS indica o aumento do consumo de vegetais, para reduzir os riscos de doenças do coração e de câncer, e diminuir as emissões do gás metano, associado a alimentos de base animal.

A OMS lembra que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável têm uma meta específica sobre saúde global: até 2030, os países devem reduzir o número de mortes e de doenças causadas por químicos e poluentes do ar, do solo e da água.

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