ONU diz que é importante proteger florestas e agricultura

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

COP21 debateu esta terça-feira impactos da mudança climática nos dois setores; Nações Unidas afirmam que ação vai resultar na melhora dos meios de subsistência e na capacidade de alimentar o mundo.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Conferência da ONU sobre Mudança Climática, COP21, debateu esta terça-feira, a proteção das florestas e da agricultura como forma de melhorar os meios de subsistência e a capacidade de alimentar o mundo no futuro.

Os impactos da mudança climática ameaçam os dois setores e novas parcerias foram anunciadas entre organizações e outros atores para eliminar o desmatamento e a degradação das florestas.

Agenda de Ação

Neste segundo dia da COP21, os participantes discutiram a Agenda de Ação Lima-Paris, Lpaa, que é uma iniciativa dos governos do Peru e da França, da ONU e da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Unfccc.

O plano tem como meta fortalecer as ações climáticas além da COP21 através da “mobilização de ações globais para alcançar sociedades de baixo carbono e resilientes”.

Nas quase duas semanas da Conferência em Paris, serão debatidos 12 eventos temáticos para expor como as questões sobre o clima afetam vários setores. Além disso, os participantes vão sugerir soluções para combater esses problemas.

De acordo com a ONU, aproximadamente 1 bilhão de pessoas dependem diretamente das florestas para sua subsistência e a cada ano, cerca de 12 milhões de hectares dessas florestas são destruídos.

Desmatamento

Os cientistas dizem que o desmatamento é responsável por 11% das emissões globais dos gases que causam o efeito estufa.

Governos e organizações como a FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Ifad, anunciaram seis novas iniciativas de cooperação.

O grupo mostrou como a agricultura é um dos setores mais afetados pelas condições climáticas extremas, mas ao mesmo tempo, é responsável por 24% das emissões dos gases que causam a própria mudança climática.

As iniciativas terão como alvo quatro áreas essenciais: o solo das terras agrícolas, o setor pecuário, as perdas e o desperdício de alimentos e os métodos de produção sustentáveis e a resiliência dos agricultores.

As parcerias devem liberar dinheiro e “know-how” tanto para países desenvolvidos como em desenvolvimento para ajudar os agricultores a se tornarem peças-chave no esforço global para atingir um futuro de baixo carbono e de resiliência climática.

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