Zimbabué: escassez de comida deve afetar 1,5 milhão nos próximos meses

PARCERIA – Téla Non / Rádio ONU

Sistema da ONU e governo do país avaliaram o impacto da seca causada pelo fenómeno climático El Niño com outros parceiros; preparação para resposta está a ser intensificada.

Alguns países do continente africano já declararam estado de emergência devido à seca.  Foto: Ocha

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O governo do Zimbabué e o sistema da ONU no país organizaram uma reunião para avaliar o impacto da seca causada pelo fenómeno climático El Niño na nação africana.

O encontro também procura urgentemente preparar uma resposta coordenada às prováveis necessidades humanitárias.

Alimentos

Nos próximos três meses, a escassez de comida vai afetar 1,5 milhão de pessoas no país até a próxima colheita. Até lá, a expectativa é de que o número de elementos vulneráveis aumente de forma significativa devido à iminente seca causada pelo El Niño.

Perante a situação agravada pelo clima seco do ano passado e pelos desafios económicos, o coordenador residente da ONU no país, pediu união e foco na resposta.

Bishow Parajuli quer uma série de ações “adequada e oportuna às necessidades urgentes das pessoas em condição de insegurança alimentar”.

Resiliência

O também representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, destacou ainda a “construção de resiliência comunitária” como um “componente integral” da resposta.

Com a tendência atual deve aumentar o plano inicial de resposta de US$ 132 milhões, lançado em outubro de 2015 para abordar a questão de insegurança alimentar.

Recursos

Até o momento, apenas US$ 59 milhões foram mobilizados, em dinheiro e alimentos, principalmente pelo Fundo Central de Emergência da ONU, Cerf, pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido.

A ressaltar as lacunas de financiamento ainda restantes, o coordenador residente da ONU considerou “fundamental responder urgentemente ao crescente desafio humanitário causado pelo El Niño”.

África

O atual fenómeno climático, um dos mais fortes em 35 anos, vai continuar ativo até o primeiro trimestre de 2016. Portanto, deve influenciar a maior parte da temporada agrícola na África Austral.

Com o agravamento dos efeitos das alterações climáticas, as secas têm sido mais frequentes e graves na região.

Combinada com o fenómeno El Niño deste ano, a atual situação tem grande impacto nos meios de subsistência e nas economias regionais. Cerca de 30 milhões de pessoas estão em condição de insegurança alimentar apenas no sul da África.

Alguns países na região já declararam a emergência devido à seca, numa ação para aumentar a resposta humanitária.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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