Cacau e turismo estimulam economia de São Tomé e Príncipe

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

FMI elogia perspetivas encorajadoras após visita de representante ao país; expectativa é que o PIB cresça e a inflação mantenha o nível mais baixo em 20 anos; órgão quer que a dívida pública continue em nível que pode ser administrado.

Crescimento do PIB de São Tomé e Príncipe se deve, em parte, à recuperação da produção do cacau. Foto: Ifad/Susan Beccio

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

São Tomé e Príncipe deve registar um crescimento do Produto Interno Bruto de 5% graças ao investimento público, à recuperação da produção de cacau e ao aumento de investimento no turismo.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, prevê que a inflação continue em torno dos 4%, nível considerado o mais baixo das últimas duas décadas.

Oportunidades

Um nota elogia as “perspetivas económicas encorajadoras” do país após uma visita realizada esta semana pela diretora do Departamento Africano do FMI, Antoinette Sayeh.

No país, a representante reuniu-se com o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, altos funcionários do governo, deputados, doadores e representantes do setor privado e da sociedade civil.

Nas reuniões, o FMI disse terem sido discutidas as oportunidades e os desafios são-tomenses e como “transformar um crescimento económico robusto em melhores condições de vida para os cidadãos”.

Crescimento

O órgão ressalta reformas essenciais recentes, mas recomenda medidas adicionais para reforçar a economia e consolidar um crescimento de alto nível. Uma das propostas é que seja melhorada a cobrança de impostos e fortalecido o sistema financeiro.

Para o FMI é importante que São Tomé e Príncipe mantenha a “postura fiscal prudente” para garantir que a dívida pública continue administrável.

Em 2015, o órgão aprovou um crédito de cerca de US$ 6,2 milhões para apoiar o programa económico do país.

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    ANCA Responder

    Esta é uma excelente notícia.

    Mas temos que continuar a arregaçar as mangas, mais e melhor, organizar-mo-nos, em todos aspectos do quotidiano Territorial/Populacional e da Administração, à nível social, cultural, ambiental, energético, agua e saneamento básico, desportivo, político, económico e financeiro.

    Aposta deve continuar na formação, qualificação agrícola, pecuária, no sector da economia do Mar, pequenas médias indústrias, bem como aposta forte na formação qualificação no sector do Turismo.

    No sector Primário

    No sector agrícola melhorais na organização, nas regras do saber e saber fazer na produção, na conservação, na criação diferenciação de lotes, nas embalagens, criação de rótulos, designação de origem, certificação, na melhoria da qualidade dos produtos nacionais, é imperioso de forma a gerar mais valias na transformação/exportação para a conquista de mercados Regionais/Mundiais.

    Seja no plantio, produção de café, cacau, flores, bananas, pêssegos, laranjas, tangerinas,etc,etc,… frutas, produtos hortícolas.

    Continuar acreditar investir no fomento fortalecimento mediante formação qualificação, introdução e escolha de melhor espécies na pecuária, aumento de produção de Ovinos, aumento criação de Caprinos, aumento de criação de Bovinos, processamento de seus derivados de modo controlado(certificação, matadouros, higiene, conservação e segurança), até nas embalagens, rótulos, designação de origens controlada, calibração( diferentes lotes), condições no transportes, na conservação nos pontos de vendas, Talhos, controlo de datas de validades. Associar à procura captura de investidores internos externos, no ramo de transformação destes derivados, como leite, conservas, produção de queijos, manteiga, óleos, etc, etc,…e é possível acredita.

    Crê no fomento das economias do mar(pescas, desporto náutico(Velas, Motos de Água, Botes de passeios, Rotas de Cruzeiros, Investigação Marítima, Turismo Marítimo(observação de Baleias e Golfinhos, Mergulhos, Campeonatos internacionais de pescas, Voleibol de praia, Surf´s,,etc,etc,…) aquacultura, ás algas, os crustáceos, o pescado com valor nutricional, transformar a pesca artesanal com canoas, em pescas Semi-Indústrial, com introdução de Traneiras de pescas processamento e conservação de pescado.Legislar o sector para a qualidade(ver e notar o que já se faz por exemplo em Cabo-Verde, como lógica de exemplo), etc, etc…

    No sector secundário aproveitar apoiar e desenvolver mediante formação qualificação as indústrias de transformação de minérios em utensílios, como panelas, por exemplo(uma forma alternativa de criação do próprio emprego, indústrias de transformação de barros, areias, vidros, fazer panelas, copos, objectos de embelezamentos, tijolos, etc, etc,…pequenas indústrias de transformação de frutas em produção de doces, com designação de origem rótulos, exportação, pequenas médias indústria da moda( produção de roupas e sapatos), mediante formação, inovação para exportação, artesanato, desenhos artes, quadros, pinturas, carpintarias(Moveis, Madeiras, Cerâmicas).

    Tudo tomando de antemão o peso do riscos que as actividades humanas exercem sobre o ambiente/meio, monitorizar, acompanhar, legislar, prevenir a destruição da flora e da fauna bem como a escassez de recursos naturais(ênfase a Água a qualidade do Ar), extinção de espécies.

    Sector Terciário

    Aposta no Turismo, Rural, Ecológico, bem como turismo de sol.

    Aposta na formação, melhoria de ligação e transporte, captura de investimento em instalação de Resortes e Hoteis, externos internos, criação, aproveitamento de monumentos com valor históricos, de embelezamentos da riqueza Histórica, a valorização da tradição cultural, demonstração de cultura, dança, música, gastronomia, roupa, sapatos, artesanato, mobiliários, artes, etc, etc,… formação de guias históricos, criação de rotas terrestres/Marítimas de Turismos, aliada a histórias de Biodiversidades, aproveitar a qualificação dos quadros nacionais formados em articulação com universidades onde estão a desenvolver e terminar estudos, para exportação de experiência e vendas de prestação de serviços a outros países da região ou mundial, à nível de candidaturas à projectos concursos de prestação de serviços(cadernos de encargos), de forma a fazer arrecadar receitas extras ao Território/População/Administração.

    Manter a limpeza das estradas dos passeios, acabar com vendas nos passeios, garantir a segurança e higiene dos produtos vendidos na rua, obras de embelezamentos das cidades, saneamentos do meio, aposta na segurança interna territorial marítima, dar atenção devida a questão das condições e seguranças de crianças, trabalho infantil, violação, violência domestica, apostar nos cuidados de saúde, melhor gestão dos Hospitais e centro de Saúde, ás maternidades, etc, etc…

    Tanto em São Tomé bem como no Príncipe

    Se se queres ver o País bem

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

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      Mário Responder

      O senhor Anca escreve coisas tão agradáveis para o nosso país, que me surpreende. Ás vezes custa-me a entender porquê que temos um país tão pobre! Uma vez que temos pessoas com tão boas ideias? Se se conseguíssemos um governo que pudesse aplicar pelo menos 80% daquilo que o senhor aqui escreveu, em pouco tempo tínhamos um país desenvolvido. Só que do leque dos seus registos, o senhor terá esquecido de acrescentar uma coisa: engarrafamento de água. Sabe que existe uma fábrica completamente montada em S. José, pelos líbios, e que está às moscas? Pode crer que é a mais absoluta verdade! E ninguém faz nada!

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    Ralph Responder

    Identificar as soluções é a parte mais fácil. Muito mais difícil será a implementação, o que incluirá o ultrapassar de más como corrupção e nepotismo. Para além disso, o vosso país enfrenta um conjunto de obstáculos que serão muito difíceis para superar, tais como a grande distáncia dos mercados globais principais (ex. os EUA e a Europa) e a pequena população. Nada disto é insuperável, só é muito difícil.
    A questão que tem de ser feita é se o governo quer que as medidas necessárias sejam implementadas, pois essas vão provávelmente vir ao custo do poder do próprio governo e dar mais poder ao povo. É isto que muitas vezes impede que os governos de países sub-desenvolvidos introduzam as mudanças necessárias para melhorar a situação económica. Pelo menos, no entanto, há gente que está a pensar nas soluções, porque sem esperança, não há nada.

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