Unicef investe US$ 10 milhões em água e saneamento em Moçambique

PARCERIA  Téla Nón / Rádio ONU

O especialista da agência nos país afirma que montante será aplicado em advocacia; província central da Zambézia é o foco devido ao número de habitantes e à fraca cobertura da rede de serviços do setor.

Acesso à água e ao saneamento básico é um direito humano. Foto: Banco Mundial

Ouri Pota , da Rádio ONU em Maputo.

Aumentar o apoio ao setor da água e saneamento em zonas rurais é um dos principais objetivos do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, em Moçambique.

Em conversa com a Rádio ONU, em Maputo, o especialista em Água e Saneamento Ambiental na agência, Alfonso Alvestegui, citou os motivos da atenção dada à segunda região mais extensa e populosa do país.

Melhores Serviços

“O nosso alvo é a província de Zambézia para apoiar o governo, as comunidades para ter melhor acesso a água e saneamento ao nível comunitários das escolas. A ideia é também, nos próximos anos, apoiar os centros de saúde para que tenham melhores serviços. A cobertura de água está em pouco mais de 25% e a cobertura de saneamento em mais de 10 %. Como é possível viver assim?”

O Unicef Moçambique trabalha igualmente nas províncias de Tete, Manica e Inhambane. Para uma maior cobertura, Alfonso Alvestegui  considera a necessidade de partilha ao lidar com a questão de água e saneamento.

Desafios

De acordo com o mais recente Relatório sobre a Situação da Criança, um em cada quatro moçambicanos tem acesso a infraestrutura melhorada de saneamento.

Alvestegui disse que os desafios incluem o apoio a vários níveis, num país onde os mais de 12 milhões de crianças compõem 52% da população total.

Comunidades

“O apoio para que os governos provinciais e distritais possam implementar os projetos para que efetivamente a infraestrutura estejam lá. Um segundo elemento é gerar demanda. Se as famílias, as comunidades, as escolas não exigem os seus direitos para ter melhor água, melhor saneamento é muito difícil reagir. O acesso à água e saneamento é um direito humano”.

Em Moçambique, a percentagem de pessoas que consomem água de fontes melhoradas aumentou de 37% em 2003 para 53% em 2011.

 

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