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Mais energia a partir de resíduos em África – PNUMA

PARCERIA /Téla Nón – Rádio ONU

Agência elogia processo de produção simultânea de calor e de eletricidade, que envolve até o açúcar; número de africanos sem acesso à rede elétrica no continente deve chegar a 700 milhões até 2030.

Programa defende transição para eficiência energética. Foto: Pnuma

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, considera a produção simultânea de calor e de eletricidade um meio inovador para que África satisfaça as suas necessidades energéticas.

O processo, chamado cogeração, envolve resíduos de produtos como açúcar, celulose e papel, além de sobras do processamento de culturas como madeira, café, milho, arroz, sisal, óleo de palma, para transformação em energia.

Mais Lucros

A agência da ONU destaca a possibilidade de as indústrias e os agricultores que fornecem essas matérias-primas obterem mais lucros com o processo.

Em todo o continente, cerca de 600 milhões de pessoas não têm acesso à rede elétrica e estima-se que o número chegue aos 700 milhões até 2030.

Com a alta dependência pela energia hidrelétrica na África Oriental e Austral, a biomassa é vista como complementar às necessidades de energia.

Solução

A matéria orgânica nas duas sub-regiões com baixos níveis das águas nos rios e barragens é vista como solução para ajudar a reduzir a necessidade de diesel de emergência, carvão ou produção de eletricidade a partir do petróleo.

A agência da ONU concedeu US$ 5 milhões para o projeto Cogeração para África. O valor apoia 10 milhões de produtores de açúcar e os seus dependentes em países como Quénia, Etiópia, Malaui, Sudão, Uganda, Tanzânia e Suazilândia.

Investimento

O investimento deve ajudar a promover US$ 300 milhões para a cogeração e instalação de 40 megawatts para serem gerados em seis anos. A expectativa é que a iniciativa sirva de base para estender o investimento para os próximos anos.

Os resultados obtidos até agora incluem a influencia na política de energia renovável de redes nacionais, formações sobre técnicas e finanças e apoio a estudos de viabilidade e identificação investimentos. Nove acordos de cooperação foram adotados com parceiros agroindústriais africanos.

A iniciativa Cogeração para a África foi inspirada pelo sucesso alcançado por uma iniciativa nas Maurícias, onde 40% das necessidades de eletricidade estão a nível nacional.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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