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Incidentes piratas aumentaram mais de um terço este ano no Golfo da Guiné

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

OMI assinala subida do número de pessoas sequestradas em navios  em relação a 2015; resolução do Conselho de Segurança destaca aumento da cooperação na segurança marítima regional.

Golfo da Guiné teve 40% dos casos de pirataria e de assaltos à mão armada no mar ocorridos em todo o mundo. Foto: Marinha EUA/Ja’lon A. Rhinehart

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Golfo da Guiné registou este ano um aumento de 36% nas denúncias de incidentes piratas, em comparação com o mesmo período de 2015.

No ano passado, a região foi considerada a terceira área marítima mais perigosa do mundo ao registar 49 incidentes que incluem pequenos furtos, raptos ou desvio de embarcações.

Assaltos

Segundo a Organização Marítima Internacional, OMI,  o número de pessoas sequestradas em navios em 2016 já corresponde ao total do ano passado.

Vários “incidentes particularmente violentos são alvos de preocupação especial”, destaca uma nota da agência. Este ano, a região teve 40% dos casos de pirataria e de assaltos à mão armada no mar ocorridos em todo o mundo.

A agência trabalha com os Estados e organizações regionais para ajudar a “desenvolver o setor marítimo e uma economia azul sustentada por uma boa segurança marítima”.

Busca e Salvamento

As ações envolvem o combate à pirataria e assaltos à mão armada contra navios e  o apoio à criação de estratégias de segurança marítima. Os planos devem abordar temas como busca e salvamento, proteção do ambiente e segurança.

As outras áreas de ação incluem o combate ao terrorismo marítimo, a migração pelo mar e atividades ilícitas como o tráfico de drogas, armas e pessoas além da pesca ilegal.

Tomada de Reféns

O secretário-geral da OMI, Kitack Lim, saudou uma declaração presidencial do Conselho de Segurança adotada em abril que condena vigorosamente os atos de assassinato, sequestro, tomada de reféns e assalto por piratas no Golfo da Guiné.

O órgão encoraja os Estados e as organizações regionais a aumentar a cooperação na segurança marítima.

Tráfico de Drogas

O documento reconhece os esforços dos países para adotar medidas como combate à pirataria e os assaltos à mão armada no mar, além de ações para fazer frente ao crime organizado transnacional como tráfico de drogas e medidas para melhorar a segurança marítima.

O Conselho elogia o Fundo da OMI para a Segurança Marítima no Oeste de África e os esforços para ajudar a construir a capacidade de segurança marítima na região e na África Central. Os 15 Estados-membros encorajaram os países a fazer contribuições financeiras para as ações.

Leia e Oiça:
Conselho de Segurança debate ataques de piratas no Golfo da Guiné 

 

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