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Frequência de secas gera degradação de 50% das terras agrícolas

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

Mudança climática contribui para o problema; secretário-geral da ONU alerta que 12 milhões de hectares de terras são perdidos por ano; 17 de junho é Dia Mundial de Combate à Desertificação.

Dia Mundial de Combate à Desertificação é esta sexta-feira, 17 de junho. Foto: Banco Mundial/Flore de Preneuf

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Dia Mundial de Combate à Desertificação é esta sexta-feira, 17 de junho. As Nações Unidas aproveitam a ocasião para lembrar sobre a conexão entre “desertificação, degradação de terra, seca e mudança climática”.

A gravidade e a frequência das secas estão aumentando, assim como as enchentes e as temperaturas extremas. Segundo o secretário-geral da ONU, mais de 50% das terras agrícolas estão danificadas de forma moderada ou severa.

Impactos

Ban Ki-moon destaca que, por ano, são perdidos 12 milhões de hectares que são apropriados para a produção de alimentos. Com isso, o bem-estar e o sustento de centenas de milhões de pessoas estão sob risco.

A ONU calcula que a degradação de terras afete 1,5 bilhão de pessoas, incluindo 74% dos pobres do mundo que sofrem impactos diretos da degradação de terra.

Desnutrição

O chefe da ONU lembra que as consequências são sentidas diretamente por quase 800 milhões de pessoas que estão subnutridas.

Pelas projeções da ONU, nos próximos 25 anos, a degradação de terras pode reduzir a produção global de comida em até 12%, levando ao aumento médio global de 30% no preços dos alimentos.

Ban Ki-moon afirma que sem uma solução de longo prazo, a desertificação também vai causar aumento dos fluxos migratórios e prejudicar a estabilidade de vários países.

ODS

Segundo o secretário-geral, foi exatamente por isso que os líderes mundiais colocaram o fim da degradação de terras como uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Isso significa reabilitar pelo menos 12 milhões de hectares de terra por ano.

Uma sugestão de Ban Ki-moon é investir na agricultura “amiga” do clima. Segundo ele, a abordagem pode ajudar comunidades a se protegerem da mudança climática, uma vez que o carbono será pego da atmosfera e colocado de volta ao solo.

O secretário-geral prevê que a transição para a agricultura sustentável possa aliviar a pobreza e gerar empregos, especialmente para os mais pobres. Até 2050, cerca de 200 milhões de empregos poderão ser criados na cadeia de produção de alimentos.

Neste ano, o Dia Mundial de Combate à Desertificação tem o tema: “Proteja o planeta. Restaure a terra. Envolva pessoas.” O secretário-geral da ONU faz um apelo por maior cooperação entre todos, para que o fim da degradação de terras seja alcançado, como previsto nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

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