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Portugal e Brasil encabeçam lista de acesso à internet dos países lusófonos

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

Relatório da União Internacional das Telecomunicações pesquisou 175 nações também nos setores de telecomunicações e uso de celulares; Coreia do Sul é a primeira da lista; Portugal ocupa posição 44, e Brasil 63.

 

A UIT destaca que a maioria das pessoas no mundo tem acesso aos serviços de internet mas não os utiliza. Foto: ONU/JC McIlwaine

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A União Internacional das Telecomunicações, UIT, divulgou relatório esta terça-feira sobre acesso à internet, telecomunicações e uso de telefones celulares em 175 países.

O índice da agência da ONU, chamado de IDI, mede os indicadores de acesso e uso da internet e as qualificações das pessoas para usar a tecnologia.

Brasil e Portugal

O Brasil ficou em 63º lugar na lista da agência da ONU em 2016. O país melhorou subindo duas posições em relação ao ano passado. Entre os países de língua portuguesa, Portugal foi o melhor colocado na posição 44. Entraram na lista também Cabo Verde, que teve o melhor resultado entre os países africanos, Timor-Leste, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, pela ordem da UIT.

A Coreia do Sul ficou em primeiro lugar pelo segundo ano consecutivo, seguida pela Islândia, Dinamarca, Suíça e Reino Unido. A Alemanha ficou em 12º, Estados Unidos em 15º e logo atrás França. A China no meio da lista: no lugar 87.

No Brasil, as mulheres usam mais o telefone celular do que os homens e 20% dos adolescentes e crianças menores de 15 anos não têm celular, nos outros países a média é de 35%.

Mostrando dados de 2015, a UIT diz que mais da metade da população brasileira tem um computador em casa e tem acesso à internet.

Portugal e Cabo Verde

Entre os lusófonos, o índice de computadores em casa e acesso à internet chega a 70% em Portugal, mas cai para 43% em Cabo Verde e tem uma queda mais acentuada em Angola e Moçambique onde o acesso online, por exemplo, é de 12% e 9%, respectivamente.

No geral, o relatório mostra que o mundo está ficando cada vez mais conectado e revela que ainda existem imensas oportunidades de investimento no setor.

O secretário-geral da agência, Houlin Zhao, afirmou que para “conectar mais gente à internet é importante ter como foco a redução das desigualdades socioeconômicas”.

Barreira

Segundo o documento, a maioria das pessoas no mundo tem acesso aos serviços de internet mas não os utiliza. Por exemplo, a banda-larga móvel cobre 84% da população mundial, mas o uso da internet é de 47%.

A UIT afirma que muitas pessoas ainda não têm ou usam telefones celulares. Nos países em desenvolvimento, esse índice chega perto dos 20%. A maioria dos que não tem um celular está entre cinco e 14 anos de idade e os que têm mais de 74 anos.

Atualmente, 85% da população global entre 15 e 74 anos possui ou usa um celular. O relatório alerta que a maior barreira no momento a essa tecnologia é o preço do aparelho e não do serviço.

 

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    luisó Responder

    Depois de ouvir dizer tanto na campanha de praças digitais e internet livre para toda a gente, agora nem se vê o nome de STP neste artigo sobre o mesmo tema.
    Enfim……mais uma que ficou por fazer.

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