Desemprego deve aumentar em Angola, Brasil e Portugal em 2017

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

OIT destaca queda no preço das matérias-primas que motivou ao ajuste fiscal em Angola; em Portugal previsões de crescimento não devem conter redução substancial de postos de trabalho; desemprego no Brasil pode atingir 12,4% da população.

 

Em Portugal, a economia deve continuar estagnada este ano com um avanço em torno de 1%. Foto: Banco Mundial

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque. *

A falta de emprego deve aumentar em Angola, Brasil e Portugal em 2017, segundo um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT.

O Panorama Social e de Empregos Mundial, lançado esta quinta-feira, menciona a queda do crescimento económico angolano devido aos baixos preços do petróleo.

Economias emergentes

O documento cita o decréscimo do preço das matérias-primas que acabou por levar a um aperto fiscal em Angola, perante pressões inflacionárias e um fraco comércio.

O diretor do Escritório da OIT junto às Nações Unidas, em Nova Iorque, comentou o cenário do desemprego em países lusófonos. Vinícius Pinheiro começou por analisar o Brasil onde as condições dos mercados de trabalho devem agravar como em vários países emergentes e em desenvolvimento.

“O relatório mostra que o ano de 2016 foi ruim (para o Brasil) com um nível de desemprego alcançando o patamar de 11,5%, mas mostra também que os anos de 2017 e 2018 podem ser piores. A projeção para esses dois anos é de aumento do desemprego para 12,4%. Em relação a Portugal, o relatório mostra que apesar da baixa perspetiva de crescimento para esse ano deverá haver uma redução substancial do desemprego. Em relação a Angola, o país deve sofrer um pouco o baque da queda dos preços das commodities em especial do petróleo. Isso deve induzir a um aumento do nível de desemprego.”

Em Portugal, a economia deve continuar estagnada este ano com um avanço em torno de 1%.

Portugal

O relatório destaca as condições classificadas como pobreza moderada ou extrema de quase metade dos trabalhadores no sul da Ásia e dois terços dos na África Subsaariana. Os seus salário não chegam a US$ 3,10 por dia de serviço.

A agência estima que existem atualmente 1,4 mil milhão de pessoas no tipo de trabalho. O índice de empregados no setor deve continuar acima de 42% em 2017.

Desigualdade

A recomendação da OIT é que as políticas focalizem-se em como superar “as barreiras estruturais ao crescimento, incluindo a desigualdade”.

A OIT aconselha ainda a um esforço coordenado para fornecer estímulo fiscal e um aumento do investimento público que dependendo das condições do país podem impulsionar a economia global.

A ação pode ajudar a baixar o desemprego global nos próximos dois anos e a médio prazo em esforços que podem reduzir receios de um baixo crescimento e aumentar as demandas para novos investimentos.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

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