ONU: mais de 20 milhões passam fome em 4 países africanos

 

António Guterres citou Sudão do Sul, Somália, Iêmen e a região nordeste da Nigéria; ele disse que são necessários US$ 5,6 bilhões para cobrir as operações humanitárias somente nestes países em 2017.

Foto: Unicef/Rich

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que mais de 20 milhões de pessoas no Sudão do Sul, na Somália, no Iêmen e na região nordeste da Nigéria estão passando fome e enfrentam altos níveis de insegurança alimentar.

Guterres fez a declaração a jornalistas na sede das Nações Unidas em Nova Iorque ao lado do coordenador de Ajuda de Emergência, Stephen O’Brien, e das chefes do Programa para o Desenvolvimento, Helen Clark, e do Programa Mundial de Alimentos, Ertharin Cousin.

Realidade

O chefe da ONU disse que a “fome já é uma realidade em parte do Sudão do Sul”. Ele afirmou que “a menos que o mundo aja imediatamente é uma questão de tempo até que o problema afete outras áreas e países”.

Segundo Guterres, a comunidade internacional está enfrentando uma tragédia e todos devem evitar que ela se torne uma catástrofe.

Ele declarou que esse “é um problema que pode ser evitado se houver ação global”.

Operações Humanitárias

O secretário-geral afirmou que a ONU precisa de US$ 5,6 bilhões para cobrir as operações humanitárias apenas nesses quatro países neste ano. Mais importante ainda, ele disse que a organização necessita de US$ 4,4 bilhões desse total até o fim de março, para evitar uma catástrofe.

Guterres explicou que apesar de promessas generosas de doações, somente US$ 90 milhões foram recebidos.

A falta de dinheiro já forçou o PMA a cortar mais da metade da quantidade de comida enviada para o Iêmen desde o ano passado. Sem novos recursos, ele declarou que os cortes vão piorar nos próximos meses.

Guterres afirmou que essas quatro crises são diferentes, mas têm uma coisa em comum: todas poderiam ser evitadas.

Ação

Segundo o chefe da ONU, elas foram originadas de conflitos e para combater o problema, a comunidade internacional deve agir urgentemente e de forma decisiva.

Ele pediu aos países que façam o possível para ajudar, seja através de apoio, pressão política sobre as partes em conflito ou financiamento das operações humanitárias.

Guterres fez um apelo também aos lados em conflito que respeitem a lei humanitária internacional e permitam o acesso das equipes de ajuda. O secretário-geral explicou que sem acesso, centenas de milhares de pessoas podem morrer.

Ele declarou que “as vidas de milhões dependem da capacidade coletiva de agir”. Na sua opinião, “não há desculpas para falta de ação ou indiferença e não há tempo a perder”.

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