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FAO: crise de fome na Nigéria e países vizinhos piora de forma drástica

Conflito e instabilidade continuam e agência da ONU pede ação internacional para salvar as vidas de milhões de famílias que dependem da agricultura, do gado e da pesca; quase 2 milhões de nigerianos estão deslocados.

Época de plantio começa em maio. Foto: FAO

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque. 

Representantes de governos e das Nações Unidas estão reunidos na Noruega esta sexta-feira na Conferência Humanitária de Oslo sobre a Bacia do Lago Chade.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, destaca que conflitos e instabilidade continuam na região e com isso, a insegurança alimentar na Nigéria e países vizinhos  piora “de forma drástica”.

Época de plantio

São milhões de famílias que dependem da agricultura, do gado e da pesca para sobreviver e agora, necessitam de ajuda. A próxima estação de plantio começa em maio, mas os agricultores precisam de sementes e ferramentas nos quatro países: Camarões, Chade, Níger e Nigéria.

As nações da Bacia do Lago Chade abrigam mais de 7 milhões de pessoas sem ter o suficiente para comer e 515 mil crianças a sofrer de desnutrição severa. Sem tratamento, esses menores podem até morrer.

Dinheiro

A FAO é uma das agências da ONU que participa na conferência em Oslo e a agência destaca que 90% da população da Bacia do Lago Chade depende da agricultura e da pesca.

Mas a violência causada pelos terroristas do Boko Haram na Nigéria já surtiu efeitos no norte dos Camarões, no oeste do Chade e no sudoeste do Níger, com impactos muito negativos para a segurança alimentar.

A FAO pede US$ 30 milhões com urgência. O dinheiro é essencial para ajudar a famílias de agricultores dos quatro países, antes da época de plantio em maio.

Deslocados internos

Com a violência, muitas pessoas também decidiram abandonar as suas casas. Segundo a Organização Internacional para Migrações, OIM, quase 2 milhões de nigerianos estão desalojados.

Se for levada em consideração a situação nos quatro países da Bacia do Lago Chade, são 2,6 milhões de pessoas a viver como deslocadas internas ou refugiadas.

Ao mesmo tempo, o número de famílias que retornam para casa aumentou: só a Nigéria recebeu 1 milhão de retornados desde outubro de 2015. Mas muitas dessas pessoas sequer conseguem chegar aos seus vilarejos de origem devido à insegurança causada pelo Boko Haram. Várias delas acabam por viver em acampamentos para deslocados internos.

A OIM busca $58 milhões para apoiar as populações desses países, com abrigo, água e saneamento.

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