Paridade salarial entre homens e mulheres só será alcançada em 170 anos

 

Alerta foi feito por especialista da ONU Mulheres; Julien Pellaux afirmou que para resolver o problema é necessária “vontade política”; Dia Internacional da Mulher é comemorado esta quarta-feira, 8 de março.

Foto: ONU/Mark Garten

Edgard Júnior, da ONU News em Nova Iorque.

O especialista da ONU Mulheres Julien Pellaux alertou que se nada for feito, a paridade salarial entre homens e mulheres vai levar 170 anos para ser alcançada.

Esta quarta-feira, 8 de março, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Em entrevista à ONU News, em Nova Iorque, Pellaux falou sobre o que é necessário para resolver o problema.

“A ONU está começando várias campanhas para promover esse assunto, que na verdade é primeiramente um assunto político. Tem que ter uma vontade política, uma resolução política de querer mudar isso. As disparidades salariais não vão se fechar naturalmente. É preciso ter um impulso importante dos governos do mundo todo para (reduzir) essas disparidades.”

Leis Discriminatórias

Ele disse ainda que as leis trabalhistas em muitos países prejudicam as mulheres.

“É difícil acreditar: em mais de 155 países existem leis discriminatórias contra as mulheres em assuntos econômicos. Então, isso pode ser em vários assuntos, por exemplo, podem ser leis que tentam proteger as mulheres de certos setores de trabalho que podem ter consequências de saúde, mas que na verdade impedem as mulheres de encontrar os mesmos trabalhos que os homens. Podem ser leis, por exemplo, que impedem as mulheres de possuír terreno, de trabalhar na agricultura.”

Para o especialista da ONU mulheres, essas leis discriminatórias têm um papel muito grande na criação de disparidades entre homens e mulheres.

Julien Pellaux deixou claro que a disparidade salarial não discrimina, ela acontece em países ricos ou pobres.

O especialista disse que, apesar das dificuldades, a expectativa da ONU Mulheres é alcançar a paridade salarial até 2030. Para atingir esse objetivo, a organização lançou uma campanha para acabar com as leis discriminatórias até 2021. A iniciativa conta com o apoio de diversos países e parceiros.

A agência também quer impulsionar o empreendedorismo feminino. A ONU Mulheres quer trabalhar com os governos para que as mulheres tenham maior participação nos contratos públicos.

 

 

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