Países assinam acordo histórico para acabar com a pesca ilegal  

PARCERIA – Téla NÓN / Rádio ONU

Diretor da FAO declara que agora o mundo tem os instrumentos necessários para prevenir e eliminar a pesca não-regulamentada; acordo restringe acesso aos portos para embarcações de pesca que não cumprirem com várias regras.

Segundo a FAO, a atividade pesqueira ilegal retira do mar 26 milhões de toneladas de peixe, valendo US$ 23 bilhões por ano. Foto: FAO/Zakir Hossain

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, está comemorando a assinatura de um acordo histórico de combate à pesca ilegal. Para a agência, o documento assinado por 48 países (incluindo todos os membros da União Europeia), é um marco para prevenir, combater e eliminar a pesca não-regulamentada.

Na Noruega, onde foi firmado o acordo, o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, afirmou estar confiante de que mais países irão assinar o tratado em breve.

Perdas econômicas

Pelo documento, fica restrito o acesso aos portos para embarcações pesqueiras que não cumprirem com várias regras, incluindo provas de que têm licença para operar e o fornecimento de informações sobre espécies e quantidade pescada.

Segundo a FAO, a atividade pesqueira ilegal retira do mar 26 milhões de toneladas de peixe, valendo US$ 23 bilhões por ano.

O chefe da agência, Graziano da Silva, explicou que o novo acordo também vai promover a sustentabilidade e ajudar a garantir a segurança alimentar para as comunidades que vivem em regiões costeiras.

A FAO destaca ainda que o tratado representa uma enorme contribuição para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 14, que foca na vida marinha, e tem como uma das metas erradicar a pesca ilegal.

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    Ralph Responder

    Uma boa medida, claramente, para melhorar a sustentabilidade de pesqueira em volta do mundo. Porém, o artigo não especifica quais são os países que assinaram o acordo. De qualquer forma, o que importa agora é que o acordo seja cumprido, algo que vai necessitar recursos humanos, dinheiro e, talvez o mais importante de tudo, vontade política para fazer cumprir.

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