“O governo tinha informações que não poderiam ser de maneira nenhuma escamoteadas”

Publicado em 13 Fev 2009
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Após reunião do conselho de ministros esta quinta-feira o governo são-tomense abriu uma ponta do véu sobre o caso da detenção do Presidente do Partido FDC e dezenas de outras pessoas ligadas a esta formação política. O porta-voz do Governo, anunciou que a acção do executivo visou prevenir a desestabilização da ordem social, pública e estatal. Segundo o governo, as informações recolhidas e que motivaram a operação policial de quarta-feira, indicam que o Presidente da República e o Governo seriam os principais alvos da alegada acção destabilizadora. O conselho de ministros anunciou também a detenção na residência de Arlécio Costa de carregadores da arma AKM, e vários tipos de munições de calibre diverso.

 

O governo quebrou o silêncio, para anunciar ao país que a operação policial da noite de terça-feira que terminou com a detenção de 32 pessoas ligadas ao partido FDC, foi uma medida preventiva. «O governo teve informações de que estaria em preparação acções destabilizadoras da ordem pública, da ordem social e estatal são-tomense, que tinham como alvo o Presidente da República e o Governo», anunciou o porta-voz do executivo, Justino Veiga.

 

Em directo no telejornal das 20 horas da TVS esta quinta-feira, o porta-voz do governo são-tomense, disse que tais informações justificavam uma intervenção do estado. Foi por isso que na tarde de terça-feira decorreu no palácio presidencial uma reunião especial. «Esteve reunido os órgãos de soberania e nesta reunião estiveram os responsáveis das chefias militares. Na sequência dessa reunião foi decidida uma intervenção preventiva para fazer face a tais informações de natureza preocupante e crescente que vinham sendo postas a circular. O governo tinha informações que não poderiam ser de maneira nenhuma escamoteadas», acrescentou o porta-voz do governo.

 

O governo explicou ainda que na noite de quarta-feira a polícia deteve 4 membros do partido FDC. Na manhã de quinta-feira, Arlécio Costa presidente do partido foi detido na sua residência onde estava reunido com 27 outras pessoas ligadas a sua força política.

 

Fica assim confirmada a detenção de 32 pessoas. Mas não só o governo anunciou também que durante a operação a polícia encontrou «carregadores de armas AKM e munições de vários tipos e calibre», pontuou.

 

O governo prometeu para esta sexta-feira mais pormenores sobre a operação policial, e elementos que sustentam a alegação de o Presidente da República e o Governo poderiam ter problemas, caso a acção preventiva não fosse desencadeada.

 

O executivo de Rafael Branco, aproveitou para desmentir os boatos e rumores, que circulam sobretudo no estrangeiro segundo os quais reina grande tensão no país, com a possibilidade de golpe de estado.

 

O governo garante que a situação é calma e que não foi implementada qualquer medida excepcional, ou seja, não há recolher obrigatório ou coisa parecida no arquipélago da acalmaria.

Abel Veiga