Razões do Fracasso de S.Tomé e Príncipe

Publicado em 23 Fev 2009
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 Ao longdanilo.jpgo do processo de democratização iniciado em S.Tomé após a queda do Bloco Socialista nos inicios de 1990, todas as esperanças de homens e mulheres de S.Tomé e Príncipe têm sido um fracasso. A razão fundamental, está em os santomenses continuarem a apostar em pessoas ou grupos ligados ao passado iniciado em 1975.Vejamos, Quem foram os governates que S.Tomé e Príncipe conheceu nos últimos tempos e o que têm em comum ?

Salvo raras excepções, as governações têm estado a cargo dos antigos ministros ou agentes do regime ditatorial que S.Tomé e Príncipe conheceu. Pergunta-se poderiam estes individuos ou grupos, trazerem alguma coisa nova na governação democrática?

É certo que não. Primeiro porque nunca foram democrátas. Segundo foram formatados por modelos ditatoriais pelo que têm dificuldades em convivirem em sociadades de homens livres. Terceiro é a necessidade de se autoprotegerem dos crimes e desmandos cometidos. Alguém tem dúvidas que os actuais dirigentes, hesitariam a tomar uma posição clara em relação à corrupção ?

O principal problema reside ai. Associa-se a isto a incapacidade de todos nós os  santomenses para de uma vez por todas decidirmos dizer BASTA ao carnaval desonesto iniciado em 21 de Dezembro de 19741.

 

O que Fazer ?

Justiça e Ordem Interna

 

Contrariamente às ideias do actual primeiro ministro, senhor Rafael Branco, que a ordem interna reforça-se com policias e militares armados, se possível capacitadas

no exterior, diria que a ordem interna começaria com o combate à desonestidade.

A DESORDEM SOCIAL é o principal problema.

Centro da Questão : As grandes mansões ou arrojadas contas bancárias dos antigos e actuais dirigentes politicos de S.Tomé e Príncipe, a contrariar com a falta de bens e serviços socias mínimos que enfrentam a maioria dos homens honestos de S.Tomé e Príncipe.

O senhor primeiro ministro, estaria em condições de explicar olhos nos olhos, ao

povo de S.Tomé e Príncipe, que os sinais de riqueza que apresenta provêm do seu árduo trabalho ou de alguma herança familiar ? Congratularia-me se o conseguisse.

1 Entrada do Governo de Transição

A ordem interna passa primeiro por mais Justiça Social, mais responsabilização na

utilização e gestão de receitas e bens que a todos nós pertence.

Um dirigente será respeitado quando tiver Autoridade Moral, não temerá do seu

povo quando fizer tudo do melhor possível para ele. Como vê, a legitimidade e

liderança conquista-se pela autoridade moral ganha com competência, justeza, etc, e não pela força.

 

- Tentativa de Golpe

Hoje quando ouvi a RDP sobre a decisão do Arlécio Costa em se abster de

alimentar com receios, relembrei-me de um telefonema de um amigo a falar-me dos mentores das anteriores “ Tentativas de Golpe de Estado” ocorridas em S.Tomé e Príncipe.

Fiquei de veras preocupado.

Ouvi a RDP Africa. O comentador entre outras coisas, referiu que contrariando as

decisões do juiz que ordenou a detenção dos “ implicados na tentiva do golpe” na

cadeia central, alguns foram levados para o estabelecimento prisional existente na

administração interna, onde ainda permanecem. Juntando todos esses factores, o cenário é alarmante. Os santomenses amantes da liberdade deveriam-mos estar preocupados.

Renúncia do Presidente

 

O senhor Fradique de Menezes com as declarações que fez, com as promessas que já tinha feito, com as suspeitas que sobre ele recaiem, não tem condições para chefiar nada. O país, S.Tomé e Príncipe, não precisa de mais arrogantes.

É desrespeito e insensatez , ele ainda não ter explicado ao país. É submissão e

vergonhoso que se lhe peça que continue.

Pedir-lhe que fique é ser conivente com a desonestidade e arrogância que

apoderou-se do país. O país precisa de um cenarário de Liberdade e Justiça, para conquistarmos a paz social.

 

Síntese

 

O povo de S.Tomé e Príncipe, começa a CHORAR. Falta-lhe sómente a ENERGIA

E DETERMINAÇÃO para que os pilares da INJUSTIÇA abalem.

Danilo Salvaterra – Fev-2009