Banco Central reduz taxa de juro de referência de 28 para 26%

Publicado em 23 Jan 2009
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O governcidade-banco-central.jpgador do Banco Central de São Tomé e Príncipe, explicou a iniciativa como sendo um incentivo ao investimento sobretudo nos sectores determinantes para o crescimento económico como o comércio e a construção civil. Uma forma de aliviar a pressão nos bolsos dos investidores, e que pode ter impacto na redução do preço dos bens da primeira necessidade no mercado nacional.

Com a inflação a roçar os 25%(24,8%), o Banco Central decidiu tomar medidas par refrescar o ambiente financeiro na abertura do ano novo. A taxa de juro de referência que se manteve estática desde o ano 2006, caiu de 28% para 26%. «São Tomé e Príncipe não pode pois ficar indiferente as decisões tomadas a nível internacional, na qual a maioria dos países decidiram baixar a taxa de juro para impulsionar o crescimento económico fundamentalmente há uma projecção do crescimento económico de STP entre os 6 e 8% para 2009», declarou o governador, Luís de Ceita.

A inflação que em Dezembro de 2008, situou-se nos 24,8%, castigou bastante os investidores e os consumidores. O Banco Central, suaviza o ambiente financeiro de forma a incentivar os investidores. Com a baixa da taxa de juro de referência, pretende pressionar os bancos comerciais a reduzir a taxa de juro sobre os créditos concedidos sobretudo aos operadores comerciais e da construção civil.

Duas áreas segundo o governador Luís de Ceita, que são responsáveis pelo crescimento do PIB são-tomense. «Estamos convictos que o sistema financeiro poderá de forma concorrencial responder ao desafio lançado com esta posição do banco central em baixar as taxas de juro. A importância da procura de crédito é um exemplo de como o sistema financeiro pode potenciar o desenvolvimento promovendo um sistema financeiro são e forte sempre tomando em consideração a actual situação de crise financeira internacional», concluiu.

O preço dos produtos de base no mercado nacional também poderá conhecer alguma baixa, ou estagnação, fruto da medida avançada pelo Banco Central. ~

Abel Veiga