Ministra do Plano e Finanças garante que a paridade cambial da dobra com o euro vai galvanizar a economia nacional

Publicado em 26 Jun 2009
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O Goverministra-plano-e-financas.jpgno através do seu chefe, Rafael Branco, anunciou que as negociações com Portugal com vista a assinatura do acordo de paridade cambial da moeda nacional, a dobra, com o euro estão muito avançadas. Um trunfo de governação apresentado pelo Primeiro-ministro e que foi detalhado pela Ministra do Plano e Finanças. Ângela Viegas, disse que o acordo vai ser sustentado por uma linha de crédito, para não descarrilar caso São Tomé e Príncipe tenha problemas com a sua reserva cambial. 

O arquipélago são-tomense, localizado no golfo da Guiné, está e sempre esteve virado para Europa, sobretudo Portugal no que concerne a importação de bens alimentares e serviços. Por isso a concretização de um acordo de paridade cambial com o governo só traz vantagens para a economia nacional. «As vantagens são muitas para a nossa economia. Por exemplo os nossos homens de negócios, se importam hoje a uma taxa de câmbio, há uma permanente depreciação da dobra em relação ao euro e ao dólar. Quando vendem a mercadoria para depois pagar aos credores, a taxa de câmbio já é outro. Com uma paridade fixa entre euro e dólar a maior parte desse problema fica resolvido, uma vez que a nossa importação é fundamentalmente da zona euro», disse Ângela Viegas.

A constante depreciação da moeda nacional faz aumentar os preços dos bens e serviços no mercado nacional. A paridade poderá aliviar a inflação. «Com essa paridade fixa com o euro a tendência é que a nossa taxa de inflação diminua, esteja ao nível dos países da zona euro», frisou.

As consequências serão extraordinárias para a economia nacional. «Com a diminuição da taxa de inflação a taxa de juro acompanhará esta tendência. Quanto aos créditos que os bancos concedem para o desenvolvimento da nossa economia, a taxa já não será tão alta como hoje temos», reforçou.

A Ministra do Plano e Finanças, anunciou por outro lado que Portugal vai garantir uma linha de crédito para evitar que a paridade cambial, desvaneça. «Também teremos uma linha de crédito que sustentará esse acordo se por acaso tivermos algum problema com as reservas cambiais. Por isso as vantagens são muito grandes», concluiu.

Abel Veiga

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