Economia

Agência Nacional de Petróleo acredita que a Zona Económica Exclusiva Nacional pode trazer surpresas em termos de reservas de ouro negro

mapa-blocos.jpgLuís Paquete, Director Técnico da Agência Nacional de Petróleo, comparou a zona económica exclusiva são-tomense como uma floresta virgem, onde quem entra pode fazer descobertas surpreendentes. Numa zona com extensão de 160 mil quilómetros quadrados, foram delimitados 19 blocos. Segundo o Director Técnico os estudos sísmicos de duas dimensões indicam grande concentração de hidrocarbonetos na zona.

A Direcção Técnica da Agência Nacional de Petróleo acredita nos dados sísmicos recolhidos nos últimos anos. Dados que segundo Luís Paquete, apontam para concentração de hidrocarbonetos na zona, onde foram delimitados 19 blocos para exploração petrolífera.

No entanto a confirmação da existência real de petróleo, depende da realização dos furos. Coisa que só será feita após a realização do leilão, e pela empresa que ganhar em concurso público internacional o direito de exploração.  «Só temos petróleo quando fazemos os furos, e assim podermos quantifica-los. O que temos agora é o que se chama de recursos. Visto que há estruturas que são passíveis de ter lá acumulado hidrocarbonetos, que podem ser água, petróleo, gás, etc», explicou o Director Técnico da ANP.

Para além dos dados sísmicos de duas dimensões, a Agência Nacional de Petróleo coloca a disposição das empresas interessadas nos blocos da zona económica exclusiva, um banco de dados sejam geológicos, sejam geofísicos, para estudo e avaliação, assegurou Luís Paquete. «A nossa zona económica exclusiva é uma zona virgem. E quando se entra numa floresta há sempre algo a descobrir. Assim achamos que há boas perspectivas», fundamentou.

Assim após o primeiro leilão dos blocos da ZEE, a ser realizado em Março próximo, a Agência Nacional de Petróleo, explica que as empresas adjudicatárias dos blocos, terão que realizar furos, para comprovar o tipo de recurso existente e se são comercializáveis. «Uma empresa que ganhar o bloco, e assinar o contrato de partilha de produção, terá que fazer outros trabalhos para melhor conhecer a zona. Mas a partida temos os estudos de 2D que servem de referência», enfatizou, Luís Paquete.

Quanto ao número de blocos a serem colocados no mercado, o director técnico da Agência Nacional de Petróleo, prometeu que será conhecido brevemente.

No entanto o Téla Nón apurou que os 6 blocos que foram a zona A, pintados a amarelo, são os que apresentam informações sísmicas mais contundentes em termos de grande concentração de hidrocarbonetos. Os 6 blocos estão próximos da ilha do Príncipe, fazendo fronteira marítima com a Guiné Equatorial, e a Zona de exploração Conjunta com a Nigéria.

A zona B que tem 7 blocos, tem a cor verde, e está na confluência entre as duas ilhas. Na zona C, que se apresenta com a cor creme ou castanho claro, foram delimitados 6 blocos.

Em termos de tamanho os blocos diferenciam-se muito um dos outros. O bloco 1 é o mais pequeno, tem 3 mil 292 quilómetros quadrados, enquanto que o bloco 19 tem 9 mil 145 quilómetros quadros.

Abel Veiga

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