Economia

O maior investimento privado em Caué já começou a dar sentido de vida as populações da Ribeira Peixe

ribeira-peixe.jpgO investimento da sociedade belga SOCFINCO S. A. para produção de óleo vegetal em 5 mil hectares de terra da Ribeira Peixe, parte da zona sul e na região autónoma do Príncipe, é de longe o mais importante projecto de desenvolvimento da região sul da ilha e mesmo de todo o país. Avaliado em 40 milhões de euros, o projecto com duração de 25 anos, já arrancou e começou a mudar a paisagem da Ribeira Peixe e a vida da população local.

O bairro de casas pré – fabricadas, construído na década de 80 para a administração da antiga empresa nacional de óleos vegetais, está a renascer. O lindo bairro que foi delapidado e vandalizado pela gestão nacional, e depois abandonado para cobras pretas fazerem ninho, depois de ter-se matado financeiramente a antiga empresa EMOLVE, apresenta está sim a renascer das do meio do matagal.

Isso mesmo testemunhou o Téla Nón na Ribeira Peixe. A sociedade Belga Socfinco S.A, que criou a empresa são-tomense Agripalma para produção de óleo vegetal, já começou a reconstruir a antiga EMOLVE. As residências do bairro da administração estão a dar luz a paisagem verdejante da Ribeira Peixe.

João Fortunato, segurança do local, disse ao Téla Nón que pelo menos dois técnicos expatriados já estão a residir no bairro. Com energia eléctrica 24/24, o bairro está a ser alargado par receber novas construções, assim como jardins para dar mais encanto ao espaço localizado mesmo a beira da estrada número 2.

ribeira-peixe-1.jpgSinais que animam os habitantes da zona sul de São Tomé, que nos últimos anos, viram a única unidade agro-industrial da região sul de São Tomé, e mesmo do país, destruída pela delapidação e má gestão. Centenas de pessoas que ficaram desempregadas, estão novamente a ganhar sustento. «Agora a esta hora da manhã o senhor não encontra ninguém no quintal. Toda gente está no mato a trabalhar», declarou João Fortunato.

As famílias abandonadas pelo estado são-tomense na Ribeira Peixe, já estão a ganhar o pão de cada dia. «Recebemos por dia 40 mil dobras. A empresa paga todas as semanas. O rendimento mensal é de 1 milhão e 200 mil dobras, para o trabalhador de campo», explicou João Fortunato.

Trabalho duro mas que anima os habitantes da Ribeira Peixe. O palmeiral velho que já não produz andim está a ser abatido, para dar lugar as novas plantas cujo viveiro já foi lançado nas proximidades do terreiro da antiga EMOLVE.

A Administração da sociedade Belga prevê que as novas palmeiras deverão começar a produzir andim dentro de 5 anos. Altura em que a Ribeira Peixe e São Tomé e Príncipe, segundo a administração do grupo privado Belga, deverão começar a despontar como uma das maiores produtoras de óleo de palma de toda a sub-região africana.

Enquanto os viveiros crescem, o grupo Belga que investe 40 milhões de euros para transformar 5 mil hectares de terra de São Tomé e da ilha do Príncipe, no maior celeiro de óleo alimentar da sub-região, projecta outras acções. Pelo menos duas unidades de transformação e refinação de óleo alimentar vão ser construídas no país.

O projecto não está virado apenas para a produção de óleo, mas também para a transformação de óleo de palma em produtos de valor, como sabão, sabonete e detergentes.

O investimento da SOCFINCO na Ribeira Peixe, vai dar a curto prazo emprego a mais de 1000 pessoas. Caué tem cerca de 5 mil habitantes, a maioria crianças. Números que demonstram claramente o impacto positivo que o investimento da empresa Belga, vai ter no tecido social da região sul, e de todo o país.

Por isso é sem dúvidas, o mais importante projecto que o país conheceu nos últimos anos. 

Abel Veiga

    3 comentários

3 comentários

  1. Valentim

    19 de Maio de 2010 as 9:04

    Gostei imenso pelo projecto, pelo menos vai poder ajudar aquelas familias de Ribeira Peixe a dar um passo e ajudando aquelas familias é o País que sai a ganhar que isto quer dizer que a taxa de desemprego vai diminuir para menos 1000 pessoas.

  2. simao amaral tebus

    11 de Julho de 2010 as 21:17

    não há palavras, excelente projecto; é pena que o salario seja um pouco baixo, para o nível de vida hoje em dia em S.Tomé; quanto ao projecto muito bom.

  3. pierre

    9 de Março de 2012 as 9:56

    São de coisa concretas que queremos como este de óleo de zona sul não de anunciar mas nada se vê parabens zona sul DEUS é poderoso por DEUS sempre em primeiro lugar a esperança jamais acabara

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Recentemente

Topo