Gabão decidiu prorrogar o prazo para a adjudicação dos 42 blocos de petróleo que vai colocar no mercado internacional

gabao.jpgSegundo a imprensa gabonesa, o leilão dos blocos de petróleo inicialmente previsto para 5 de Maio próximo, foi adiado, por proposta das companhias petrolíferas internacionais, interessadas em participar no concurso público. Reclamam que o tempo dado para apresentação das propostas é muito curto para análise das informações geológicas dos blocos e a consequente montagem financeira para a sua aquisição.

O ministro gabonês das minas Julien Nkoghe Bekalé, disse a imprensa internacional, que o interesse das companhias petrolíferas internacionais nos 42 blocos de petróleo que estão a ser promovidos nas principais praças financeiras do mundo, é tão grande, que «a data de 5 de Maio para abertura do leilão é demasiado apertada. Temos assim que dar mais algum tempo as companhias para preparem as suas propostas», afirmou o ministro sem adiantar o tempo de prorrogação para a abertura do leilão.

A confiança do ministro das Minas do Gabão, no sucesso da venda dos 42 blocos de petróleo da sua zona marítima, é sustentada pelas investigações científicas que demonstram grande semelhança entre as características geológicas da bacia da região marítima gabonesa e a bacia marítima do Brasil, «onde são realizadas a maior parte das grandes descobertas de petróleo em águas profundas», assegurou Julien Nkoghe Bekalé.
Depois da grande produção petrolífera On – Shore de 1997, Gabão cujo orçamento do estado depende em cerca de 70% das receitas do petróleo, viu a produção baixar acentuadamente sobretudo nos últimos anos. Por isso, por orientação do Presidente Ali Bongo, a empresa nacional de petróleo, Gabon Oil Company, lançou uma grande ofensiva internacional para valorização dos blocos de petróleo da sua zona económica exclusiva, atraindo empresas para a exploração em médias e grandes profundidades.

Abel Veiga

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