Em todos os blocos da zona conjunta que se perfurou foram encontrados petróleo e gás

O bloco 1 foi o primeiro a ser perfurado em 2006. A companhia Chevron Texaco anunciou que foram encontrados vestígios de petróleo e algum sinal de gás, no entanto sem valor comercial, no ponto de vista da empresa americana. Os outros 3 blocos da zona conjunta adjudicados nomeadamente as empresas Sinopec e Addax, foram alvos de perfuração de Novembro de 2009 a Janeiro de 2010. As empresas garantem que há petróleo e gás em todos os blocos.

É um sinal bastante positivo para zona de exploração conjunta entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria. Até agora em todos os blocos que foram adjudicados, na primeira perfuração foram encontrados vestígios de petróleo e gás. Os peritos consideram que é sinal importante porque na história da exploração do ouro negro, nem sempre se encontra vestígios de ouro negro no primeiro furo que se faz a um bloco.

Olegário Tiny, Director na qualidade de um dos directores executivos da autoridade conjunta São Tomé e Príncipe – Nigéria, deu o exemplo do bloco Girassol em Angola, em que nas primeiras tentativas de prospecção de petróleo, a empresa operadora do tal bloco acabou por desistir em consequência do fracasso nas primeiras tentativas. No entanto mais tarde outra companhia que se interessou pelo bloco, acabou por encontrar ouro negro e bastante.

No bloco 1 da zona conjunta, a Chevron Texaco encontrou na primeira perfuração reservas de petróleo e gás. Disse que não tem valor comercial, mas não insistiu em realizar outros furos para comprovação do potencial do bloco.

Em Janeiro último a Autoridade Conjunta, recebeu mais sinais positivos sobre a potencialidade da zona conjunta. «De Novembro do ano passado a 15 de Janeiro desse ano, procedeu-se furos em todos os blocos excluindo o bloco 1 onde já se tinha feito há cerca de 3 anos atrás. Em todos eles encontrou-se hidrocarbonetos, em alguns mais petróleo e noutros mais gás», assegurou Olegário Tiny.

Os blocos perfurados de Novembro de 2009 a Janeiro de 2010, são 2, 3 e 4. As companhias petrolíferas Addax e Sinopec(chinesa), decidiram trabalhar em parceria sobre tais blocos. «Os estudos técnicos detalhados virão posteriormente. As empresas estão neste momento a analisar a situação e darão a conhecer esses resultados dentro de alguns meses», explicou Olegário Tiny.

A zona de exploração conjunta de petróleo São Tomé e Príncipe-Nigéria, é bastante jovem. A autoridade conjunta, uma sociedade criada pelos dois países, na proporção de 60% de capital para a Nigéria e 40% para São Tomé e Príncipe, tem a missão de gerir todos os recursos da zona, tanto petrolíferos como piscatórios e outros. «As empresas precisam fazer estudos mais profundos para conhecerem onde é que estão. Porque é uma área relativamente nova, alta profundidade e as empresas não têm ainda estudos cabais sobre a zona. E outro elemento que algumas empresas têm levantado ao longo dos anos, é possivelmente a necessidade de em conjunto explorarem alguns dos blocos», frisou Olegário Tiny.

Abel Veiga

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