Mais 9 Comunidades agrícolas do distrito de Lembá enfileiraram na produção do cacau biológico

Dependências da antiga empresa agrícola Santa Catarina no extremo norte de São Tomé, destacam-se na lista de comunidades agrícolas da região norte de São Tomé, que entraram para a fileira cacau biológico. Um projecto autónomo que tem sido fundamental na luta contra a pobreza.

O norte de São Tomé, é uma das regiões mais pobres do país. As comunidades agrícolas da região acabam por ser uma ilha dentro da outra. Isoladas, os habitantes vivem na mais profunda pobreza. A produção do cacau convencional não tem dado rendimento para sustento do agregado familiar. O produto é vendido a cerca de 4 mil dobras o quilo.

A produção do cacau biológico passou a ser a alternativa. Uma produção que implica cuidados especiais desde a colheita deste o tratamento dos cacaueiros, a colheita, até a secagem. Cada quilo do cacau biológico é vendido por mais de 1 euro, cerca de 34 mil dobras. Uma diferença abismal em relação ao preço do cacau convencional, que fica por alguns cêntimos do euro. «São no total 8 comunidades da antiga roça Santa Catarina. Tanto a antiga sede, a Brigoma, Lembá, a Sam Manuel, Riacho, Dona Mélia, Ponta Furada, e Sam João e a Comunidade de Santa Teresa, estão agora inseridas na produção do cacau biológico», explicou António Dias, o responsável da Cooperativa que produz e exporta o cacau biológico.

Através de fundos próprios da cooperativa, as comunidades produtoras do cacau biológico, beneficiam de todos os insumos agrícolas, materiais de trabalho, e assistência médica. Segundo António Dias, a conta da cooperativa regista neste momento mais de 800 milhões de dobras (1 euro equivale a 24.500 dobras)

Com a entrada das 9 comunidades da região norte sobe para 49 o número de comunidades agrícolas que produzem cacau biológico em São Tomé e Príncipe.

No entanto a direcção da cooperativa está preocupada com a pouca pluviosidade registada este ano. Factor que pode comprometer a produção. «Nós por acaso fizemos uma estimativa de 600 toneladas, sendo 150 toneladas para o primeiro semestre do ano e 450 para o segundo semestre. No que concerne ao primeiro semestre nós já sub-cumprimos porque produzimos acima de 180 toneladas. Mas no mês de Abril choveu pouco, Maio não choveu, estamos no mês de Julho. Dá impressão que já tivemos, como quem diz, três ou quatro meses de seca. E temos até cacaueiro de dez anos a morrer», reclamou António Dias.

A estação seca prolongada, está a preocupar os agricultores. Note-se que todo o cacau biológico produzido em São Tomé e Príncipe é importado por uma empresa francesa, que aliás patrocina a cooperativa dos agricultores são-tomenses.

Abel Veiga

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    tagarela Responder

    Investimentos como estes são benvindos para o bem-estar sócio económico das populações e do país. Devem ser seguidos. Viva STP!!!

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    tagarela Responder

    O cacau ainda poderá voltar a reinar. Viva STP!!!

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    Só visto!!!! Responder

    Pois é assim que faremos o país andar pra frente, produzindo. Não é vir dizer que o cacau ja era, como disso o Sr.Rato, vamos produzir o nosso cacau, o nosso café e o nosso coconote, porque são produtos que têm grande importancia na produção de derivados que serão sempre precisos para a manutenção da vida.
    O chocolate que tanto se fala como o melhor do mundo, é feito com o nosso cacau, o café que é um dos melhores do mundo, é nosso…por isso apostemos na produção.
    Seja benvinda os portos de água profunda e outros projectos estruturais mas vamos continuar a produzir, porque temos comunidades que o sabem fazer, e precisam faze-lo.
    A luta continua, a vitória é certa!

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    brasil Responder

    oO TURISMO PODE GERAR MUITO MAIS RECURSO PARA A POPULAÇAÕ QUE O CACAU[JÁ QUE O PAIS TEM POUCAS TERRAS E É MUITO LINDO CHEIO DE BELEZAS NATURAIS] SÓ NÃO VE QUEM NÃO QUER.

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    ANS40612 Responder

    É MESMO DE LOUVAR O PROJECTO DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DO CACAU BIOLOGICO, PORQUE TEM CONTRIBUIDO PARA EMPREGO DE ALGUMAS FAMILIAS ASSIM COMO AUMENTO DO NOSSO PIB.

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    Abraão Lincoln Responder

    Uma alternativa de desenvolvimento como esta deveria receber investimentos do Banco Mundial para construção de empresa de beneficiamento no próprio país, de forma cooperativada para os produtores aumentarem sua renda. A França já dispõe de outras riquezas, deveria ajudar as outras nações a se tornarem mais autônomas. Não se aproveitar para explorar os pobres daquele país.

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